Publicado

2011-07-01

Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad

Self-evaluation of the work conditions of nursing high complexity situations

Auto-avaliação das condições do trabalho de enfermagem em serviços altamente complexos

Palabras clave:

condiciones de trabajo, enfermería, riesgos laborales, salud laboral (es)
working conditions, nursing, occupational risks, occupational health (en)
condições de trabalho, enfermagem, riscos ocupacionais, saúde do trabalhador (pt)

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Autores/as

Objetivo: construir un instrumento de autoevaluación de las condiciones de trabajo aplicable para el personal de enfermería en los servicios de alta complejidad.

Método: investigación descriptiva que incluyó conceptos como condiciones de trabajo inherentes o presentes en el proceso de trabajo que influyen en la calidad de vida y el bienestar y desempeño del trabajador en sus diferentes contextos; los procedimientos de evaluación de las condiciones de trabajo que con frecuencia se utilizan o mencionan en la literatura específica y los elementos que caracterizan el trabajo de enfermería, así como los factores de riesgo que este personal enfrenta en el sector hospitalario; con base en estos elementos se elaboró el instrumento considerando tres categorías: condiciones intralaborales, condiciones extralaborales y condiciones individuales.

Resultados: el instrumento se consolidó con un total de cincuenta y tres preguntas: trece relativas a condiciones individuales, veintinueve a condiciones intralaborales y once a condiciones extralaborales. La validación de contenido se realizó por medio de la evaluación de expertos, dejando para una fase posterior las mediciones cuantitativas correspondientes.

Conclusión: se reconoce que la aplicación de instrumentos de autoevaluación puede permitir a los trabajadores avanzar en procesos de empoderamiento para mejorar sus condiciones de trabajo; por ende es necesario desarrollarlos para que el personal de enfermería pueda avanzar en el reconocimiento de estas y así impulsar acciones colectivas dirigidas a su adecuado afrontamiento.

Goal: build a work condition self-evaluation instrument that could be used by the nursing staff in high complexity services.

Method: descriptive research, which included concepts such as work conditions inherent to or present in the work process that have an influence on the worker's quality of life, well-being, and performance in different contexts. It also included the work conditions evaluation processes, which are frequently used or mentioned in the specific literature, and the elements that distinguish the nursing work, as well as the risk factors that these workers face in the hospital sector. Based on these elements, an instrument was created, which comprises three categories: conditions in the workplace, conditions outside the workplace and individual conditions.

Results: The instrument possesses a total of fifty-three questions: thirteen related to the individual conditions, twenty-nine to the conditions in the workplace and eleven to the conditions outside the workplace. The content was evaluated and validated by experts, leaving the quantitative measurements for a future phase.

Conclusion: the application of self-evaluation instruments is recognized as a way to empower the workers in order to improve their working conditions. As such, it is necessary to develop this empowerment so the nursing staff can recognize it and promote collective actions directed to their proper managing.

Objetivo: A construção de um instrumento de auto-ava-liação das condições de trabalho aplicável ao pessoal de enfermagem em serviços altamente complexos.

Método: pesquisa descritiva que incluiu conceitos como as condições de trabalho inerentes o presentes no processo de trabalho que tenham uma influência na qualidade de vida, no bem-estar e no desempenho do trabalhador em seus diferentes contextos; os procedimentos de avaliação das condições de trabalho que são utilizados ou mencionados frequentemen-te na literatura específica e os elementos que caracterizam o trabalho de enfermagem, bem como os fatores de risco que o pessoal sofre no setor hospitalar. Utilizando estes elementos como base, foi elaborado um elemento levando em cota três categorias: condições intra-laborais, condições extra-laborais e condições individuais.

Resultados: o instrumento foi composto por cinquen-ta e três perguntas: treze estavam relacionadas às condições individuais, vinte e nove às condições intra-laborais e onze às condições extra-laborais. A validação do conteúdo foi realizada pela avaliação de expertos, adiando as medições quantitativas correspondentes para uma fase posterior.

Conclusão: A aplicação de instrumentos de auto-ava-liação é reconhecida como uma forma de permitir aos trabalhadores avançar nos processos que levem ao melhoramento de suas condições de trabalho. Por isso, é necessário desenvolver estes processos para que o pessoal de enfermagem possa reconhecê-las e, desta forma, impulsionar ações coletivas voltadas para seu correto estudo.

Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad

Self-evaluation of the work conditions of nursing high complexity situations

Auto-avaliação das condições do trabalho de enfermagem em serviços altamente complexos

Juan Carlos García Ubaque1, Alejandra Husley Beltrán Lizarazo2, Magda Liliana Daza López3

1 Investigador principal. Ph.D. salud Pública. Profesor Asociado. Facultad de Enfermería. Universidad Nacional de Colombia, sede Bogotá. jcgarciau@unal.edu.co, Bogotá, Colombia.

2 Enfermera de la Universidad Nacional de Colombia, Enfermera Jefe, Hospital Universitario San Ignacio. ahbeltran@ husi.org, Bogotá, Colombia.

3 Enfermera de la Universidad Nacional de Colombia, Enfermera Fundación Clínica Shaio, magda.daza@shaio.org.com, Bogotá, Colombia.

Recibido: 13-07-09 Aprobado: 7-10-11


Resumen

Objetivo: construir un instrumento de autoevaluación de las condiciones de trabajo aplicable para el personal de enfermería en los servicios de alta complejidad.

Método: investigación descriptiva que incluyó conceptos como condiciones de trabajo inherentes o presentes en el proceso de trabajo que influyen en la calidad de vida y el bienestar y desempeño del trabajador en sus diferentes contextos; los procedimientos de evaluación de las condiciones de trabajo que con frecuencia se utilizan o mencionan en la literatura específica y los elementos que caracterizan el trabajo de enfermería, así como los factores de riesgo que este personal enfrenta en el sector hospitalario; con base en estos elementos se elaboró el instrumento considerando tres categorías: condiciones intralaborales, condiciones extralaborales y condiciones individuales.

Resultados: el instrumento se consolidó con un total de cincuenta y tres preguntas: trece relativas a condiciones individuales, veintinueve a condiciones intralaborales y once a condiciones extralaborales. La validación de contenido se realizó por medio de la evaluación de expertos, dejando para una fase posterior las mediciones cuantitativas correspondientes.

Conclusión: se reconoce que la aplicación de instrumentos de autoevaluación puede permitir a los trabajadores avanzar en procesos de empoderamiento para mejorar sus condiciones de trabajo; por ende es necesario desarrollarlos para que el personal de enfermería pueda avanzar en el reconocimiento de estas y así impulsar acciones colectivas dirigidas a su adecuado afrontamiento.

Palabras clave: condiciones de trabajo, enfermería, riesgos laborales, salud laboral. (Fuente: DeCS-Bireme).

Abstract

Goal: build a work condition self-evaluation instrument that could be used by the nursing staff in high complexity services.

Method: descriptive research, which included concepts such as work conditions inherent to or present in the work process that have an influence on the worker's quality of life, well-being, and performance in different contexts. It also included the work conditions evaluation processes, which are frequently used or mentioned in the specific literature, and the elements that distinguish the nursing work, as well as the risk factors that these workers face in the hospital sector. Based on these elements, an instrument was created, which comprises three categories: conditions in the workplace, conditions outside the workplace and individual conditions.

Results: The instrument possesses a total of fifty-three questions: thirteen related to the individual conditions, twenty-nine to the conditions in the workplace and eleven to the conditions outside the workplace. The content was evaluated and validated by experts, leaving the quantitative measurements for a future phase.

Conclusion: the application of self-evaluation instruments is recognized as a way to empower the workers in order to improve their working conditions. As such, it is necessary to develop this empowerment so the nursing staff can recognize it and promote collective actions directed to their proper managing.

Keywords: working conditions, nursing, occupational risks, occupational health

Resumo

Objetivo: A construção de um instrumento de auto-ava-liação das condições de trabalho aplicável ao pessoal de enfermagem em serviços altamente complexos.

Método: pesquisa descritiva que incluiu conceitos como as condições de trabalho inerentes o presentes no processo de trabalho que tenham uma influência na qualidade de vida, no bem-estar e no desempenho do trabalhador em seus diferentes contextos; os procedimentos de avaliação das condições de trabalho que são utilizados ou mencionados frequentemen-te na literatura específica e os elementos que caracterizam o trabalho de enfermagem, bem como os fatores de risco que o pessoal sofre no setor hospitalar. Utilizando estes elementos como base, foi elaborado um elemento levando em cota três categorias: condições intra-laborais, condições extra-laborais e condições individuais.

