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  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">aven</journal-id>
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				<journal-title>Avances en Enfermería</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">av.enferm.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0121-4500</issn>
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				<publisher-name>Universidad Nacional de Colombia</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15446/av.enferm.v40n1.90046</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artículos de investigación</subject>
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			<title-group>
				<article-title>Fatores associados à ativação de pacientes em hemodiálise<xref ref-type="fn" rid="fn1">*</xref>
				</article-title>
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					<trans-title>Factores asociados a la activación de pacientes en hemodiálisis</trans-title>
				</trans-title-group>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Factors associated with the activation of hemodialysis patients</trans-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-6961-4989</contrib-id>
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						<surname>Raimundo Leone</surname>
						<given-names>Denise Rocha</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-7657-1139</contrib-id>
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						<surname>Pereira</surname>
						<given-names>Gabriela Amorim</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6911-5496</contrib-id>
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						<surname>de Paula Silva</surname>
						<given-names>Arison Cristian</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff3"><sup>3</sup></xref>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4903-2495</contrib-id>
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						<surname>Silva de Aguiar</surname>
						<given-names>Aline</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff4"><sup>4</sup></xref>
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			<aff id="aff1">
				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Juiz de Fora (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil). Correio eletrónico: de_rocha@ymail.com Contribuição: concepção e planejamento da pesquisa, obtenção, análise e interpretação dos dados, elaboração do artigo e aprovação da versão final do manuscrito.</institution>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Juiz de Fora (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil). Correio eletrónico: gabiamorimpereira3@gmail.com Contribuição: análise e interpretação dos dados, elaboração do artigo com revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final do manuscrito.</institution>
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				<label>3</label>
				<institution content-type="original"> Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil). Correio eletrónico: arisoncristianjf@hotmail.com Contribuição: obtenção, análise e interpretação dos dados, revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final do manuscrito.</institution>
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				<label>4</label>
				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Juiz de Fora (Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil). Correio eletrónico: aline.aguiar@ufjf.edu.br Contribuição: concepção e planejamento da pesquisa, análise e interpretação dos dados, revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final do manuscrito.</institution>
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				<email>aline.aguiar@ufjf.edu.br</email>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>29</day>
				<month>07</month>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Apr</season>
				<year>2022</year>
			</pub-date>
			<volume>40</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>50</fpage>
			<lpage>62</lpage>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>01</day>
					<month>05</month>
					<year>2020</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>21</day>
					<month>09</month>
					<year>2021</year>
				</date>
				<date date-type="pub">
					<day>25</day>
					<month>11</month>
					<year>2021</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<sec>
					<title>Objetivo: </title>
					<p>Mensurar a ativação de pacientes em hemodiálise e determinar os fatores associados à ativação dessa população.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materiais e método: </title>
					<p>Estudo exploratório, de caráter descritivo e corte transversal com 162 pacientes em tratamento hemodialítico no interior de Minas Gerais, Brasil. Os dados foram coletados de janeiro a abril de 2019, com instrumentos para avaliação sociode-mográfica, socioeconómica e clínica e da escala <italic>Pai\ent Activation Measure</italic> de 13 itens. A análise de dados foi realizada por estatística descritiva e regressão de Poisson com variância robusta.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados: </title>
