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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">aven</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Avances en Enfermería</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">av.enferm.</abbrev-journal-title>
			</journal-title-group>
			<issn pub-type="ppub">0121-4500</issn>
			<publisher>
				<publisher-name>Universidad Nacional de Colombia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15446/av.enferm.v37n3.78933</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artículos de investigación</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes: percepções dos profissionais em enfermagem</article-title>
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					<trans-title>Salud sexual y reproductiva de adolescentes: percepciones de los profesionales en enfermería</trans-title>
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					<trans-title>Sexual and reproductive health of adolescents: perceptions of nursing professionals</trans-title>
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						<surname>Trein Crespo</surname>
						<given-names>Bruna Tarasuk</given-names>
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						<surname>Mendes Lipinski</surname>
						<given-names>Jussara</given-names>
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						<surname>Cammarano Ribeiro</surname>
						<given-names>Aline</given-names>
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						<surname>Antunes Wilhelm</surname>
						<given-names>Laís</given-names>
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						<surname>Arboit</surname>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff6"><sup>6</sup></xref>
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			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Maria - Campus Santa Maria (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil). ORCID: http://orcid.org/0000-0003-4536-824X Correio eletrônico: graci_dutra@yahoo.com.br Contribuição: concepção do projeto, coleta, análise e interpretação dos dados e aprovação final da versão a ser publicada.</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal do Pampa Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil. ORCID: http://orcid.org/0000-0002-4050-5076 Correio eletrônico: brunatarasuk@hotmail.com.br Contribuição: concepção do projeto, coleta, análise e interpretação dos dados e aprovação final da versão a ser publicada.</institution>
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				<label>3</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal do Pampa (Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil). ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3907-0722 Correio eletrônico: jussaralipinski@gmail.com Contribuição: concepção do projeto, coleta, análise e interpretação dos dados e aprovação final da versão a ser publicada.</institution>
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			<aff id="aff4">
				<label>4</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Maria - Campus Santa Maria (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil). ORCID: http://orcid.org/0000-0003-3575-2555 Correio eletrônico: alinecammarano@gmail.com Contribuição: análise e interpretação dos dados, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada. </institution>
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				<label>5</label>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Santa Maria - Campus Santa Maria (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil). ORCID: http://orcid.org/0000-0001-6708-821X Correio eletrônico: laiswilhelm@gmail.com Contribuição: análise e interpretação dos dados, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada. </institution>
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			<aff id="aff6">
				<label>6</label>
				<institution content-type="original">Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Santa Maria (Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil). ORCID: http://orcid.org/0000-0002-6610-5900 Correio eletrônico: jaqueline.arboit@hotmail.com Contribuição: análise e interpretação dos dados, revisão crítica relevante do conteúdo intelectual e aprovação final da versão a ser publicada</institution>
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			<author-notes>
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					<p>Creative License Commons <graphic xlink:href="0121-4500-aven-37-03-343-g001.jpg"/>
					</p>
				</fn>
			</author-notes>
			<pub-date pub-type="collection">