Resultados: o instrumento foi composto por cinquen-ta e três perguntas: treze estavam relacionadas às condições individuais, vinte e nove às condições intra-laborais e onze às condições extra-laborais. A validação do conteúdo foi realizada pela avaliação de expertos, adiando as medições quantitativas correspondentes para uma fase posterior.

Conclusão: A aplicação de instrumentos de auto-ava-liação é reconhecida como uma forma de permitir aos trabalhadores avançar nos processos que levem ao melhoramento de suas condições de trabalho. Por isso, é necessário desenvolver estes processos para que o pessoal de enfermagem possa reconhecê-las e, desta forma, impulsionar ações coletivas voltadas para seu correto estudo.

Palavras chave: condições de trabalho, enfermagem, riscos ocupacionais, saúde do trabalhador

INTRODUCCIÓN

De conformidad con la normatividad vigente, los servicios de alta complejidad en Bogotá ofertan consulta médica, hospitalización y atención de urgencias de especialidades básicas y subespecialidades en el cuidado crítico del adulto, pediátrico y neonatal, atención de partos y cesáreas de alta complejidad, laboratorio e imagenolo-gía, atención odontológica especializada y otros servicios y terapias de apoyo para rehabilitación funcional (1); la atención de estos servicios está a cargo de un equipo multidisciplinario, en el que participa el personal de enfermería, el cual, además de contar con conocimientos especializados, debe adquirir el compromiso y la responsabilidad de brindar atención en salud con calidad, de forma oportuna y eficaz.

Para el desarrollo de los roles del personal de enfermería, y debido a que el ser de esta profesión es el cuidado de las personas, es indispensable un conveniente estado de salud y adecuadas condiciones de trabajo (2) en los aspectos individual, intralaboral y extralaboral, los cuales se verán reflejados en el ámbito personal, ocu-pacional, familiar y social; así mismo, es importante evaluar estas condiciones debido a que en un estudio realizado por la Asociación Nacional de Enfermeras (ANEC), en 2001 (3), se encontró un deterioro de las condiciones de vida y trabajo de las enfermeras, relacionado con los cambios en las formas de contratación y la no participación en la organización jerárquica de las instituciones.

Es importante que las instituciones prestadoras de servicios de salud y el personal de enfermería reconozcan y trabajen activamente en la búsqueda de garantías para sus condiciones de trabajo, porque estas tienen repercusiones sobre los pacientes -fallas en el cuidado de las personas y la atención en salud-, los trabajadores -insatisfacción, estrés y múltiples afecciones mentales y físicas- y la organización -ausentismo, disminución de la productividad y la calidad del cuidado.

Por tanto, es importante diseñar un instrumento de autoevaluación de las condiciones de trabajo, específico para el personal de enfermería, con el cual estos trabajadores evaluarán y conocerán sus condiciones de trabajo y podrán generar actividades de prevención de la enfermedad, de promoción de la salud, mejoramiento de sus condiciones de trabajo y control de los factores de riesgo a que están expuestos.

CONDICIONES DE TRABAJO

El concepto de condiciones de trabajo varía según diferentes autores y por tanto los componentes de cada una de sus categorías de análisis; para esta investigación se tuvo en cuenta el concepto retomado por Acosta, según el cual las condiciones y el ambiente laboral son inherentes al proceso de trabajo y se refieren "al conjunto de factores que actúan sobre el individuo en situación de trabajo, determinando su actividad y provocando una serie de consecuencias tanto para el propio individuo (costos humanos) como para la empresa (costos económicos)" (4). Este enfoque divide las condiciones de trabajo en factores intrínsecos, es decir los referidos al mismo trabajo y al individuo, y factores extrínsecos, catalogados en factores materiales, organizacionales y psicolaborales.

También se tuvo en cuenta a Guerrero, quien entiende las condiciones de trabajo como "el conjunto total de las variables presentes durante la realización de una tarea. Incluye variables que caracterizan la tarea en sí misma (medio ambiente de trabajo y la estructuración del trabajo), variables individuales, personales, factores extralaborales y psicosociales que pueden afectar el desarrollo del mismo" (5).

