Publicado

2018-01-01

Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)

Urban neoliberalization: new trends in the production of urban land in Córdoba, Argentina (2008-2018)

Neoliberalização urbana: novas tendências na produção de solo urbano na cidade de Córdoba, Argentina (2008-2018)

DOI:

https://doi.org/10.15446/cep.v5n1.68453

Palabras clave:

alianza público privada, desarrollo urbano, gobierno municipal, planificación urbana (es)
public private partnership, urban development, municipal government, urban planning (en)
parceria público privada, desenvolvimento urbano, governo municipal, planejamento urbano (pt)

Autores/as

Como manifestación del proceso de urbanización contemporáneo, han surgido en Latinoamérica novedosas formas de producción del espacio urbano, que implican también nuevas relaciones entre la gestión y los agentes que lo producen. La creciente utilización de instrumentos de gestión urbana registrada en la región, implementándose tanto a nivel nacional como también a nivel de los gobiernos locales –tal es el caso de Argentina–, ha generado nuevos procesos urbanos presentando signos de cambios estructurales en la gestión pública que merecen ser discutidos. En el presente ensayo se intenta exponer un factor clave en el proceso de urbanización que se viene llevando a cabo en los últimos años en la ciudad de Córdoba, Argentina, específicamente a través del uso y operativización de convenios urbanísticos. En este caso, la institucionalización en la gestión local de acuerdos público-privados se propone como instrumento aislado, que mediante excepciones normativas permite la producción de suelo urbano en la periferia de la ciudad. La alianza explícita entre el gobierno local y el desarrollismo inmobiliario demuestra la profundización del proceso de mercantilización del suelo urbano y un claro apoyo a la lógica expansiva de la ciudad, que exhibe la funcionalidad de la concertación público-privada como garante de un urbanismo neoliberal.
As a manifestation of the contemporary urbanization process, novel forms of urban space production have emerged in Latin America, which also imply new relationships between management and the agents that produce it. The growing use of urban development management instruments registered in the region, implemented both at the national level and at the level of local governments, such as Argentina, has generated new urban processes presenting signs of structural changes in public management that deserve to be discussed. In the present essay, we try to expose a critical factor in the urbanization process that has been carried out in recent years in Córdoba, Argentina, precisely through the use and operation of urban agreements. In this case, the institutionalization in the local management of public private partnership is proposed as an isolated instrument for land management, which through regulatory exceptions allows the production of urban land in the periphery of the city. The explicit alliance between local government and real estate development demonstrates the deepening of the process of commercialization of urban land and clear support for the expansive logic of the city that exhibits the functionality of public private partnership as guarantor of neoliberal urbanism.
Como manifestação do processo de urbanização contemporânea, tem surgido na América Latina inovadoras formas de produção do espaço urbano, o que também implicam novas relações entre a gestão e os agentes que a produzem. A crescente utilização de instrumentos de gestão urbana registrados na região, implementandose tanto em nível nacional como também no nível dos governos locais –tal é o caso da Argentina–, tem gerado novos processos urbanos que apresentam sinais de mudanças estruturais na gestão pública que precisam ser discutidos. No presente ensaio, tenta-se expor um fator-chave no processo de urbanização que vem sendo realizado nos últimos anos na cidade de Córdoba, Argentina, especificamente através do uso e operacionalização de acordos urbanísticos. Neste caso, a institucionalização na gestão local de parceria público-privada propõe-se como um instrumento isolado para a gestão do solo, que por meio de exceções regulatórias permitem a produção de terras urbanas na periferia da cidade. A aliança explícita entre o governo local e o desenvolvimentismo imobiliário demonstra o aprofundamento do processo de mercantilização do solo urbano e um apoio claro à lógica expansiva da cidade que apresenta a funcionalidade do parceria público-privada como garante de um urbanismo neoliberal.

 

Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)

 

Natalí del Valle Peresini. Doctoranda en Estudios Urbanos por la Universidad Nacional de General Sarmiento (Buenos Aires, Argentina). Becaria doctoral por el Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET). Integrante del equipo técnico del Centro Experimental de la Vivienda Económica (CEVE). Argentina, Córdoba. Correo electrónico: natperesini@gmail.com, https://orcid.org/0000-0002-1193-869X

 

Recibido: Octubre 23, 2017.Aprobado: Julio 05, 2018.

 

Resumen

Como  manifestación  del  proceso  de  urbanización  contemporáneo, han surgido en Latinoamérica novedosas formas de producción del espacio urbano, que implican también nuevas relaciones entre la gestión y los agentes que lo producen. La creciente utilización  de  instrumentos  de  gestión  urbana  registrada  en  la  región,  implementándose  tanto  a  nivel  nacional  como  también  a  nivel de los gobiernos locales –tal es el caso de Argentina–, ha generado nuevos procesos urbanos presentando signos de cambios estructurales en la gestión pública que merecen ser discutidos. En  el  presente  ensayo  se  intenta  exponer  un  factor  clave  en  el  proceso de urbanización que se viene llevando a cabo en los últimos años en la ciudad de Córdoba, Argentina, específicamente a través del uso y operativización de convenios urbanísticos. En este caso, la institucionalización en la gestión local de acuerdos público-privados se propone como instrumento aislado, que mediante  excepciones  normativas  permite  la  producción  de  suelo  urbano en la periferia de la ciudad. La alianza explícita entre el gobierno local y el desarrollismo inmobiliario demuestra la profundización del proceso de mercantilización del suelo urbano y un claro apoyo a la lógica expansiva de la ciudad, que exhibe la funcionalidad  de  la  concertación  público-privada  como  garante  de un urbanismo neoliberal.