					<p>A medida de ativação dos pacientes em hemodiálise variou de 39,4 a 90,7 pontos, em que a média é 60,85 + 15,57 pontos e a mediana 53,2 (IC: 58,4-63,3) pontos. Dos participantes, 52,5 % (n = 85) apresentavam baixa ativação, sendo que o menor quantitativo de pessoas (18,5 %, n = 30) se encontrava no nível 3. Foi associado à maior prevalência de alta ativação o fato de apresentar o nível superior de ensino e não necessitar de cuidador.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusões: </title>
					<p>Embora as variáveis associadas à alta ativação não sejam modificadas pelos profissionais de saúde, conhecê-las permite inferir qual o perfil de pacientes em hemodiálise que necessitam de intervenções direcionadas ao aumento dos níveis de ativação.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="es">
				<title>Resumen</title>
				<sec>
					<title>Objetivo: </title>
					<p>Medir la activación de pacientes en hemodiálisis y determinar los factores asociados con la activación de esta población.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materiales y método: </title>
					<p>Estudio exploratorio, descriptivo y transversal con 162 pacientes sometidos a hemodiálisis en el interior de Minas Gerais, Brasil. Los datos fueron recopilados entre enero y abril de 2019 mediante instrumentos para evaluación sociodemográfica, socioeconómica y ecológica y el uso de la escala de Medición de Activación del Paciente de 13 ítems. El análisis de los datos se llevó a cabo por medio de estadística descriptiva y regresión de Poisson con varianza robusta.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados: </title>
					<p>La medida de activación de los pacientes en hemodiálisis osciló entre 39,4 y 90,7 puntos, siendo la media de 60,85 ± 15,57 puntos y la mediana de 53,2 (IC: 58,4-63,3) puntos. El 52,5 % (n = 85) de los participantes presentaba baja activación y el 18,5 % (n = 30) de la muestra fue clasificado en el nivel 3. Tener un nivel de educación superior y no requerir de un cuidador fueron variables asociadas a una mayor prevalencia de alta activación en este tipo de pacientes.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusiones: </title>
					<p>Aunque las variables asociadas con una alta activación no pueden ser modificadas por los profesionales de la salud, conocerlas permite inferir el perfil de pacientes en hemodiálisis que requiere intervenciones dirigidas a incrementar sus niveles de activación.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<sec>
					<title>Objective: </title>
					<p>To measure the activation of hemodialysis patients and determine the factors associated with the activation of this population.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Materials and method: </title>
					<p>Exploratory, descriptive and cross-sectional study with 162 hemodialysis patients residing in the state of Minas Gerais, Brazil. Data was collected from January to April 2019, using instruments for sociodemographic, socioeconomic and clinical evaluation and the 13-item Patient Activation Measure scale. Data analysis was performed using descriptive statistics and Poisson regression with robust variance.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results: </title>
					<p>The activation measure of the studied patients ranged from 39.4 to 90.7 points, with a mean of 60.85 ± 15.57 points and a median of 53.2 (ci: 58.4-63.3). Among participants, 52.5 % (n = 85) reported low activation, while the smallest share of patients (18.5 %, n = 30) was classified within level 3. A higher level of educational attainment and not requiring a caregiver were the variables associated with a higher prevalence of high activation among these patients.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Conclusions: </title>
					<p>Although the variables associated with high activation cannot be modified by health professionals, recognizing them allows us to infer the profile of hemodialysis patients in need for interventions aimed at increasing their activation levels.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Descritores:</title>
				<kwd>Autogestão</kwd>
				<kwd>Autocuidado</kwd>
				<kwd>Diálise Renal</kwd>
				<kwd>Participação do Paciente (fonte: DeCS, BIREME)</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="es">
				<title>Descriptores:</title>
				<kwd>Automanejo</kwd>
				<kwd>Autocuidado</kwd>
				<kwd>Diálisis Renal</kwd>
				<kwd>Participación del Paciente (fuente: DeCS, BIREME)</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Descriptors:</title>
				<kwd>Self-management</kwd>
				<kwd>Self Care</kwd>
				<kwd>Renal Dialysis</kwd>
				<kwd>Patient Participation (source: DeCS, BIREME)</kwd>
			</kwd-group>