Finalmente, se consideró la definición formulada por la Universidad Nacional de Colombia, que en su maestría en Salud y seguridad en el trabajo contempla las condiciones de trabajo como el conjunto de factores intralaborales, extralaborales e individuales que inte-ractúan con la realización de la tarea determinando el proceso de salud-enfermedad de los trabajadores y su capacidad laboral (6). En este enfoque se incluyen:

1. Condiciones individuales: las que son endógenas, propias e intrínsecas del individuo y lo hacen único e irrepetible, pues, de acuerdo con lo expuesto como diversidad de la fuerza laboral, las características humanas individuales hacen que las personas sean diferentes unas de otras; sin embargo, algunas empresas crean estereotipos que pretenden agrupar a los individuos en categorías según características predominantes; además, la persona a lo largo de su ciclo vital está condicionada por factores hereditarios, ambientales, sociales y culturales; por tanto el análisis de sus condiciones se realizó teniendo en cuenta diversos conceptos recogidos en la teoría. Para la investigación se dividieron en dos subca-tegorías: la primaria que a la vez corresponde a variables como edad, género y personalidad, y la secundaria en la que se incluyen estado de salud, nivel de motivación y satisfacción, nivel de formación y educación, habilidades, autoestima, experiencias pasadas y estereotipos, ajuste a la ocupación y tolerancia a la ambigüedad (7).

2. Condiciones intralaborales: hacen referencia a las condiciones internas del lugar de trabajo y están compuestas por factores que deben ser evaluados: las condiciones ambientales, de carga física y mental, de seguridad y de la organización.

3. Condiciones extralaborales: se refieren a las condiciones del entorno; pueden catalogarse en dos niveles de análisis: uno microsocial constituido por la situación económica, educativa y de relación en el grupo familiar y social cercano al trabajador; y las condiciones del macroentorno social formado por las condiciones de tipo económico, social y de vida de la localidad donde se desenvuelven las personas (8). Dada la dificultad de abordar todas las posibles variables del entorno, en la investigación se consideró el estudio de las siguientes variables de tipo extralaboral de mayor influencia en la vida del trabajador: situación socioeconómica y educativa del grupo familiar, efecto del trabajo en el medio familiar y social, y situación política, económica y social del país y la localidad.

TRABAJO DE ENFERMERÍA Y SUS RIESGOS

La enfermería ha sido descrita como una vocación "aprendida" y recientemente como una disciplina y una profesión que posee un cuerpo de conocimientos en evolución y ostenta una forma particular de interpretar los fenómenos de su competencia: el cuidado de la vida y la salud. Participa en el mejoramiento de la calidad de vida al tratar de resolver los problemas cotidianos de la salud e interesarse por las actividades orientadas a la promoción y mejoramiento del bienestar de los seres humanos (9). Así, la enfermería tiene el mandato histórico y cultural de encargarse del cuidado de individuos y colectivos en todos sus ámbitos y expresiones, valiéndose del conocimiento y la experiencia en la atención de la vida y la salud de los pueblos, garantizando los principios de equidad, oportunidad y calidad de la atención, de modo único y universal (10).

De acuerdo con lo anterior, es importante tener en cuenta el proceso de trabajo de enfermería, para lo que resulta pertinente apoyarse en la Ley 266 de 1996, que en Colombia reglamenta la profesión de enfermería, afirmando que es una profesión liberal y una disciplina de carácter social, cuyos sujetos de atención son las personas, las familias y las comunidades, con sus características socioculturales, sus necesidades y derechos, así como el ambiente físico y social que influye en la salud y el bienestar (11).

El objeto del trabajo, es decir el cuidado de las personas y los colectivos, implica que el personal de trabajadores de enfermería debe intervenir sobre diversas necesidades, por lo que resulta importante que se evalúen, controlen y mejoren las condiciones en que viven, laboran y se desarrollan estos trabajadores, pues, según la evidencia actual, el paciente desea enfermeras descansadas, asertivas, amables, comprensivas, resolutivas, competentes y formadas para que lo atiendan (12).

Igualmente, el personal de enfermería utiliza como medios de trabajo la promoción de la salud, la prevención de la enfermedad y la intervención en el tratamiento, rehabilitación y recuperación de la salud y el alivio del dolor (11). Para la realización de estas actividades el personal de enfermería debe contar con conocimientos, competencias y habilidades, y aplicar estos medios en los diferentes roles que hacen parte de su trabajo, es decir el cuidado directo, la educación en salud a los pacientes y familiares, la administración de medicamentos, los procedimientos de enfermería y la administración y gerencia de servicios.