				<season>Sep-Dec</season>
				<year>2019</year>
			</pub-date>
			<volume>37</volume>
			<issue>3</issue>
			<fpage>343</fpage>
			<lpage>352</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>05</day>
					<month>04</month>
					<year>2019</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>12</day>
					<month>09</month>
					<year>2019</year>
				</date>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<sec>
					<title>Objetivo: </title>
					<p>conhecer como é percebida e abordada a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes pelos enfermeiros na atenção primária à saúde.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materiais e métodos: </title>
					<p>estudo qualitativo do tipo descritivo, realizado no primeiro semestre de 2018. Participaram nove enfermeiros vinculados às Estratégias Saúde da Família de um município do sul do Brasil. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e os dados foram estudados segundo a análise de conteúdo temática.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados: </title>
					<p>evidenciou-se que persiste uma visão reducionista sobre a saúde sexual e reprodutiva na atenção primária à saúde. As estratégias para abordar tal tema abarcam a compreensão das experiências dos adolescentes acerca da sexualidade por meio do estímulo à autonomia, do acolhimento da demanda espontânea, das consultas de enfermagem, dos grupos educativos e da abordagem no contexto escolar.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusão: </title>
					<p>os profissionais necessitam atuar na promoção da saúde sexual e reprodutiva e identificar os problemas dessa população, conferindo-lhe visibilidade no serviço de saúde. É importante repensar as práticas junto ao adolescente, sendo necessário criar espaços apropriados e relacionar a família e a escola.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<sec>
					<title>Objetivo: </title>
					<p>conocer cómo perciben y abordan la salud sexual y reproductiva de adolescentes los profesionales de enfermería en la atención primaria en salud.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materiales y métodos: </title>
					<p>estúdio cualitativo de tipo descriptivo, realizado en el primer semestre de 2018. Participaron nueve enfermeros relacionados con las Estrategias Salud de la Familia de un municipio del sur de Brasil. Se efectuaron entrevistas semiestructuradas y los datos se examinaron según el análisis de contenido temático.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados: </title>
					<p>se evidenció que persiste una visión reduccionista sobre salud sexual y reproductiva en la atención primaria en salud. Las estrategias para abordar este tema abarcan la comprensión de las experiencias de los adolescentes acerca de la sexualidad, por medio del estímulo a la autonomía, de la acogida de la demanda espontánea, de las consultas de enfermería, de los grupos educativos y del enfoque en el contexto escolar.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusión: </title>
					<p>los profesionales sanitarios necesitan actuar en la promoción de la salud sexual y reproductiva e identificar los problemas de los adolescentes, dándoles visibilidad en el servicio de salud. Importante repensar las prácticas junto al adolescente, siendo menester crear espacios apropiados y relacionar a la familia y la escuela.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<sec>
					<title>Objective: </title>
					<p>to learn how nursing professionals perceive and approach the sexual and reproductive health of adolescents in primary health care.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materials and methods: </title>
					<p>qualitative study of descriptive type, carried out in the first semester of 2018. Nine nurses related to the Family Health Strategies of a municipality in southern Brazil participated. Semi-structured interviews were conducted and the data were examined according to the thematic content analysis.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results: </title>
					<p>it was revealed that a reductionist vision on sexual and reproductive health persists in primary health care. Strategies to address this issue cover an understanding of adolescent experiences about sexuality, through encouragement to autonomy, acceptance of spontaneous demand, nursing consultations, educational groups and focus on the school context.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusion: </title>