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		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>Introdução</title>
			<p>A doença renal crónica (DRC) é uma condição complexa que contribui substancialmente para a carga global de doenças. Em 2017, ela foi classificada como a 16<sup>a</sup> causa de morte no mundo. Aliada ao impacto na mortalidade, esta apresenta elevada morbidade e representa importante fator de risco para as doenças cardiovasculares <xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B2"><sup>2</sup></xref>.</p>
			<p>A DRC apresenta cinco estágios, sendo que, no último, as pessoas necessitam realizar uma terapia renal substitutiva (TRS) para a manutenção da vida. Considerando todos os estágios da doença, estima-se que cerca de 8 % a 16 % da população mundial possua DRC, o que representa aproximadamente 750 bilhões de pessoas <xref ref-type="bibr" rid="B1"><sup>1</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B3"><sup>3</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref>. No que se refere à população brasileira, há evidências de que de três a seis milhões de pessoas possuam a DRC, destas 133.464 encontram-se em tratamento dialítico, sendo a hemodiálise (HD) o tratamento realizado por 92,3 % dessa população <xref ref-type="bibr" rid="B4"><sup>4</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B5"><sup>5</sup></xref>.</p>
			<p>A HD é um tratamento realizado por meio da circulação extracorpórea e ocorre geralmente três vezes por semana, sendo o tempo médio por sessão de quatro horas. Ela demanda alterações no cotidiano do indivíduo e abrange a necessidade de restrições dietéticas e hídricas, aliadas ao tratamento medicamentoso. Nesse contexto, é indispensável que pessoas em HD sejam ativadas para o autogerenciamento, pois a doença e seu tratamento as sobrecarregam de cuidados indispensáveis à manutenção da vida <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref><sup>-</sup><xref ref-type="bibr" rid="B8"><sup>8</sup></xref>.</p>
			<p>A ativação é definida como o conhecimento, a habilidade e a confiança no gerenciamento da própria saúde e apresenta quatro níveis <xref ref-type="bibr" rid="B9"><sup>9</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>. Há evidências de que, quanto maior o nível de ativação, melhores são os resultados positivos no que diz respeito aos parâmetros clínicos e comportamentais, ao uso dos serviços e aos gastos com a saúde <xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref>.</p>
			<p>No nível um de ativação, as pessoas não entendem sua função para o autogerenciamento da saúde, sendo receptoras passivas do cuidado. No nível dois, as pessoas apresentam algum conhecimento sobre sua saúde, mas referem dificuldades em associar os conhecimentos que têm com melhorias na saúde. Já pessoas do nível três apresentam conhecimentos e habilidades para agir em favor de sua saúde, todavia podem não apresentar confiança necessária para a aquisição de novos comportamentos. Diferentemente das pessoas classificadas como nível quatro, que são proativas com relação à sua saúde e mantêm os comportamentos saudáveis mesmos em momentos de estresse <xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B14"><sup>14</sup></xref>.</p>
			<p>Há evidências de que pessoas com doenças crónicas e baixos níveis de ativação são mais propensas a ser hospitalizadas e a utilizar serviços de emergência <xref ref-type="bibr" rid="B10"><sup>10</sup></xref>. Além disso, indivíduos ativados apresentam melhores indicadores clínicos e são mais propensos a manter os comportamentos saudáveis, como a realização de exercício físico, dieta saudável, a utilização de medicamentos de forma adequada, a realização de exames preventivos, no caso de mulheres, além de gerenciar eficazmente os efeitos colaterais do tratamento e a se sentirem mais cientes quanto aos riscos deste <xref ref-type="bibr" rid="B12"><sup>12</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B15"><sup>15</sup></xref>.</p>
			<p>A ativação de pacientes em HD foi mensurada em um estudo belga. Neste, os autores afirmaram que a ativação de pacientes em HD é menor quando comparados a indivíduos com outras doenças crónicas. Segundo eles, pacientes mais velhos, com autorrelato de problemas de saúde, atendidos em hospitais privados e sem realizar atividades de lazer, tiveram menor medida de ativação <xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>.</p>
			<p>Contudo, pesquisas que envolvem a ativação de pacientes com DRC, sobretudo em tratamento hemodialítico, são escassas e devem ser ampliadas, pois pouco se sabe sobre a ativação e seus fatores associados nessa população que demanda cuidados tão específicos de saúde <xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref>. Dessa forma, são necessárias evidências de que altos níveis de ativação estão associados a desfechos positivos em pacientes com doença renal <xref ref-type="bibr" rid="B18"><sup>18</sup></xref>. Ressalta-se que, até onde se sabe, informação ratiicada pelos resultados de revisão integrativa, não há outro estudo brasileiro que versa sobre a associação entre a ativação e as características sociodemográficas e clínicas de pessoas em HD <xref ref-type="bibr" rid="B19"><sup>19</sup></xref>.</p>