Palabras clave: alianza público privada, desarrollo urbano, gobierno municipal, planificación urbana.

 

Urban neoliberalization: new trends in the production of urban land in Córdoba, Argentina (2008-2018)

 

Abstract

As  a  manifestation  of  the  contemporary  urbanization  process,  novel  forms  of  urban  space  production  have  emerged  in  Latin  America,  which  also  imply  new  relationships  between  management  and  the  agents  that  produce  it.  The growing use of urban development management  instruments  registered  in  the  region,  implemented both at the national level and at the level of local governments, such as Argentina,  has  generated  new  urban  processes  presenting  signs  of  structural  changes  in  public  management  that  deserve  to  be  discussed.  In  the  present  essay,  we  try  to  expose  a  critical  factor in the urbanization process that has been carried out in recent years in Córdoba, Argentina,  precisely  through  the  use  and  operation  of  urban  agreements.  In  this  case,  the  institutionalization in the local management of public private  partnership  is  proposed  as  an  isolated  instrument for land management, which through regulatory exceptions allows the production of urban land in the periphery of the city. The explicit alliance between local government and real estate development demonstrates the deepening  of  the  process  of  commercialization  of  urban land and clear support for the expansive logic of the city that exhibits the functionality of  public  private  partnership  as  guarantor  of  neoliberal urbanism.

Keywords: public private partnership, urban development, municipal government, urban planning.

 

Neoliberalização urbana: novas tendências na produção de solo urbano na cidade de Córdoba, Argentina (2008-2018)

 

Resumo

Como manifestação do processo de urbanização contemporânea, tem surgido na América Latina inovadoras  formas  de  produção  do  espaço  urbano,  o  que  também  implicam  novas  relações  entre  a  gestão  e  os  agentes  que  a  produzem.  A crescente utilização de instrumentos de gestão urbana registrados na região, implementando-se tanto em nível nacional como também no nível dos governos locais –tal é o caso da Argentina–, tem gerado novos processos urbanos que apresentam  sinais  de  mudanças  estruturais  na  gestão pública que precisam ser discutidos. No presente  ensaio,  tenta se  expor  um  fator chave no processo de urbanização que vem sendo realizado nos últimos anos na cidade de Córdoba,  Argentina,  especificamente  através  do  uso  e  operacionalização  de  acordos  urbanísticos.  Neste  caso,  a  institucionalização  na  gestão  local de parceria público-privada propõe se como um instrumento isolado para a gestão do solo, que  por  meio  de  exceções  regulatórias  permitem  a  produção  de  terras  urbanas  na  periferia  da  cidade.  A  aliança  explícita  entre  o  governo  local  e  o  desenvolvimentismo  imobiliário  demonstra  o  aprofundamento  do  processo  de  mercantilização do solo urbano e um apoio claro  à  lógica  expansiva  da  cidade  que  apresenta  a  funcionalidade  do  parceria  público-privada  como garante de um urbanismo neoliberal.

Palavras-chave: parceria  público  privada,  desenvolvimento  urbano,  governo  municipal,  planejamento urbano.

 

Introducción

 

En  Latinoamérica,  el  proceso  de  urbanización  en el actual período neoliberal presenta nuevas formas  de  producción  del  espacio  urbano  que  se  manifiestan  mediante  novedosas  modalidades  y  relaciones  entre  la  gestión  urbana  y  los  agentes  que  lo  producen  (Abramo,  2009).  Los  grandes  proyectos  urbanos,  las  operaciones  de  renovación,  los  instrumentos  para  la  recuperación de plusvalor, entre otros, son ejemplos de cómo el paradigma de la planificación estratégica asociado a la noción de desarrollo urbano se encuentra instalado como argumento en las políticas públicas. Nos referimos a aquellas intervenciones urbanas, planes o proyectos que han ido acercando la lógica de los gobiernos locales a la del sector privado, particularmente en cuanto  a  la  consideración  de  la  ciudad  como  mecanismo de producción y acumulación del capital.

El ensayo intenta reflexionar en torno a un factor clave en el proceso de urbanización en la última década en la ciudad de Córdoba, Argentina: la institucionalización en la gestión local de Acuerdos Público-Privados (app) para la producción de suelo urbano, específicamente a través del uso y  operativización  de  convenios  urbanísticos.  Este mecanismo que explicita la alianza entre el gobierno  local  y  el  desarrollismo  inmobiliario1 evidencia  la  intensiva  lógica  mercantilista  del  Estado respecto a la gestión de lo urbano.