					<p>health professionals need to act in the promotion of sexual and reproductive health, and identify adolescent problems, giving them visibility in the health service. It is important to rethink practices with the adolescent, being necessary to create appropriate spaces and connect family and school.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
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				<title><italic>Descritores:</italic></title>
				<kwd>Saúde do Adolescente</kwd>
				<kwd>Saúde Sexual</kwd>
				<kwd>Saúde Reprodutiva</kwd>
				<kwd>Atenção Primária à Saúde</kwd>
				<kwd>Enfermagem (fonte: DeCS, BIREME)</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title><italic>Descriptores:</italic></title>
				<kwd>Salud del Adolescente</kwd>
				<kwd>Salud Sexual</kwd>
				<kwd>Salud Reproductiva</kwd>
				<kwd>Atención Primaria de Salud</kwd>
				<kwd>Enfermería (fuente: DeCS, BIREME)</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title><italic>Descriptors:</italic></title>
				<kwd>Adolescent Health</kwd>
				<kwd>Sexual Health</kwd>
				<kwd>Reproductive Health</kwd>
				<kwd>Primary Health Care</kwd>
				<kwd>Nursing (source: DeCS, BIREME)</kwd>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A adolescência é delimitada por um marco etário e biológico, sendo construída conforme relações entre gerações e concepções sociais. Nesta etapa, evidenciam-se impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social e seus esforços para corresponder às expectativas culturais <xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>.</p>
			<p>Em 2017, o Ministério da Saúde, no Brasil, lançou um documento visando ampliar a inserção dos adolescentes na Atenção Primária à Saúde (APS), propondo a atuação dos profissionais no cuidado à saúde, hábitos saudáveis e aspectos clínicos. Quanto a estes últimos, objetivava implementar ações direcionadas à sexualidade, consulta ginecológica, planejamento reprodutivo, anticoncepção de emergência, gravidez e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) <xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref>.</p>
			<p>A sexualidade é um aspecto fundamental no desenvolvimento humano, envolve práticas e experiências relacionadas à satisfação, afetividade, prazer, sentimentos e saúde <xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>. Tais experiências variam segundo contextos temporais, sociais e geracionais, construindo a identidade adolescente. No entanto, em muitas sociedades, suas experiências são censuradas e limitadas por tabus, preconceitos e relações de poder <xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref>.</p>
			<p>O campo da saúde sexual e reprodutiva na adolescência precisa associar-se a noções ampliadas de saúde. No que se refere à saúde sexual, esta se trata do bem-estar físico, emocional e social em relação à sexualidade e não apenas à ausência de doenças/ disfunções <xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref>. Já a saúde reprodutiva é compreendida como o bem-estar das funções reprodutivas. Sua assistência inclui métodos, técnicas e serviços para escolhas reprodutivas, prevenção e resolução de problemas <xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref>.</p>
			<p>Com base nestas conceituações, compreende-se que a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos dos adolescentes constitui uma das ações prioritárias da APS <xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>, sendo a Estratégia Saúde da Família (ESF) um modelo de atenção para a promoção da saúde deles <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>. Porém, evidencia-se a falta de ações específicas para esta população nos serviços de saúde, o que impõe uma barreira para o seu acesso <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>. Ainda, percebe-se que não há acompanhamento do desenvolvimento dos adolescentes, mas atendimentos pontuais no adoecimento ou gravidez, apontando o seu distanciamento dos profissionais e dos serviços <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>.</p>
			<p>Um estudo evidenciou que a APS, como estratégia para a efetivação da saúde sexual e reprodutiva, é incipiente e insuficiente <xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref>. Destaca-se que os adolescentes são vulneráveis a agravos na saúde devido a seus hábitos e comportamentos. No que se refere às 1ST, no contexto brasileiro, na faixa etária dos 10 aos 19 anos foram notificados, no período de 1980 a 2018, um total de 22.416 casos de adolescentes vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana, reiterando a juvenização da epidemia <xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref>. Quanto às demais 1ST, uma pesquisa sinalizou que clamídia, gonorréria e sífilis são as mais comuns nos jovens <xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref>.</p>