En cuanto a la organización y división del trabajo en el área hospitalaria, el personal de enfermería es contratado en las instituciones prestadoras de servicios de salud de diversas formas; se destaca en el último tiempo la tendencia casi generalizada a implementar mecanismos de flexibilización que disminuyen sus ingresos e impactan negativamente en su estabilidad laboral; es así como, según resultados de investigación, el 67% de los enfermeros obtiene un reconocimiento entre dos y cuatro salarios mínimos, mientras que el 11% recibe menos de estas cifras (13). Igualmente es importante resaltar el trabajo por turnos y la cantidad de funciones y actividades administrativas que este implica.

MÉTODOS DE EVALUACIÓN DE LAS CONDICIONES DE TRABAJO

Diversos métodos permiten identificar las condiciones de trabajo y valoran su grado de adecuación, generando un espectro de calificación desde situaciones desfavorables, que deben ser modificadas con premura, a contextos donde estas son, en principio, adecuadas (14). Lo esencial para analizar estos métodos tiene relación con su potencia para identificar de forma global todos los factores presentes que pueden afectar la salud de los trabajadores en su triple dimensión: física, mental y social (15). A continuación se resumen algunos de ellos; se destaca que, por no haber sido diseñados específicamente para salud, su aplicación en el sector no ha sido masiva.

Método Laboratoire de Economie et Sociologie du Travail (LEST), 1978

Se aplica a puestos fijos del sector industrial, poco o nada cualificados; para su implementación se necesita un técnico experto con instrumentos como luxómetro, anemómetro, sonómetro, cronómetro, cinta métrica; el tiempo de observación varía de tres a cuatro horas; se valoran los aspectos de 0 a 10 puntos, que se recatego-rizan en 5 niveles de gravedad; las puntuaciones altas corresponden a peores condiciones de trabajo (16) y los trabajadores participan en la discusión de los resultados.

Método Régie Nationale des Usines Renault (Renault), 1979

Es aplicable principalmente a puestos de trabajo repetitivo (17); además de los instrumentos nombrados en el anterior método, el técnico usa cinta métrica o ejemplos orientativos de valoración (18); la duración de aplicación es entre dos y tres horas y los trabajadores, después de un periodo breve de formación, pueden realizar la evaluación de las condiciones teniendo en cuenta los ocho factores en que las puntuaciones más altas corresponden a condiciones inadecuadas de trabajo.

Método Perfil del puesto (Fagor), 1987

Sirve para dar a conocer, de forma simple y ordenada, la situación de las plantas industriales, tanto individualmente como en conjunto (19); es necesario un técnico con termómetro, sonómetro y luxómetro; el tiempo de duración de la aplicación es entre treinta minutos y una hora, en la que se realiza la valoración en 5 niveles y en uno de los apartados se incluye la "opinión del operario".

Método Agence Nationale pour l'Amélioration des Conditions de Travail (Anact), 1984

Es uno de los únicos métodos en que primero se realiza un análisis global de la empresa y después se pasa al análisis de un puesto de trabajo concreto; no requiere formación específica; se pueden seguir las puntuaciones orientativas o para mayor precisión utilizar instrumentos: sonómetro, luxómetro; el tiempo de duración de la aplicación es entre dos y tres horas y en su calificación la encuesta pondera el peso de los factores entre 0 y 3. Los trabajadores participan en todos los niveles, sea cual sea su función; son los mejores expertos de sus condiciones de trabajo (20).

Método Ergonomic Workplace Analysis (EWA), 1989

Es aplicable para el análisis ergonómico del puesto de trabajo; se realizan actividades de observación y entrevista, con aparatos simples de medición (21); el tiempo de aplicación es el más corto de los métodos, de quince a treinta minutos; se incluyen cinco niveles de valoración del analista y cuatro niveles en los que se entrevista a los trabajadores mientras se realiza la evaluación.

Método Pymes de la Asociación de Mutuas de España, 1997

Las mutuas son asociaciones empresariales sin ánimo de lucro, constituidas con el principal objeto de colaborar en la gestión de la seguridad social, en concreto en la gestión de las contingencias de accidentes de trabajo y enfermedades profesionales y en la gestión de la prestación económica de incapacidad temporal derivada de contingencias comunes (22); tomaron un instrumento desarrollado por el Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo (23) y lo popularizaron al difundirlo por un breve tiempo en su página web; permite, mediante la observación por un profesional y el contraste con la opinión de los trabajadores, la medición de las principales condiciones del lugar de trabajo y su ponderación a través de una calificación sencilla que registra la presencia o ausencia de ciertas situaciones consideradas críticas en el mismo; sin embargo, la aplicación es relativamente demorada por la presencia de 22 formatos.