El  ensayo  inicia  repasando  las  condiciones  macroeconómicas,  políticas  y  normativas  que  han dado lugar a los mecanismos de gobernanza urbana; luego, ya enmarcados en la escala local, se narra el contexto en el que surge la Ordenanza 12.077  (2012)  de  convenios  urbanísticos  y  se  examinan sus características y aplicaciones. Para finalizar, se rescatan algunas reflexiones sobre la aplicación de instrumentos de gestión del suelo en las actuales condiciones de producción y los desafíos  aún  pendientes  en  la  gestión  urbana  contemporánea.

 

Tendencias en la gestión urbana regional: hacia la neoliberalización urbana

 

En las últimas décadas y a la luz de la trascendente  influencia  de  los  modelos  de  desarrollo  económico  en  la  lógica  de  la  organización  del  espacio y, el fuerte predominio del mercado en el  ordenamiento  socio-espacial  que  tiene  a  la  ciudad  como  principal  escenario,  ha  quedado  en evidencia la conexión entre los procesos de neoliberalización  y  las  transformaciones  urbanas (Theodore, Peck y Brenner, 2009). La distinción del carácter geopolítico del neoliberalismo es fundamental para reconocer su rol en el proceso  de  restructuración  urbana,  comprendiendo que existen matices de acuerdo al contexto de  aplicación  determinados  por  sus  marcos  institucionales,  prácticas  regulatorias  y  luchas  políticas;  lo  que  nos  acerca  al  concepto  de  “neoliberalismo  realmente  existente”  (Brenner  y Theodore, 2002), que realza las interacciones existentes y contextualmente específicas entre los marcos regulatorios ‘autóctonos’ y los proyectos  de  reestructuración  neoliberal  que  se  quieren aplicar.

En Latinoamérica, la acumulación y concentración del capital ha sido estructurante para las transformaciones  urbanas  como  bien  apuntan  Jaramillo (2009) y De Mattos (2007, 2016); para ello se han provocado fenómenos simultáneos y convergentes que han reconfigurado las estructuras espaciales; nos centraremos aquí en dos de ellos: un modelo de urbanización sostenido por políticas económicas neoliberales y la asociación de los gobiernos locales con el capital privado. Estos fenómenos han logrado instalar un orden urbano ‘empresarial’, o como denomina Harvey (2007) un “empresarialismo urbano” para referirse a la apreciación de la gestión urbana bajo lógicas de actuación análogas a la empresarial siguiendo los principios de competitividad y productividad. Este  modelo  nos  induce  a  comprender  que  el crecimiento  de  las  ciudades,  tanto  en  términos  cualitativos  como  cuantitativos,  depende  entonces  de  las  condiciones  que  ofrezcan  las  administraciones locales para la valorización del capital, interpretando a la ciudad como bien de consumo y asumiendo el Estado un rol promotor inmerso en una lógica empresarial.

El caso que se desarrollará a continuación se logra comprender como un eslabón en la cadena de acciones al servicio de la nueva gobernanza, propiciada inicialmente en la región durante la década de 1990 por el Banco Mundial como una modalidad  de  gestión  que  estimulaba  la  participación  de  otros  actores  sociales.  Criticando  la  planificación  del  Estado  intervencionista  y  fomentando las alianzas público-privadas como estrategia de los gobiernos locales, esta tendencia se argumenta en la necesidad de un rol activo de la gestión urbana para con el mercado, entendiendo a la ciudad y el suelo urbano como parte del proceso de producción en el sistema neoliberal. Enfocándonos particularmente en la tendencia de utilización de APP, la base consiste en combinar el poder del gobierno local en la toma de decisiones, aval, regularización e institucionalización de las prácticas con el capital, la lógica empresarial y la capacidad técnica del privado para concretar el modelo de desarrollo urbano deseado por las administraciones municipales. En este contexto, su uso intensivo y las dinámicas particulares que ha provocado obligan a revisar sus efectos en el proceso de urbanización y las transformaciones sufridas  en  la  gestión  y  producción  de  suelo  urbano en la ciudad.

 

Breve caracterización socio demográfica de la ciudad de Córdoba

 

La  ciudad  de  Córdoba  es  la  segunda  urbe  mayor poblada de la Argentina con una población de 1.329.604 habitantes, según el último censo oficial  (INDEC,  2010)  y,  conforme  datos  oficia-les,  cuenta  con  un  ejido  de  576  km2  —57.600  ha—  coincidente  con  los  límites  políticos  del  departamento  Capital,  lo  que  determina  una  densidad de 2.308 Hab/km².

La ciudad de Córdoba ha tenido un constante crecimiento  de  población  desde  su  fundación,  aunque puede notarse un disímil ritmo de crecimiento con diferencias en las tasas de evolución intercensal (figura 1) que en la actualidad vienen marcando una tendencia decreciente, afectada principalmente por la movilización de la población hacia ciudades aledañas que integran su región metropolitana (tabla 1).

Figura 1. Evolución de la tasa media de crecimiento intercensal. Ciudad de Córdoba: 1895-2010

Nota: adaptado de Censos nacionales de población, hogares y viviendas 1895-2010, por Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC), 2017, Buenos Aires.