			<p>Diante do exposto, este artigo tem como objetivos mensurar a ativação do paciente em HD e determinar os fatores associados à ativação dessa população. Levanta-se a hipótese de que pessoas em tratamento hemodialítico com alta ativação apresentam melhores resultados de saúde, no que se refere à adequação dos exames laboratoriais e ganho de peso no intervalo interdialítico (CPID).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="materials">
			<title>Materiais e método</title>
			<p>Trata-se de um estudo exploratório, de caráter descritivo, corte transversal que teve como população de estudo pacientes em HD de uma unidade de TRS substitutiva localizada na Zona da Mata Mineira, no estado de Minas Gerais, Brasil.</p>
			<p>Os pacientes foram elegíveis se atendessem os seguintes critérios de inclusão: maiores de 18 anos, lúcidos, com condições cognitivas que fossem capazes de se expressar por meio de linguagem verbal, em tratamento hemodialítico há pelo menos três meses anteriores à coleta dos dados. A avaliação da lucidez e das condições cognitivas se deram pela avaliação subjetiva da pesquisadora ao conversar com o potencial participante da pesquisa e foi confirmada com membros da equipe de enfermagem do serviço de diálise. Foram critérios de exclusão estar ausente no serviço de diálise durante o período da coleta de dados por motivo de internação, trânsito ou realização do transplante renal.</p>
			<p>Todas as pessoas que faziam tratamento hemodialítico no serviço de nefrologia eram potenciais participantes e intencionava-se entrevistar todos, dessa forma, foi realizada a amostragem por conveniência. Vale ressaltar que, dos 221 pacientes em tratamento hemodialítico no início da coleta de dados, no referido cenário desta investigação, 59 foram excluídos, pois 26 não tinham condições cognitivas de responder à pesquisa, 19 se recusaram a participar, seis estavam ausentes no período da coleta de dados por hospitalização ou trânsito, dois foram submetidos a transplante e seis foram a óbito.</p>
			<p>Os participantes foram recrutados para participar da pesquisa no serviço de HD que é cenário desta investigação. Os dados foram coletados de janeiro a abril de 2019 por meio de entrevista estruturada realizada durante o procedimento dialítico e análise de prontuários que era realizada após a entrevista. Os participantes responderam aos seguintes instrumentos: questionário para avaliação sociodemográfica e clínica, que objetivou a caracterização dos pacientes; instrumento de classificação socioeconómica e familiar da Associação Brasileira de Empresas e Pesquisa para a avaliação socioeconómica, que classifica os domicílios pelos estratos A, B1, B2, C1, C2, D-E, com base na quantidade de bens que os indivíduos possuem dentro de suas residências <xref ref-type="bibr" rid="B20"><sup>20</sup></xref>.</p>
			<p>Para a medida de ativação do paciente, utilizou-se o questionário Patient Activation Measure® de 13 itens (PAM-13®), que mede a capacidade de autogerenciamento do indivíduo <xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref> e foi adaptado e validado culturalmente para o contexto brasileiro <xref ref-type="bibr" rid="B22"><sup>22</sup></xref>. Trata-se de uma escala ordinal, com 13 questões com cinco opções de respostas que variam de discordo fortemente a concordo totalmente e não se aplica. A pontuação obtida na escala é transformada, por meio de uma tabela de conversão, no escore de ativação, que varia de 0 a 100. Quanto maior o escore, maior é a ativação do paciente <xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref>. O escore de ativação pode ser classificado em quatro níveis, conforme pontos de corte preestabelecidos, em que nível 1 é pontuação menor que 47 pontos; nível 2, pontuação entre 47,1 e 55,1; nível 3, pontuação entre 55,2 e 67,0 e nível 4 é pontuação maior que 67,0 <xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B21"><sup>21</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B23"><sup>23</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B24"><sup>24</sup></xref>.</p>
			<p>Os dados referentes aos exames bioquímicos, valor de Kt/V, que reflete a depuração da ureia, e o ganho de peso do CPID foram coletados dos prontuários dos pacientes. Para o cálculo do CPID médio, realizou-se a análise dos valores do peso pré-diálise e pós-diálise dos participantes, nas últimas 12 sessões anteriores à coleta de dados. A realização das entrevistas e a coleta de dados secundários foram realizadas pela pesquisadora principal, que é doutoranda em Saúde Coletiva com experiência em pesquisa, e por um acadêmico de Enfermagem que foi treinado para essas atribuições.</p>