			<p>No que tange à gravidez na adolescência, nos países de baixa e média renda, estima-se que cerca de 21 milhões de meninas adolescentes entre 15 e 19 anos engravidem e cerca de 16 milhões tem partos anualmente <xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>. Um estudo da Turquia evidenciou que a gravidez na adolescência pode acarretar aborto, parto prematuro, baixo peso ao nascer e maior taxa de cesariana <xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref>.</p>
			<p>Assim, no cenário APS, conhecer as experiências do adolescente acerca da sexualidade a partir dele mesmo, implica, para os enfermeiros, desafios para compreender tais aspectos e, a partir disso, aplicar as políticas existentes. Nessa perspectiva, um estudo realizado na Ásia sugere que os profissionais da saúde devem realizar programas de educação em saúde sexual e reprodutiva junto às escolas e famílias dos adolescentes, ampliando a rede de comunicação e os conhecimentos acerca de temas que perpassam as experiências dessa população <xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref>.</p>
			<p>Com o intento de identificar a produção científica acerca da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes, realizou-se uma busca na literatura nacional e internacional. As produções tratavam, especialmente, da prevenção de 1st e de gravidez indesejada <xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref><sup>-</sup><xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>, dos comportamentos sexuais <xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B18"><sup>18</sup></xref>, da sexualidade no contexto escolar e familiar <xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref>, da promoção da educação em saúde <xref ref-type="bibr" rid="B19"><sup>19</sup></xref> e do uso de tecnologias para a abordagem do tema <xref ref-type="bibr" rid="B20"><sup>20</sup></xref>. Diante disso, evidencia-se que estudos voltados à temática são incipientes nas ciências da saúde e, especialmente, na enfermagem, justificando maiores investimentos em pesquisas na temática.</p>
			<p>Este estudo buscará responder ao questionamento: de que forma os enfermeiros na APS percebem e abordam a saúde sexual e reprodutiva de adolescentes? Para tanto, objetivou conhecer como é percebida e abordada, a saúde sexual e reprodutiva de adolescentes pelos enfermeiros na APS.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="materials|methods">
			<title>Materiais e métodos</title>
			<p>Pesquisa qualitativa, descritiva, realizada em unidades de ESF de um município do Rio Grande do Sul, Brasil, no primeiro semestre de 2018. Justifica-se a escolha pelo método qualitativo, pois este possibilita desvelar as significações que os indíviduos atribuem às suas experiências e a forma como compreendem o mundo <xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref>. O cenário é justificado pelo fato de que essas unidades são a porta de entrada para os adolescentes que necessitam de atendimento pelo Sistema Único de Saúde.</p>
			<p>Os participantes foram nove enfermeiros. A definição do número de participantes seguiu a orientação de que quando a amostra é ideal, esta reflete as múltiplas dimensões de determinado fenômeno <xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>. Como critério de inclusão foi considerado: estar alocado na ESF há mais de seis meses, o que proporcionaria tempo para o conhecimento da população da área adstrita. Foram excluídos enfermeiros alocados em ESF da área rural, pela dificuldade de acesso.</p>
			<p>Os participantes foram oito mulheres e um homem, com idade entre 32 e 54 anos. O tempo de experiência profissional foi de dois a 19 anos. Já o tempo de atuação em unidades de saúde foi de um e meio a 17 anos. Quanto à pós-graduação <italic>latu sensu,</italic> a maioria referiu ter e/ou estar em andamento, sendo a especialização em saúde da família a mais citada (quatro).</p>
			<p>A fase de aproximação dos participantes teve duração de três meses e ocorreu por meio de um encontro prévio para a apresentação do projeto de pesquisa, seus objetivos e metodologia. Nesse encontro, os profissionais interessados em participar esclareceram suas dúvidas e foi agendada uma data para a realização da entrevista, conforme a disponibilidade de cada um.</p>