 

Tabla 1. Evolución de la cantidad de población por localidades seleccionadas de la región metropolitana de Córdoba: 1991-2010. Absoluto y relativo

Localidades

1991

2001

2010

Crecimiento 2001-2010 (en %)

Distancia

Córdoba

1.179.372

1.284.532

1.329.604

3,5 %

-

Villa Allende

16.025

21.683

28.374

30,9 %

16 km

Malagueño

5.866

6.404

13.102

104,6 %

20 km

Mendiolaza

1.536

4.204

10.317

145,4 %

20 km

Río Ceballos

12.802

16.632

20.242

21,7 %

32 km

Saldan

1.868

2.099

10.606

405,3 %

34 km

Nota: adaptado de Censos nacionales de población, hogares y viviendas 1895-2010, por Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC), 2017, Buenos Aires.

 

Según un estudio del Atlas de crecimiento urbano de la Universidad Torcuato di Tella (Centro de Investigación de Política Urbana y Vivienda, 2015), la  ciudad  incrementó  en  7258  ha  su  territorio  urbanizado en los últimos 20 años (1990-2010), tal como se muestra en la figura 2. Este nuevo suelo urbano representa la incorporación de una superficie cercana al 50% del registrado en 1990, datos que traducidos en el territorio evidencian no  solo  la  baja  densidad  de  ocupación,  sino  también las conocidas y probadas consecuencias de la dispersión tales como el aumento de los costos de servicios e infraestructuras, tiempos de  transporte,  segregación  socio-espacial  y  el  avance  de  la  urbanización  residencial  sobre  las  áreas  productivas  (industriales  y  rurales)  disminuyendo radicalmente la potencialidad de sostenibilidad urbana.

Figura 2. Evolución del tipo de ocupación del ejido municipal en los últimos 20 años. Ciudad de Córdoba, 2010. Absolutos


Nota: adaptado de Atlas de crecimiento urbano, por Centro de Investigación de Política Urbana y Vivienda de la Universidad Torcuato di Tella, 2015, Buenos Aires.

 

Expuesta  la  contradicción  entre  las  tasas  demográficas y el exponencial aumento del suelo urbano, nos debemos preguntar cuáles han sido las prioridades y orientaciones en las políticas públicas referidas a la gestión y producción de suelo  urbano  en  la  ciudad.  Los  antecedentes  al respecto se resumen en investigaciones con enfoques  cercanos  al  rol  del  Estado,  la  planificación urbana y las políticas públicas (Colautti, 2013; Marengo, 2010); sin embargo, el impacto del  proceso  de  neoliberalización  en  la  gestión  urbana  y,  en  particular,  de  las  vinculaciones  público-privadas,  así  como  su  influencia  en  el  proceso  de  urbanización  y  en  la  dinámica  de  producción del espacio no ha sido profundizado en nuestro ámbito.

 

Los convenios urbanísticos y la última generación de emprendimientos inmobiliarios

 

A diferencia de otros países de la región, Argentina  mantiene  la  condición  de  autonomía  municipal para la regularización y normativización de los procesos de creación, fraccionamiento y uso  del  suelo  urbano,  por  lo  que  la  institucionalización,  aplicación  y  sistematización  de  los  instrumentos  y  estrategias  no  se  han  registra-do  sino  como  prácticas  de  las  administraciones  locales  y  de  acuerdo  con  las  posibilidades  coyunturales en la lucha de intereses entre los agentes2.

El gobierno municipal ha invertido cada vez más  esfuerzos  en  asociaciones  con  el  sector  privado, apoyándose en un discurso de que los fondos públicos no son suficientes para las obras necesarias y que es imprescindible el aporte de los  inversionistas  privados;  quienes  a  su  vez  afirman  abiertamente  su  capacidad  de  ‘hacer  ciudad’,  influyendo  en  las  decisiones  públicas por su interés e idoneidad en la producción del espacio urbano (Gargantini y Peresini, 2017). La penúltima generación de emprendimientos inmobiliarios en la ciudad fue impulsada al menos por dos factores, el primero, el agrupamiento de los desarrollistas inmobiliarios urbanos enmarcados como gremio a través de la Cámara Empresarial de Desarrollistas Urbanos Córdoba (CEDUC) desde 20033  y,  por  otro  lado,  la  participación  de  los  gobiernos locales en la imposición de la lógica del capital privado sobre los procesos urbanos. La última generación se vincula a la institucionalización en el marco regulatorio local de app que explicitan los vínculos entre los gobiernos locales  y  el  capital  privado  bajo  el  formato  de  convenios  urbanísticos.  Esta  nueva  estrategia  de gestión urbana asociada al concepto de gobernanza revela una serie de transformaciones del  marco  regulatorio  que  toma  un  claro  giro  neoliberal cristalizando el formato de gobierno asociado a la economía privada en nombre del bienestar general.

El fenómeno de las app, en particular en la ciudad de Córdoba como caso de estudio, concreta su institucionalización a partir de la Ordenanza 12.077 (2012) bajo la primera intendencia de Ramón Mestre (h) (2011-2015), habilitando nuevas modalidades de producción de suelo urbano que han impactado en el proceso de urbanización de la  ciudad.  El  proyecto  nace  inspirado  en  otros  instrumentos de recuperación de plusvalía como argumento válido para los cambios normativos y el desarrollo urbano, destacando que todo el territorio del ejido es factible de desarrollar con un proyecto inmobiliario de cualquier enverga-dura, con el fin de incrementar la oferta de suelo para evitar la migración de población hacia las ciudades conurbadas.