METODOLOGÍA

La investigación, de carácter descriptivo, se orientó al desarrollo y soporte teórico de un instrumento de au-toevaluación de las condiciones de trabajo de los enfermeros en los servicios de alta complejidad; para tal fin se tuvieron en cuenta los métodos descritos así como la Encuesta nacional de condiciones de salud y trabajo en el Sistema General de Riesgos Profesionales (24) y la Resolución 2646 de 2008 del Ministerio de la Protección Social de Colombia, lo que permitió el diseño de una herramienta aplicable por estos profesionales.

Para la preparación del instrumento se realizaron tres actividades básicas: análisis, comparación y estructuración, en las que se tuvo en cuenta el tipo y cantidad de preguntas, el tiempo de duración total de la aplicación del instrumento, la claridad de las instrucciones y el contenido, tanto en su adecuada redacción y vocabulario como en la pertinencia y coherencia de las preguntas con relación a los servicios de alta complejidad y el rol del personal de enfermería en dichos centros.

Finalmente, la validación inicial del instrumento se efectuó mediante la opinión de expertos, quienes a cada una de las preguntas le realizaron una calificación acerca de su pertinencia, coherencia y redacción, con calificación de 1 a 5. Los aportes llevaron a precisar la formulación de varios de los criterios y permitieron establecer niveles adecuados de coherencia y pertinencia;. Igualmente aportaron en el sentido de precisar que metodológicamente, durante la aplicación del instrumento de au-toevaluación, las respuestas deben ser diligenciadas por cada persona y no por área de trabajo, debido a que se valoran variables personales y a que el individuo percibe e interpreta sus condiciones de trabajo de forma subjetiva, al estar expuesto durante la ejecución de su rol.

RESULTADOS

El instrumento, que se presenta en el anexo 1, tal y como se señaló previamente, corresponde al autoanálisis de algunas situaciones que la literatura reporta como eventualmente de riesgo para el trabajador, resaltando las mismas en tonos de gris, tal y como se ha utilizado en otros instrumentos como la historia perinatal del Centro Latinoamericano de Perinatología (CLAP) (25), y se consolidó con un total de cincuenta y tres preguntas categorizadas de la siguiente forma: trece preguntas de condiciones individuales en las que se definieron las variables de edad, género, personalidad, estado de salud, nivel de motivación y satisfacción, nivel de formación y educación, habilidades, autoestima, experiencias pasadas y estereotipos, ajuste a la ocupación y tolerancia a la ambigüedad; veintinueve preguntas de condiciones intralaborales que hacen referencia a las condiciones internas del lugar de trabajo; se hicieron preguntas sobre el ambiente, la carga física y mental, la seguridad y la organización; y once preguntas de condiciones extralaborales en que se evaluaron las categorías relacionadas con situación socioeconómica y educativa del grupo familiar, situación política, económica y social del país y la localidad y el efecto del trabajo en el medio familiar y social.

La calificación de las condiciones arrojará los siguientes posibles resultados: condiciones adecuadas son aquellas con intervalos en las condiciones individuales de entre 22 y 26 puntos, en las condiciones intralaborales de entre 47 y 56 puntos y en las condiciones ex-tralaborales de entre 19 y 22 puntos, para un total de 86 y 104 puntos. Para el segundo abordaje, condiciones aceptables de trabajo, sus intervalos son en las condiciones individuales 18-21 puntos, condiciones intralaborales 38-46 puntos, condiciones extralaborales 15-18 puntos, para un total de 69-85 puntos; y para el tercer abordaje, condiciones inadecuadas, sus intervalos en las condiciones individuales son 13-17 puntos, condiciones intralaborales 28-37 puntos, condiciones extralaborales 11-14 puntos, para un total de 52-68 puntos. Con estos resultados las instituciones prestadoras de servicios de salud donde labora el personal de enfermería realizarán las acciones de mejoramiento y control por área de trabajo, con el fin de que las condiciones de trabajo sean adecuadas para todos los trabajadores expuestos.