			<p>Para a coleta de dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas. Foi elaborado um roteiro semiestruturado com dados sociodemográficos e questões norteadoras. As entrevistas tiveram uma duração de aproximadamente 30 minutos, foram gravadas (áudio) e realizadas nas próprias ESF em que os enfermeiros trabalhavam. A coleta das informações foi conduzida pelo pesquisador responsável e desenvolvida em uma sala apropriada em termos de privacidade e confidencialidade.</p>
			<p>Para a análise dos dados, adotou-se a proposta operativa de Minayo <xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>, composta por três fases (<xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Processo de análise de dados</title>
					</caption>
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					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref>.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A pesquisa seguiu os preceitos da Resolução n°. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, sendo aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob protocolo n°. 72631317.1.0000.5323. Para preservar o anonimato, os participantes foram identificados pelo código E, de enfermeiro, seguido por numeração conforme ordem das entrevistas.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Da análise dos dados, emergiram duas categorias: <italic>Percepções acerca da saúde sexual e reprodutiva na adolescência</italic> e a <italic>Abordagem da saúde sexual e reprodutiva com adolescentes na atenção primária à saúde.</italic> A primeira categoria diz respeito a como os enfermeiros entendem a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes em duas perspectivas, sendo uma mais voltada para as questões biológicas e a outra para a promoção da saúde. Já a segunda refere-se à forma e os espaços em que essas duas perspectivas podem ser abordadas. Neste sentido, os participantes destacaram a importância de proporcionar autonomia aos adolescentes nas consultas de enfermagem, nos grupos de educação em saúde e nas escolas.</p>
			<sec>
				<title><italic>Percepções acerca da saúde sexual e reprodutiva na adolescência</italic></title>
				<p>Os depoimentos apontaram questões biológicas sobre a saúde sexual e reprodutiva na adolescência, como o uso de preservativo e da pílula anticoncepcional e a prevenção de 1ST e da gravidez.</p>
				<disp-quote>
					<p>Penso em educação em saúde para prevenção, uma vez que está cada dia mais precoce o início da vida sexual, gravidez e doenças sexuais [E1].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Me remeto a planejamento familiar, unindo contracepção e orientação para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis [E5].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Na minha concepção, na adolescência, estes conceitos partem da transformação dos caracteres secundários sexuais [E4].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Nesta fase, os adolescentes precisam ser alertados sobre a prevenção da gravidez [E6].</p>
				</disp-quote>
				<p>Visualizam-se limitações de entendimento dos informantes quanto à saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Isso se deve ao fato de que não citam o exercício da sexualidade humana, o autocuidado, as questões psicológicas e socioculturais, ou seja, não há uma abordagem holística do cuidado e da educação sexual e reprodutiva.</p>
				<p>O enfermeiro, como profissional da APS, precisa desempenhar um papel de facilitador para os adolescentes. Nesse sentido, deve buscar compreender o contexto em que eles estão inseridos, pensando em estratégias que os aproximem do serviço para que percebam a necessidade do autoconhecimento e autocuidado de modo a expressarem os seus pontenciais quanto à saúde sexual e reprodutiva.</p>
				<p>Outros participantes, por sua vez, apresentaram percepções que superam as questões biológicas, contemplando a necessidade de informações e esclarecimentos de dúvidas relacionadas a essa fase e ao cuidado de si, na direção da promoção da saúde.</p>
				<disp-quote>
					<p>Durante a consulta, devemos orientar aspectos relacionados ao autocuidado, sexualidade e prevenção de doenças [E2].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Estes conceitos estão relacionados com a necessidade de informar e esclarecer os adolescentes, reforçar a promoção da saúde [E8].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Tem a ver com atenção com seu corpo, sua saúde e prevenção de doenças. Cuidados e amor consigo mesmo [E7].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Se relaciona com o início da sexualidade; nesta fase surgem as dúvidas sobre questões familiares, religião, primeira relação sexual [E9].</p>