			<p>As análises estatísticas dos dados foram realizadas no <italic>software</italic> Statistical Package for the Social Scienc (SPSS) versão 23.0 e no <italic>software</italic> for Statistics and Data Science (Stata) versão 13.0. Para tanto, adotou-se a significância estatística de 5 %. As características sociodemográficas foram apresentadas em valores relativos e absolutos.</p>
			<p>Foi utilizada regressão de Poisson com variância robusta para investigar como o nível de ativação alto (nível 3 e 4 ≥ 55,60 pontos) poderia ser influenciado por variáveis explicativas. Primeiramente, foi realizada regressão de Poisson com análise bivariada. Aquelas variáveis cuja razão de prevalência teve significância menor que 0,20 foram incluídas pelo método <italic>backward</italic> no modelo de regressão de Poisson. Permaneceram no modelo final aquelas variáveis com nível de significância menor que 5 %. Como medida de efeito foi utilizado razão de prevalência (RP) com intervalo de confiança de 95 % (IC 95 %).</p>
			<p>A regressão de Poisson também foi utilizada para estimar a RP e respectivo IC 95 % da adequação dos exames bioquímicos, com o nível de ativação alto (níveis 3 e 4). Foi utilizado o nível de ativação baixo como referência. Realizou-se análise bivariada e ajustada por sexo e idade.</p>
			<p>A pesquisa observou todos os aspectos éticos, constantes na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde <xref ref-type="bibr" rid="B25"><sup>25</sup></xref> e somente após a emissão de parecer consubstanciado favorável do comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora de 3.089.035, iniciou-se o processo de coleta de dados. Todos os participantes externaram sua aquiescência pela assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Para garantir o anonimato, os entrevistados foram designados pela letra E seguida pelo número da entrevista. Eles foram informados que, caso aceitassem participar da pesquisa, a participação se daria de forma voluntária.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results">
			<title>Resultados</title>
			<p>Participaram do estudo 162 pacientes em HD, dos quais 63 % (n = 102) eram do sexo masculino, sendo a mediana 62 (IC = 56,89-61,58). Os anos de estudo variaram entre 0 e 26 anos, com a mediana 6 (IC = 6,87-8,46). Não necessitavam de cuidador para as atividades de vida diária 88,3 % (n = 143) dos entrevistados e 77,2 % (n = 125) não realizavam atividade física.</p>
			<p>Dos entrevistados, 74,1 % (n = 120) faziam o tratamento há menos de cinco anos, 96 % (n = 149) não haviam realizado outro tipo de TRS, 76,5 % (n = 124) apresentavam diálise adequada (Kt/v &gt; 1,2) e 85,8 % (n = 139) apresentavam ganho de peso no CIPD &lt; 5 %. As demais características sociode-mográficas e clínicas estão descritas na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Características sociodemográficas e clínicas de pacientes em hemodiálise, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 2019 (n = 162)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="0121-4500-aven-40-01-50-gt1.jpg"/>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>*A classificação do domicílio foi realizada por instrumento da Associação Brasileira de Empresas e Pesquisa <xref ref-type="bibr" rid="B20">20</xref>, a qual pode variar conforme país de origem. </p>
						</fn>
						<fn id="TFN2">
							<p>Fonte: dados de pesquisa, 2019.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A medida de ativação dos pacientes em hemodiálise variou de 39,4 a 90,7 pontos, sendo a média 60,85 + 15,57 pontos e a mediana 53,2 (IC: 58,4-63,3) pontos. Quanto ao nível, 52,5 % (n = 85) apresentavam baixa ativação (níveis 1 e 2), sendo que o menor quantitativo de pessoas (18,5 %, n = 30) se encontrava no nível 3 (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>).</p>
			<p>
				<table-wrap id="t2">
					<label>Tabela 2</label>
					<caption>
						<title>Medida de ativação dos pacientes em hemodiálise, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, 2019</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="0121-4500-aven-40-01-50-gt2.jpg"/>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN3">
							<p>Fonte: dados de pesquisa, 2019.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, encontra-se a RP de alto PAM (níveis 3 e 4 &gt; 55,60 pontos), de acordo com variáveis socio-demográficas em modelos simples e multivariado. Nas análises simples, foram observadas de forma significativa <italic>(p &lt;</italic> 0,05) menores prevalências de alto PAM para pessoas pardas, viúvas, ex-tabagistas, que tiveram a classificação do domicílio de B2 a D e para indivíduos que realizaram previamente outra TRS. A maior prevalência do alto PAM foi observada para aqueles indivíduos com ensino superior e para aqueles que não necessitavam de cuidador para as atividades diárias.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t3">
					<label><bold>Tabela 3</bold></label>
					<caption>