Queda omitido en la norma establecer áreas estratégicas  o  prioritarias  para  la  implementación de este instrumento, dejando a merced del mercado inmobiliario su localización; tampoco se establece en ella la necesidad de cercanía con áreas urbanizadas, a costa de suelo barato que pueda convertirse en urbano. La Ordenanza 12.077 (2012) cuenta con 31 artículos, de los cuales solo dos se destinan a especificar la disposición del beneficio  a  favor  del  gobierno  local  por  estas  excepciones, estableciendo las formas de integración de la participación municipal, negociadas ad hoc. La participación del municipio por estos beneficios se compone principalmente de obras viales e infraestructura tendientes a mejorar la accesibilidad  de  los  mismos  emprendimientos  favorecidos por los acuerdos; sesión de fracciones de  tierra,  materiales  y/o  dinero  para  viviendas  destinados al Plan de Emergencia Habitacional del cual se desconocen aplicaciones; al fondo de reparación urbanística; equipamientos sociales a ser determinados por el Municipio y donaciones al  dominio  público  municipal  de  polígonos  de  tierra destinados a espacios verdes y calles dentro de los mismos emprendimientos afectados por el  convenio.  Por  otro  lado,  en  la  ordenanza  se  dispone un plazo no mayor a dos años para la iniciación de las obras acordadas, luego de ese tiempo, el municipio podrá resolver el acuerdo sin que esto genere reclamo alguno. A la fecha, existen  al  menos  cuatro  convenios  que  sobrepasan los cuatro años de antigüedad sin inicio de  las  obras  establecidas  en  el  acuerdo,  pero  con avances respecto al desarrollo inmobiliario.

La institucionalización de los convenios urbanísticos como ordenanza habilitó la excepción normativa en lo relacionado con el fraccionamiento, uso y ocupación del suelo de predios ubicados en el ejido municipal y su operativización se tradujo en una numerosa producción de suelo urbano, otorgando  el  rol  creador  a  agentes  privados,  comercializado  bajo  estrategias  de  marketing  inmobiliario. La explicitación del vínculo Esta-do-privado a partir de dicha institucionalización se  presenta  como  un  instrumento  de  gestión  urbana  novedoso  y  oportuno;  aunque  puede  ser leído también como un avance más hacia un modelo de relación horizontal estratégico entre el gobierno local y el sector privado en el marco de un Estado empresarialista, que revaloriza el papel de la actividad inmobiliaria y considera a sus actores como agentes preponderantes, respecto al resto de los actores sociales involucrados en la producción del espacio urbano.

A  partir  de  su  implementación,  se  verifica  un fuerte impacto en un periodo muy corto. De los 23 iniciadores privados que presentaron la solicitud de convenio, se concretaron 22 entre el 2012 y 2015, y a partir de 2016 no se registraron nuevos acuerdos, sino adendas a los ya acordados con numerosas controversias y resistencia ciudadana. Según datos de la Municipalidad de Córdoba, en este corto período se han incorporado al suelo urbano 1.730 hectáreas del ejido, antes destinada a uso rural o industrial en el que se ha producido un salto de renta notable apropiado por los desarrollistas gracias a las excepciones ad hoc y el escaso rigor metodológico y de gestión en la obtención y control de los beneficios para el  municipio.  Como  se  manifiesta  en  la  figura  3, el mayor impacto geográfico lo sufre la zona sur,  albergando  ahora  1.580  ha  más  de  nuevo  suelo urbano.

Los  diez  primeros  convenios  fueron  celebrados  con  grandes  empresas  desarrollistas  de  la  ciudad,  todas  integrantes  de  la  CEDUC,  y  algunas de ellas han logrado más de un acuerdo. Coincidentemente,  los  desarrollos  con  mayor  superficie  e  impacto  pertenecen  a  los  grupos  de  mayor  concentración.  Su  estrategia  de  comercialización ha sido la de fraccionar la oferta en  urbanizaciones  diferenciadas  con  nombres  propios,  siguiendo  los  distintos  segmentos  de  poder  adquisitivo,  ofreciendo  loteos  uniformes  que  contienen  terrenos  desde  250  m2  a  1.600  m2.  En  algunos  casos,  se  incluye  también  la  oferta  de  viviendas,  argumentando  incluso  en  el mismo convenio el beneficio de aumentar la densidad poblacional prevista y desarrollar una urbanización integral que incluya todos los ser-vicios (educación, religión, seguridad, recreación y comercios). La estrategia desarrollista piensa y publicita una ‘nueva ciudad’ basada en valores comunitarios,  con  nombre  e  identidad  propia, alejándose de los males que aquejan a la ‘otra’ ciudad.  De  acuerdo  con  estos  lineamientos,  la  nueva  oferta  producida  a  través  de  estos APP se concentra en segmentos de la población con ingresos medios-altos y con capacidad de pago, que en vez de adquirir un lote en un barrio privado del Gran Córdoba puede hacerlo en la ciudad.