				</disp-quote>
				<p>Percebe-se que esses participantes consideram as questões psicossomáticas, religiosas e familiares, em busca da integralidade da atenção e promoção da saúde. Por meio delas, o enfermeiro da APS, poderá estabelecer vínculos com os adolescentes, entendendo a saúde sexual e reprodutiva para além dos aspectos biológicos, mas como uma construção sociocultural.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title><italic>Abordagem da saúde sexual e reprodutiva com adolescentes na atenção primária à saúde</italic></title>
				<p>Segundo os enfermeiros, a sexualidade é um dos domínios que incitam os adolescentes à autonomia individual, devendo as orientações voltar-se a estimular tal aprendizado.</p>
				<disp-quote>
					<p>Considero necessário o adolescente compreender que precisa ter responsabilidade e consciência sobre suas ações, nosso trabalho deve ser nesse sentido [E1].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>O adolescente precisa ter autonomia de decisão para determinar quando acha que está preparado para viver as questões da sexualidade. [...] Ele precisa se sentir seguro com suas escolhas [E2].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Acredito que seja de suma importância conhecer as mudanças do corpo e entender sobre sexualidade, para ter autonomia e responsabilidade sobre as suas escolhas e as consequências delas [E4].</p>
				</disp-quote>
				<p>Reforça-se que o aconselhamento é um dos componentes da atividade educativa na APS, devendo ancorar-se em abordagens problematizadoras. Estas precisam contemplar o contexto em que os adolescentes vivem, de maneira que eles sejam participantes de todo o processo de promoção à sua saúde sexual e reprodutiva. No entanto, é necessário atentar para que os adolescentes não sejam responsabilizados ou culpabilizados sobre suas escolhas. O papel do enfermeiro é auxiliar o adolescente a tomar decisões conscientes, baseadas em informações claras, levando em consideração a situação que está vivenciando, seus sentimentos e necessidades, de modo que possa desfrutar com autonomia e segurança a sua sexualidade.</p>
				<p>Dentre as abordagens para tratar da saúde sexual e reprodutiva, os participantes ressaltaram como significativa a realização de grupos de educação em saúde. A consulta de enfermagem também foi percebida como espaço oportuno para tratar deste tema.</p>
				<disp-quote>
					<p>Acredito que a melhor forma de abordar este tema seria de maneira explicativa, com uso de grupos de educação em saúde. [... ] Nos grupos podemos estimular que os adolescentes compartilhem experiências sobre a sexualidade [E1].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>A utilização de dinâmicas em grupos proporcionaria um ambiente confortável, estabelecendo vínculos e diminuindo a vergonha sobre o assunto [E7].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Jogos didáticos, grupos, conversas e dinâmicas envolvendo o tema farão com que este adolescente confie no profissional, facilitando a formação de vínculos [E9].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Poderiam ser realizados grupos, mas, também, consultas de enfermagem para haver a continuidade do cuidado e mais esclarecimentos sobre as necessidades de cada um [E5].</p>
				</disp-quote>
				<p>Para que a educação em saúde aconteça no cuidado ao adolescente, o enfermeiro precisa ampliar suas intervenções na realidade de saúde, alicerçando sua prática não apenas no conhecimento instrumental, mas, fundamentalmente, no relacional, o que pode se dar por meio dos grupos de educação em saúde. Ainda, a consulta de enfermagem, como um espaço individual na relação enfermeiro-adolescente, consitui um espaço potente para o esclarecimento de dúvidas, especialmente, para aqueles que se sentem envergonhados na abordagem grupal.</p>
				<p>Alguns profissionais citaram que a abordagem do tema na escola é uma estratégia que pode influenciar o aprendizado e as experiências no campo da sexualidade, dependendo do modo como a temática for tratada.</p>
				<disp-quote>
					<p>Acho importante ter uma conversa clara e direta dentro da unidade de saúde, mas temos atendimentos nas escolas, onde esta temática pode ser abordada de maneira explicativa, utilizando rodas de conversa [E3].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Na escola se cria um ambiente mais dinâmico, onde os adolescentes podem se sentir à vontade para trazer suas dúvidas. Então, eu acho que os profissionais de saúde, precisam trabalhar junto com as escolas [E2].</p>