						<title>Razão de prevalência de nível de ativação acima do nível 2† de acordo com variáveis sociodemográficas e de saúde, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, 2019</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="0121-4500-aven-40-01-50-gt3.jpg"/>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN4">
							<p>† Representação da amostra de acordo com pontuação do nível de ativação acima do nível 2 (≥ 55,60 pontos). </p>
						</fn>
						<fn id="TFN5">
							<p>N = 77. *Modelo final: variáveis que permaneceram significativas, explicativas do modelo. </p>
						</fn>
						<fn id="TFN6">
							<p>HD: hemodiálise; TRS: terapia renal substitutiva; AVD: atividades da vida diária. </p>
						</fn>
						<fn id="TFN7">
							<p>Fonte: dados de pesquisa, 2019.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Entraram no modelo multivariado todas as variáveis com <italic>p &lt;</italic> 0,20. Após a utilização do método <italic>backward</italic> de seleção, destacou-se que ter nível superior <italic>(p</italic> = 0,019) e não necessitar de cuidador para as atividades de vida diária (p = 0,001) influencia a alta ativação. Em contrapartida, possuir o domicílio classificado como B2 (p = 0,044) ou D-E (p = 0,05), além de não ter realizado previamente outra TRS, associa-se à menor prevalência de alta ativação (níveis 3 e 4).</p>
			<p>Não foram observadas maiores prevalências de adequação nos níveis séricos de fósforo, cálcio, hemoglobina, sódio, potássio e CPDI para o nível mais alto de PAM. Curiosamente, houve menor prevalência de adequação de Kt/v no nível PAM alto (RP = 0,89; IC = 0,82-0,97) independentemente do sexo e da idade dos participantes.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="discussion">
			<title>Discussão</title>
			<p>O perfil sociodemográfico e clínico dos participantes deste estudo é semelhante ao encontrado em pesquisas nacionais e internacionais que investigam pacientes em HD e que evidenciam predominância de homens, casados e/ou em união estável, com baixa escolaridade <xref ref-type="bibr" rid="B7"><sup>7</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B26"><sup>26</sup></xref><sup>-</sup><xref ref-type="bibr" rid="B28"><sup>28</sup></xref>.</p>
			<p>Este estudo mostrou a possível relação da ativação com a escolaridade e condições de realizar as atividades da vida diária sem cuidadores no domicílio. A média de pontos da PAM nesta amostra foi de 60,85 + 15,57, sendo esta superior à encontrada em estudo realizado na Bélgica, com 192 pacientes em HD (PAM = 51 + 10), o que pode ser explicado pelo fato de a média de idade dos participantes no estudo belga ser superior à deste estudo (72 + 14 anos x 59 + 15 anos) <xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>, pois há evidências de que a idade avançada está associada a níveis mais baixos de ativação <xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B29"><sup>29</sup></xref>.</p>
			<p>Há outros estudos que envolvem pessoas com DRC que avaliaram o nível de ativação nessa população, entretanto eles não se restringiram a pacientes em tratamento da DRC por HD. Na análise desses estudos, verificou-se que a média de pontos da PAM variou, sendo 51,4 + 10 encontrada em um estudo holandês, com 219 pacientes distribuídos em todos os estágios da DRC <xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref>, 57,6 + 15,5 em pacientes australianos com DRC e diabetes <xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref>, 59,9 + 15,2 em 199 pacientes com DRC estágios 3 e 4 na Austrália <xref ref-type="bibr" rid="B31"><sup>31</sup></xref> e 62,15 + 14,02 em estudo realizado nos Estados Unidos com 85 pacientes diagnosticados com DRC, hipertensão arterial sistémica e diabetes <xref ref-type="bibr" rid="B32"><sup>32</sup></xref>.</p>
			<p>A variação no escore PAM pode estar relacionada a aspectos culturais, sistema de saúde vigente, ao estágio da doença em que os participantes se encontram, ao número e ao tipo de comorbidades, bem como ao tipo de tratamento utilizado <xref ref-type="bibr" rid="B33"><sup>33</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B34"><sup>34</sup></xref>.</p>
			<p>Quanto ao nível de ativação, 53 % dos entrevistados foram classificados como baixa ativação (níveis 1 e 2 de ativação), o que demonstra que é possível buscar a melhoria nos níveis PAM nessa população. Corroborando esse achado, no estudo de Van Bulck <italic>et al.</italic><xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>, 73 % dos participantes encontravam-se com baixos níveis de ativação, no qual predominou o nível 1 de ativação, em 44 % dos entrevistados. Entretanto, em pesquisas realizadas com pacientes em outros estágios da DRC, houve a preponderância dos níveis 3 e 4 de ativação <xref ref-type="bibr" rid="B17"><sup>17</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B31"><sup>31</sup></xref><sup>,</sup><xref ref-type="bibr" rid="B32"><sup>32</sup></xref>. Essas diferenças de resultados de ativação entre paciente com DRC podem ser explicadas pelo fato de que pacientes em HD apresentam baixos níveis de ativação (53 % nos níveis 1 e 2) quando comparados a pacientes em DP (32 %), tratamento conservador da DRC (40 %) e transplantado renal (25 %) <italic>(p &lt;</italic> 0,00001) <xref ref-type="bibr" rid="B35"><sup>35</sup></xref>.</p>