Figura 3. Geolocalización de convenios urbanísticos aprobados en la ciudad de Córdoba: 2012-2015

Nota: adaptado de “Base de datos de la Municipalidad de Córdoba y digesto municipal”, 2017, (capa cartográfica de Google Maps). En polígono rojo, convenios aprobados que modifican el uso del suelo; en números arábigos, convenios aprobados que permiten mayores índices constructivos.

 

Consideraciones finales

 

La  consolidación  de  los  procesos  de  mercantilización  de  la  ciudad  a  través  de  los  marcos  regulatorios   y   dinámicas   público-privadas   es   un  fenómeno  que  refuerza  los  conceptos  desarrollados  por  Harvey  (2007)  cuando  expresa  el carácter  “creativo”  de  los  cambios  instituciona-les-espaciales  y  la  destrucción-producción  eco-nómica y política del espacio a través del proceso de neoliberalización. El caso expuesto exhibe la utilización  de  un  instrumento  de  app,  no  como  implementación de una política de recuperación de plusvalías sino como parte de una estrategia que favorece el empresarialismo urbano, ya que los beneficios para el municipio han sido calcula-dos y establecidos en claro beneficio del agente privado:  los  cambios  otorgados  han  provocado  diferencias  sustanciales  en  el  rendimiento  y  rentabilidad  del  suelo  y  se  han  utilizado  como  garantía  de  rentabilidad  para  los  activos  invertidos por los agentes privados; no existe control alguno  de  las  contraprestaciones  acordadas;  las urbanizaciones generadas no responden a la demanda real de la población sin acceso a la tierra o  a  la  vivienda;  y  se  desatienden  e  ignoran  los  reclamos ciudadanos en relación al impacto que producirían estos emprendimientos.

Lo que se demuestra es la profundización del proceso de mercantilización del suelo urbano y un claro apoyo a la lógica expansiva de la ciudad, que exhibe la funcionalidad de la concertación público-privada como garante de un urbanismo neoliberal.  Esta  estrategia  evidencia  la  fuerte  tendencia  privatista  en  la  gestión  urbana  que,  más  que  utilizar  un  instrumento  de  gestión  administrativo-normativo novedoso, introduce cambios estructurales en la gestión pública con raíz  en  dos  ejes  fundamentales:  la  concepción  de ciudad y lo que ella representa, y la lógica de actuación-intervención pública a través de sus políticas urbanas (Vainer, 2002). En síntesis, la aplicación  de  estos  app  ha  sido  ampliamente  utilizada para la demanda específica de los desarrollistas inmobiliarios, asegurando su expansión territorial y de capital, contradiciendo las motivaciones discursivas en torno a la recuperación de plusvalía y la intervención del Estado en la renta del  suelo  urbano,  redefiniendo  los  propósitos  de este instrumento y de la gestión urbana con fines políticos antes que económicos. Ante estas contradicciones entre los discursos y las prácticas, podemos representar aquí una nueva fase de la ‘neoliberalización de la gestión urbana’ que tiene a los app como dispositivo de consolidación.

Si las app destinadas a la producción de suelo urbano  consideran  el  crecimiento  económico  orientado exclusivamente al mercado como parte de su programa ya internalizado en las políticas públicas, la experiencia de Córdoba nos obliga a repensar el abordaje e implementación de los instrumentos de gestión del suelo, planteando las condiciones mínimas de producción y aplicación. Cabe cuestionarse, entonces, si estamos siendo testigos  de  la  corporativización  de  la  producción del suelo urbano en manos de unos pocos agentes que logran direccionar y hegemonizar su producción, gracias a la anuencia del gobierno local  mediante  la  institucionalización  de  los  convenios urbanísticos.

Notas

1.      Se entiende por desarrollismo inmobiliario a un amplio espectro de actividades comerciales integradas (estudio del sitio, de mercado, desarrollo arquitectónico y económico-financiero del proyecto, estudio e instrumentación de mecanismos de financiamiento, promoción y comercialización  del  producto)  relacionadas  con  proyectos  urbanos y habitacionales.

2.      Recientemente, se han producido avances en algunas provincias del país en cuanto al alcance de los marcos normativos y las propuestas de planificación territorial, teniendo como ejemplo las recientes promulgaciones de la Ley 14.449 (2012) de acceso justo al hábitat en la provincia de Buenos Aires y la Ley 8051 (2009) de ordenamiento territorial en Mendoza; aunque ambas se encuentran en una etapa de incipiente implementación.

3.      La Cámara Empresarial de Desarrollistas Urbanos Córdoba (CEDUC) agrupando a los empresarios del sector, cuyo objetivo institucional es “contribuir al desarrollo armónico de la actividad de proyectos inmobiliarios y urbanísticos  e  interactuar  con  los  poderes  públicos  y  entidades privadas en todo cuanto contribuya al progreso de la misma”, tal lo expresa su página web http://www.ceduccba.com.ar/institucional. Fecha de consulta 10/07/2018.