Es importante destacar que se trata de un cuestionario de autoevaluación y por ende algunas de las preguntas son de percepción y que el mismo está diseñado para que los trabajadores descubran signos de alerta acerca de sus condiciones de trabajo; por tanto presupone que ellos mismos sean líderes de la discusión de los resultados en forma grupal, con el fin de que se busquen acciones de afrontamiento que mejoren las condiciones de trabajo del colectivo, lo cual incluye el apoyo de los expertos para precisar el diagnóstico y orientar las intervenciones y las acciones de organización colectiva a las que haya lugar.

DISCUSIÓN

El instrumento presentado tiene la particularidad de ser una de las primeras propuestas de encuesta específica en Colombia para tal fin. Este tipo de herramienta puede beneficiar tanto a la organización como a los pacientes y al trabajador en sus diferentes contextos, puesto que, al conocer sus condiciones de trabajo, se avanzará en el empoderamiento del personal de enfermería para la generación de acciones colectivas de prevención, mejoramiento y control en su lugar de trabajo (26).

Aunque puede ser aplicado por cada persona, se recomienda que los resultados sean analizados de forma grupal, pues las acciones que de él se deriven deben beneficiar al colectivo de enfermería, mejorando así el ser de esta profesión que es el cuidado de la salud y la vida de las personas.

Igualmente, se considera conveniente continuar el proceso de desarrollo con una validación cuantitativa de tipo sicométrico, que inicie con la realización de una prueba piloto para observar su desempeño en campo y continúe con pruebas posteriores derivadas de fomentar su utilización.

Finalmente, es necesario que desde la academia se continúe dando soporte investigativo al ejercicio profesional de la disciplina y al estudio de las condiciones de trabajo de estos profesionales con el fin de cubrir los vacíos en el conocimiento acerca de las condiciones de vida y trabajo del personal de enfermería, y proporcionar información que arroje respuestas para intervenciones eficaces, hacia el mejoramiento de las condiciones de la práctica.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANEXO 1

Referencias

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Cómo citar

VANCOUVER

1.
García Ubaque JC, Beltrán Lizarazo AH, Daza López ML. Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad. Av. enferm. [Internet]. 1 de julio de 2011 [citado 2 de marzo de 2024];29(2):331-4. Disponible en: https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828

ACM

[1]
García Ubaque, J.C., Beltrán Lizarazo, A.H. y Daza López, M.L. 2011. Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad. Avances en Enfermería. 29, 2 (jul. 2011), 331–341.

ACS

(1)
García Ubaque, J. C.; Beltrán Lizarazo, A. H.; Daza López, M. L. Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad. Av. enferm. 2011, 29, 331-341.

APA

García Ubaque, J. C., Beltrán Lizarazo, A. H. y Daza López, M. L. (2011). Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad. Avances en Enfermería, 29(2), 331–341. https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828

ABNT

GARCÍA UBAQUE, J. C.; BELTRÁN LIZARAZO, A. H.; DAZA LÓPEZ, M. L. Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad. Avances en Enfermería, [S. l.], v. 29, n. 2, p. 331–341, 2011. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828. Acesso em: 2 mar. 2024.

Chicago

García Ubaque, Juan Carlos, Alejandra Husley Beltrán Lizarazo, y Magda Liliana Daza López. 2011. «Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad». Avances En Enfermería 29 (2):331-41. https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828.

Harvard

García Ubaque, J. C., Beltrán Lizarazo, A. H. y Daza López, M. L. (2011) «Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad», Avances en Enfermería, 29(2), pp. 331–341. Disponible en: https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828 (Accedido: 2 marzo 2024).

IEEE

[1]
J. C. García Ubaque, A. H. Beltrán Lizarazo, y M. L. Daza López, «Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad», Av. enferm., vol. 29, n.º 2, pp. 331–341, jul. 2011.

MLA

García Ubaque, J. C., A. H. Beltrán Lizarazo, y M. L. Daza López. «Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad». Avances en Enfermería, vol. 29, n.º 2, julio de 2011, pp. 331-4, https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828.

Turabian

García Ubaque, Juan Carlos, Alejandra Husley Beltrán Lizarazo, y Magda Liliana Daza López. «Autoevaluación de condiciones de trabajo de enfermería en alta complejidad». Avances en Enfermería 29, no. 2 (julio 1, 2011): 331–341. Accedido marzo 2, 2024. https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/35828.

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