			<p>A baixa ativação em pacientes em tratamento hemodialítico pode ser explicada pela complexidade da demanda de autocuidado terapêutico, que envolve a restrição de certos alimentos e líquidos, tratamento medicamentoso, presença de comorbidades, tratamento intensivo da diálise, além da proximidade dos proissionais de saúde decorrente da terapia dialítica <xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>.</p>
			<p>Neste estudo, possuir nível superior e não necessitar de cuidador para as atividades de vida diária associou-se à alto nível de ativação. Contudo, possuir o domicílio classificado como B2 ou D-E e não ter realizado previamente outra TRS se associou a menor prevalência de alta ativação (níveis 3 e 4).</p>
			<p>No que se refere à escolaridade, um estudo holandês observou que pacientes em HD com ensino superior também apresentaram melhores níveis de ativação comparados aos com ensino fundamental, entretanto essa associação perdeu a significância após o ajuste para variáveis de confusão <xref ref-type="bibr" rid="B16"><sup>16</sup></xref>. Além disso, o nível médio de escolaridade foi associado à baixa ativação em estudo holandês com 1.154 pacientes com diabetes <italic>mellitus</italic> tipo n, doença pulmonar obstrutiva crónica, insuficiência cardíaca e DRC <xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref>. O ensino superior também foi associado à alta ativação em pacientes com fibrilação atrial (p = 0,004) <xref ref-type="bibr" rid="B36"><sup>36</sup></xref>. A associação entre ter o nível superior de ensino e apresentar altos níveis de ativação pode ser justificada pelo fato de que pessoas com maior escolaridade conseguem entender melhor as informações fornecidas pelos proissionais e apresentam mais facilidade para gerenciar suas condições de saúde <xref ref-type="bibr" rid="B37"><sup>37</sup></xref>.</p>
			<p>Quanto à relação entre maior prevalência de alta ativação e não necessidade de cuidador para as atividades da vida diária, em um estudo que avaliou a relação da incapacidade funcional com o nível de ativação, a menor ativação do paciente foi associada a diiculdades na realização das atividades de vida diária (B = 1,14, <italic>p</italic> = 0,000) e nas atividades instrumentais da vida diária (B = -1,3, <italic>p</italic> = 0,000) de idosos <xref ref-type="bibr" rid="B38"><sup>38</sup></xref>. Nesse sentido, pode-se inferir que, nos casos em que há dificuldade para a realização das atividades diárias, pode ser necessária a presença de um cuidador, e não precisar de um cuidador prediz um alto nível de ativação. Além disso, pacientes com baixos níveis de ativação apresentaram maior probabilidade de apresentar problemas moderados de mobilidade quando comparados aos com altos níveis de ativação <xref ref-type="bibr" rid="B35"><sup>35</sup></xref>.</p>
			<p>Considerando a classificação dos domicílios, na análise univariada, foi associada a menor prevalência de alto PAM ter domicílio classificado entre B2 e D-E comparados ao A, mas ao considerar o modelo final estes foram reduzidos para os B2 e D-E. Salienta-se que esta é uma classificação brasileira e não foram encontrados estudos que mensuravam a ativação do paciente e que utilizavam essa classiicação. Contudo, há possibilidades de que pessoas empregadas e com menores problemas financeiros possuam residências com mais itens de conforto, que são considerados para classificar o extrato do domicílio. E, considerando essa hipótese, há evidências de que estar empregado tenha sido associado ao alto nível de ativação de pessoas com síndrome metabólica <xref ref-type="bibr" rid="B34"><sup>34</sup></xref> e que mais problemas financeiros prediz má ativação <xref ref-type="bibr" rid="B30"><sup>30</sup></xref>.</p>
			<p>Neste estudo, não houve associação entre níveis séricos adequados de fósforo, cálcio, hemoglobina, sódio e potássio e CPDI inadequado com o nível mais alto de PAM. Corroborando com este achado, em pesquisa <xref ref-type="bibr" rid="B35"><sup>35</sup></xref> com 1.909 pessoas com DRC, das quais 921 estavam em tratamento hemodialítico, também não se observou associação entre o nível de ativação e a adequação de fósforo, cálcio e hemoglobina sérica. Os autores sugerem que tal fato se deve ao desencontro entre o que os pacientes entendem ser importante para sua saúde com as diretrizes e os marcadores biomédicos da DRC.</p>