 

 

Referencias

Abramo,  P.  (2009). La  producción  de  las  ciudades latinoamericanas:  mercado inmobiliario.  (F.  Carrión, Ed.). Quito, Ecuador: Organización  Latinoamericana  y  del  Caribe  de  Centros Históricos (OLACCHI).

Brenner,  N.  y  Theodore,  N.  (2002).  Cities  and the  Geographies  of  “Actually  Existing Neoliberalism”. Antipode ,      34,   pp.   349-379.

Centro de Investigación de Política Urbana y Vivienda, CIPUV. (2015). Atlas de crecimiento urbano.   Buenos  Aires,  Argentina:  Universidad Torcuato di Tella.

Colautti, V. (2013). Procesos de transformación urbana  en  la  ciudad  de  Córdoba.  En: V Seminario  Internacional  de  Investigación  en Urbanismo,  Barcelona-Buenos  Aires.  Barcelona: Duot.

De  Mattos,  C.  (2007).  Globalización,  negocios inmobiliarios y transformación urbana. Nueva  Sociedad,   212,  noviembre-diciembre, pp. 82-96.

De Mattos, C. (2016). Financiarización, valorización  inmobiliaria  del  capital  y  mercantilización  de  la  metamorfosis  urbana. Sociologías, vol.18, 42, pp. 24-52.

Gargantini, D. y Peresini, N. (2017). Representaciones  y  estrategias  de  articulaciónacción  de  actores  públicos  y  privados  en  relación  al  gobierno  del  suelo  urbano en la ciudad de Córdoba (Argentina). Estudios Socioterritoriales, Revista de Geografía, 21, enero-junio, pp. 155-171.

Harvey,  D.  (2007). Espacios  del  capital.  Hacia  una geografía crítica. Madrid: Akal.

Instituto  Nacional  de  Estadísticas  y  Censos, INDEC.  (2010).  Censo  Nacional  de  Población, Hogares  y  Viviendas.  Buenos  Aires, Argentina.

Jaramillo, S. (2009). Hacia una teoría de la renta del suelo  urbano (2ª  ed.).  Bogotá, Colombia:  Universidad de los Andes.

Levenzon, F. (2012). La función social de la propiedad en términos de derechos humanos: implicaciones  para  la  reforma  del Código Civil. Revista Argentina de Teoría Jurídica, vol. 13, 1, p. 8 [versión digital]. Recuperado a partir de https://repositorio.utdt.edu/handle/utdt/10671

Ley 14.449. (2012). Acceso justo al hábitat. Provincia  de  Buenos  Aires.  Recuperado  a partir  de  http://www.gob.gba.gov.ar/legislacion/legislacion/l-14449.html

Ley   8051.   (2009).   Ordenamiento   territorial de  Mendoza.  Provincia  de  Mendoza.  Recuperado  a  partir  de  https://www.legislaturamendoza.gov.ar/plan-de-ordenamiento-territorial/

Marengo,  C.  (2010).  La  planificación  del  crecimiento  urbano:  entre  la  regulación,  la flexibilización normativa y las desigualdades  socio-espaciales.  Revista  Científica  Guillermo de Ockham, vol. 8, 2, julio-diciembre, pp. 69-83. Cali, Colombia: Universidad de San Buenaventura.

Ordenanza   12-077.   (2012).   Convenios   urbanísticos.  Córdoba,  Argentina:  Digesto municipal.  Concejo  Deliberante  de  la ciudad  de  Córdoba.  Recuperado  a  partir  de  https://servicios.cordoba.gov.ar/DigestoWeb

Theodore, N., Peck, J. y Brenner, N. (2009). Urbanismo neoliberal: la ciudad y el imperio  de  los  mercados. Temas  Sociales  Sur, vol. 66, p.12. Santiago de Chile: Ediciones SUR.

Vainer,  C.  (2002).  Pátria,  empresa  e  mercadoria:  notas  sobre  a  estratégia  discursiva  do  planejamento  estratégico  urbano”.  En: A cidade do pensamento único. Desmanchando  consensos,  Otília  Arantes;  Carlos  Vainer & Ermínia Maricato (2ª. ed.), (pp. 75-103). Metrópolis RJ- Brasil: Ed. Vozes.

 

 

Referencias

Abramo, P. (2009). La producción de las ciudades latinoamericanas: mercado inmobiliario. (F. Carrión, Ed.). Quito, Ecuador: Organización Latinoamericana y del Caribe de Centros Históricos (OLACCHI).

Brenner, N. y Theodore, N. (2002). Cities and the Geographies of “Actually Existing Neoliberalism”. Antipode, N° 34, pp. 349-379.

Centro de Investigación de Política Urbana y Vivienda, Cipuv. (2015). Atlas de crecimiento urbano. Buenos Aires, Argentina: Universidad Torcuato di Tella.

Colautti, V. (2013). Procesos de transformación urbana en la ciudad de Córdoba. En: V Seminario Internacional de Investigación en Urbanismo, Barcelona-Buenos Aires. Barcelona: DUOT.

De Mattos, C. (2007). Globalización, negocios inmobiliarios y transformación urbana. Nueva Sociedad, Nº 212, noviembre-diciembre, pp. 82-96.