				</disp-quote>
				<disp-quote>
					<p>Em relação aos caminhos para abordar a saúde do adolescente, vejo as ações educativas na escola como uma das melhores estratégias para estabelecer o vínculo [E6].</p>
				</disp-quote>
				<p>A enfermagem tem como objetivo assistir os adolescentes de forma global e, para tal, torna-se necessário ter outros espaços além da APS, como as escolas. Nestas, o enfermeiro poderá abordar, individual ou coletivamente, conhecimentos específicos sobre a saúde sexual e reprodutiva, utilizando estratégias criativas para o esclarecimento de dúvidas e anseios dos adolescentes.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano que apresenta mudanças e particularidades intensas, que influenciam a vida do adolescente e sua família tanto nos âmbitos físico, emocional quanto social <xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref>. Cabe destacar que diante dessas mudanças, ocorre uma profunda transformação corporal, alinhando-se com a percepção dos enfermeiros quando se referem ao uso do contraceptivo, cuidados com 1st e gestação precoce. Um estudo iraniano sinaliza que adolescentes, famílias e professores necessitam de maior apoio educacional sobre a puberdade <xref ref-type="bibr" rid="B15"><sup>15</sup></xref>.</p>
			<p>Os adolescentes experienciam muitas barreiras relacionadas às questões reprodutivas e sexuais, isso foi identificado em um estudo realizado em Chicago, que revelou que eles possuem interesse em aprender sobre o assunto <xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. Apesar disso, pouco se fala das experiências positivas relacionadas à sexualidade, como a possibilidade de estímulo à autonomia do adolescente, de sua dimensão amorosa e de aprendizado nas relações <xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref>. Ademais, a ausência dos adolescentes nas unidades de saúde pode estar associada à compreensão deles de que a presença no serviço é necessária apenas em situações de adoecimento <xref ref-type="bibr" rid="B14"><sup>14</sup></xref>.</p>
			<p>Um estudo que buscou conhecer as percepções de profissionais de enfermagem acerca do aconselhamento reprodutivo apontou que estes deram relevância à contracepção, atenuando outros aspectos que compõem a temática <xref ref-type="bibr" rid="B24"><sup>24</sup></xref>. Contudo, cabe ao enfermeiro e aos demais profissionais da saúde observarem as necessidades ampliadas da saúde dos adolescentes. A enfermagem precisa desenvolver um referencial para abordar as questões da sexualidade com essa população de modo que sua atuação esteja baseada em evidências e que a saúde sexual e reprodutiva sejam percebidas como uma questão de saúde e, também, de direitos humanos funamentais <xref ref-type="bibr" rid="B25"><sup>25</sup></xref><sup>-</sup><xref ref-type="bibr" rid="B27"><sup>27</sup></xref>.</p>
			<p>A abordagem do tema, tanto na consulta clínica quanto nos grupos de educação em saúde, limita-se, geralmente, à dimensão do fisiológico, perpassando as questões corporais e as funções reprodutivas, sem espaço para questões complexas como direitos sexuais e reprodutivos, gênero e sexualidade <xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B24"><sup>24</sup></xref>. Na direção desses direitos, a Organização Mundial da Saúde elaborou recomendações aos adolescentes acerca deles, corresponsabilizando famílias, professores, trabalhadores da saúde e líderes comunitários para sua garantia <xref ref-type="bibr" rid="B28"><sup>28</sup></xref>. Para tanto, as intervenções na APS precisam voltar-se para questões psicológicas, familiares, religiosas e culturais, o que é necessário para um cuidado holístico do adolescente <xref ref-type="bibr" rid="B29"><sup>29</sup></xref>.</p>
			<p>Um estudo realizado na África, visando explorar as percepções dos enfermeiros sobre as barreiras e necessidades das meninas adolescentes de utilizar os serviços de saúde sexual e reprodutiva, concluiu que estes profissionais estão dispostos a oferecer tais serviços <xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref>. No entanto, entendem certos comportamentos das adolescentes como irresponsáveis. Destaca-se que tal entendimento pode comprometer, ainda mais, o acesso e a utilização dos serviços de saúde pelo público jovem.</p>