			<p>Até onde se sabe, não existem outros estudos que relacionem a ativação com os exames bioquímicos em pacientes com DRC, entretanto um estudo com adultos <xref ref-type="bibr" rid="B11"><sup>11</sup></xref> observou que pacientes mais ativados apresentaram uma probabilidade significativamente maior do que pacientes menos ativados em ter os exames séricos de HDL e triglicérides dentro da faixa da normalidade. Assim, ao considerar os indicadores clínicos de pacientes em HD e sua relação com a ativação, mais estudos precisam ser realizados com vistas a elucidar essa questão.</p>
			<p>A menor prevalência de Kt/v adequado em pacientes com altos níveis de PAM pode ser justificado, pois o Kt/v corresponde à depuração de pequenos solutos <xref ref-type="bibr" rid="B6"><sup>6</sup></xref>, nesse caso o da ureia, que, por sua vez, não é influenciada pelo comportamento e pela atitude dos pacientes.</p>
			<p>Este estudo apresenta limitações; o tipo de amostragem escolhido é uma delas, pois pode dificultar generalizações, uma vez que a amostra escolhida pode não ser representativa da população estudada. Além disso, o desenho do estudo impossibilitou estabelecer a relação de causalidade entre o nível de ativação com seus fatores associados e com a qualidade de vida relacionada à saúde.</p>
			<p>Como pontos fortes, destaca-se a utilização do instrumento PAM-13®, que foi validado para o contexto brasileiro <xref ref-type="bibr" rid="B13"><sup>13</sup></xref>. Outros estudos são necessários para elucidar se a ativação apresenta associação com outras variáveis sociodemográicas e clínicas, e se a alta ativação se relaciona com bons desfechos clínicos.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclusões</title>
			<p>Este estudo avaliou a ativação do paciente em HD e determinou os fatores associados a ela. Houve predomínio de pessoas com baixa ativação (níveis 1 e 2), sendo o nível 3 de ativação aquele com maior prevalência. No que se refere aos fatores associados à ativação do paciente em HD, ter o nível superior de ensino e não necessitar de cuidador para as atividades de vida diária associou-se à alta ativação. No entanto, possuir o domicílio classificado como B2 ou D-E e não ter realizado previamente outra TRS se associou à menor prevalência de alta ativação. Embora as variáveis associadas à alta ativação não sejam modificadas pelos profissionais de saúde, conhecê-las nos permite inferir qual o perfil de pacientes em HD que necessitam de intervenções direcionadas ao aumento dos níveis de ativação.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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					<article-title>Factors associated with high patient activation level among individuals with metabolic syndrome at a primary care teaching clinic</article-title>
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						<collab>The Renal Association</collab>
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					<article-title>Transforming participation in chronic kidney disease</article-title>
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					<article-title>Patient activation for self-management is associated with health status in patients with atrial fibrillation</article-title>
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					<article-title>Levels and determinants of health literacy and patient activation among multi-morbid COPD people in rural Nepal: Findings from a cross-sectional study</article-title>
					<source>PloS ONE</source>
					<year>2020</year>
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							<surname>Szanton</surname>
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					<article-title>Factors associated with patient activation in an older adult population with functional difficulties</article-title>
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					<year>2016</year>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>*</label>
				<p>Este artigo é derivado da tese de doutorado &quot;Ativação de pacientes em hemodiálise: fatores associados e resultados em saúde&quot; do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. Dessa tese também foi publicado o artigo &quot;Nível de ativação e qualidade de vida relacionada à saúde de pessoas em hemodiálise&quot; na <italic>Revista da Escola de Enfermagem Anna Nery.</italic></p>
			</fn>
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			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>Como citar:</label>
				<p> Raimundo-Leone DR; Pereira GA; de Paula-Silva AC; Silva-de Aguiar A. Fatores associados à ativação de pacientes em hemodiálise. Av Enferm. 2022;40(1):50-62. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://doi.org/10.15446/av.enferm.v40n1.90046">http://doi.org/10.15446/av.enferm.v40n1.90046</ext-link>
				</p>
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			<fn fn-type="financial-disclosure" id="fn3">
				<label>Apoio financeiro</label>
				<p> Agradecimento à Universidade Federal de Juiz de Fora pela concessão da bolsa do Programa de Monitoria de Pós-Graduação à Denise Rocha Raimundo Leone.</p>
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