De Mattos, C. (2016). Financiarización, valorización inmobiliaria del capital y mercantilización de la metamorfosis urbana. Sociologías, vol.18, N° 42, pp. 24-52.

Gargantini, D. y Peresini, N. (2017). Representaciones y estrategias de articulación-acción de actores públicos y privados en relación al gobierno del suelo urbano en la ciudad de Córdoba (Argentina). Estudios Socioterritoriales, Revista de Geografía, N° 21, enero-junio, pp. 155-171.

Harvey, D. (2007). Espacios del capital. Hacia una geografía crítica. Madrid: Akal.

Instituto Nacional de Estadísticas y Censos, Indec. (2010). Censo Nacional de Población, Hogares y Viviendas. Buenos Aires, Argentina.

Jaramillo, S. (2009). Hacia una teoría de la renta del suelo urbano (2ª ed.). Bogotá, Colombia: Universidad de los Andes.

Levenzon, F. (2012). La función social de la propiedad en términos de derechos humanos: implicaciones para la reforma del Código Civil. Revista Argentina de Teoría Jurídica, vol. 13, N° 1, p. 8 [versión digital]. Recuperado a partir de https://repositorio.utdt.edu/handle/utdt/10671

Ley 14.449. (2012). Acceso justo al hábitat. Provincia de Buenos Aires. Recuperado a partir de http://www.gob.gba.gov.ar/legislacion/legislacion/l-14449.html

Ley 8051. (2009). Ordenamiento territorial de Mendoza. Provincia de Mendoza. Recuperado a partir de https://www.legislaturamendoza.gov.ar/plan-de-ordenamiento-territorial/

Marengo, C. (2010). La planificación del crecimiento urbano: entre la regulación, la flexibilización normativa y las desigualdades socio-espaciales. Revista Científica Guillermo de Ockham, vol. 8, N° 2, julio-diciembre, pp. 69-83. Cali, Colombia: Universidad de San Buenaventura.

Ordenanza 12-077. (2012). Convenios urbanísticos. Córdoba, Argentina: Digesto municipal. Concejo Deliberante de la ciudad de Córdoba. Recuperado a partir de https://servicios.cordoba.gov.ar/DigestoWeb

Theodore, N., Peck, J. y Brenner, N. (2009). Urbanismo neoliberal: la ciudad y el imperio de los mercados. Temas Sociales Sur, vol. 66, p.12. Santiago de Chile: Ediciones SUR.

Vainer, C. (2002). “Pátria, empresa e mercadoria: notas sobre a estratégia discursiva do planejamento estratégico urbano”. En: A cidade do pensamento único. Desmanchando consensos, Otília Arantes; Carlos Vainer & Ermínia Maricato (2ª. ed.), (pp. 75-103). Petrópolis RJ- Brasil: Ed. Vozes.

Cómo citar

APA

Peresini, N. del V. (2018). Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018). Revista Ciudades, Estados y Política, 5(1), 77–86. https://doi.org/10.15446/cep.v5n1.68453

ACM

[1]
Peresini, N. del V. 2018. Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018). Revista Ciudades, Estados y Política. 5, 1 (ene. 2018), 77–86. DOI:https://doi.org/10.15446/cep.v5n1.68453.

ACS

(1)
Peresini, N. del V. Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018). Rev. Ciudades Estados Política 2018, 5, 77-86.

ABNT

PERESINI, N. del V. Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018). Revista Ciudades, Estados y Política, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 77–86, 2018. DOI: 10.15446/cep.v5n1.68453. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/revcep/article/view/68453. Acesso em: 19 ago. 2022.

Chicago

Peresini, Natalí del Valle. 2018. «Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)». Revista Ciudades, Estados Y Política 5 (1):77-86. https://doi.org/10.15446/cep.v5n1.68453.

Harvard

Peresini, N. del V. (2018) «Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)», Revista Ciudades, Estados y Política, 5(1), pp. 77–86. doi: 10.15446/cep.v5n1.68453.

IEEE

[1]
N. del V. Peresini, «Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)», Rev. Ciudades Estados Política, vol. 5, n.º 1, pp. 77–86, ene. 2018.

MLA

Peresini, N. del V. «Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)». Revista Ciudades, Estados y Política, vol. 5, n.º 1, enero de 2018, pp. 77-86, doi:10.15446/cep.v5n1.68453.

Turabian

Peresini, Natalí del Valle. «Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018)». Revista Ciudades, Estados y Política 5, no. 1 (enero 1, 2018): 77–86. Accedido agosto 19, 2022. https://revistas.unal.edu.co/index.php/revcep/article/view/68453.

Vancouver

1.
Peresini N del V. Neoliberalización urbana: nuevas tendencias en la producción de suelo urbano en la ciudad de Córdoba, Argentina (2008-2018). Rev. Ciudades Estados Política [Internet]. 1 de enero de 2018 [citado 19 de agosto de 2022];5(1):77-86. Disponible en: https://revistas.unal.edu.co/index.php/revcep/article/view/68453

Descargar cita

Dimensions

PlumX

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Visitas a la página del resumen del artículo

468