			<p>No que tange ao Brasil, por meio dos programas e políticas públicas, tem-se buscado reconhecer os adolescentes como sujeitos de direitos e autonô-mos, protegendo-os de julgamentos ou discriminação. Dentre estes programas, cita-se o Programa Saúde do Adolescente (1989), no qual uma das áreas prioritárias era a saúde sexual e reprodutiva, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) que assegura o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção e recuperação da saúde das crianças e dos adolescentes <xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref>. Já em 2007, criou-se a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens <xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref> a qual reconhece que adolescentes e jovens exigem atenção especial do conjunto integrado de suas necessidades físicas, emocionais, psicológicas, cognitivas, espirituais e sociais.</p>
			<p>Além dos serviços de saúde, a escola constitui um locus privilegiado para a circulação das informações acerca da saúde sexual e reprodutiva, sendo um espaço importante para a sua reflexão e discussão. Neste espaço podem ser desenvolvidos projetos educativo-preventivos que diminuam as situações de vulnerabilidade dos adolescentes. Uma pesquisa realizada na Índia, acerca do conhecimento de estudantes sobre educação sexual, sugere que esta necessita ser introduzida no currículo escolar <xref ref-type="bibr" rid="B31"><sup>31</sup></xref>.</p>
			<p>Os adolescentes precisam se empoderar do cuidado com a sua saúde sexual e reprodutiva, para tanto é necessário o auxílio dos serviços de saúde, das instituições educacionais e da interação entre adolescente e família <xref ref-type="bibr" rid="B32"><sup>32</sup></xref>. Embora nos primeiros contatos dos adolescentes com os serviços de saúde eles possam encontrar-se envergonhados e preocupados, isso pode ser superado com o estabelecimento de vínculo, confiança e relações respeitosas e acolhedoras.</p>
			<p>Este estudo apresenta como implicações para a prática, a possibilidade de fortalecimento das abordagens de cuidado e da promoção à saúde para o adolescente ter suas demandas acolhidas efetivamente na APS. Assim, recomendam-se pesquisas que envolvam escolas, serviços de saúde, famílias e adolescentes. Tem-se como limitação do estudo a peculiaridade da temática permeada por mitos e tabus socialmente construídos, o que se intensifica com os adolescentes que estão experienciando mudanças em suas vidas geradoras de vergonhas e ansiedade sobre a sexualidade.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusões</title>
			<p>O estudo permitiu conhecer as percepções dos enfermeiros atuantes na APS acerca da saúde sexual e reprodutiva na adolescência, assim como propor possíveis estratégias para a abordagem deste tema no referido contexto de atuação.</p>
			<p>Observa-se que persiste uma visão reducionista acerca da saúde sexual e reprodutiva nesta fase da vida, relacionada com o fator de risco para a vivência da sexualidade, direcionada para a prevenção de doenças e de gravidez indesejada. Contudo, para alguns participantes, este tema precisa ser tratado em um patamar que vai além da genitalidade, envolvendo questões com o corpo, cuidado de si, relações familiares e religiosidade.</p>
			<p>A abordagem do tema apresenta ainda muitos desafios, no entanto essa pesquisa mostra algumas possibilidades para minimizá-los e potencializar estratégias, como o desenvolvimento de grupos. Também, sinaliza o desenvolvimento de consultas de enfermagem para atender às demandas individuais do adolescente. Ademais, os profissionais assinalaram que é preciso valorizar a articulação entre os serviços de APS, escola e família. Diante do exposto, os enfermeiros precisam estabelecer canais de comunicação sobre as questões que perpassam a saúde sexual e reprodutiva com as demais instâncias envolvidas no cuidado e educação dos adolescentes.</p>
		</sec>
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					<article-title>Educators' perspective on adolescent sexuality: possible education practices</article-title>
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					<article-title>Planejamento reprodutivo na clínica da família de um Teias: condições facilitadoras e limites à assistência</article-title>
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				<p> Sehnem DG, Crespo TTB, Lipinski MJ, Ribeiro CA, Wilhelm AL, Arboit J. Saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes: percepções dos profissionais em enfermagem. Av Enferm. 2019; 37(3): 343-352. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://doi.org/10.15446/av.enferm.v37n3.78933">http://doi.org/10.15446/av.enferm.v37n3.78933</ext-link>
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