Fotógrafo: Barbara Rodrigues

Publicado

2022-08-15

“Vem pra rua” ou “fica em casa”?

“Come to streets” or “stay home”?

¿“Ven a la calle” o “quédate en casa”?

“Descendez dans la rue” ou “restez chez vous”?

DOI:

https://doi.org/10.15446/bitacora.v32n3.102150

Palabras clave:

sociologia urbana, espaço urbano, movimentos sociais, poder político (pt)
sociologie urbaine, espace urbain, mouvement social, pouvoir politique (fr)
urban sociology, urban spaces, social movements, political power (en)
sociología urbana, espacio urbano, movimiento social, poder político (es)

Autores/as

  • Cristina Pereira de Araujo Universidade Federal de Pernambuco https://orcid.org/0000-0001-9986-5394
  • Tiago Delácio Universidade Federal de Pernambuco
  • Barbara Rodrigues Universidade Federal de Pernambuco

Este artigo se propõe a abordar o uso dos espaços públicos pelos movimentos organizados que conduziram milhares de pessoas às ruas entre março de 2015 e março de 2016, situações que culminaram no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Parte da premissa de que, embora a organização dessas manifestações tenha ocorrido por meio das redes sociais, foi na apropriação do espaço público pelos respectivos grupos que elas se concretizaram. De uma forma mais tímida, por conta da pandemia de COVID-19, os manifestantes voltaram às ruas no ano de 2020. Para a pesquisa, utilizou-se do aporte teórico acerca da estruturação do espaço urbano e de sua dimensão simbólica, seguida da compilação das informações referentes às manifestações por meio dos grandes jornais em circulação. O balanço que se faz é que o local das manifestações seguiu a lógica simbólica da estruturação do espaço urbano, pois o grupo contrário ao impeachmentteve seu espaço de manifestação associado ao centro principal das cidades e os grupos que exigiam a retirada da Presidenta se ocuparam dos espaços identificados com a reprodução do capital financeiro e/ou moradia das elites – lógica mantida durante as manifestações ocorridas no ano de 2020.

This article addresses the use of public spaces by organized movements that led thousands of people to the streets between March 2015 and March 2016 and culminated in the President Dilma Rousseff impeachment. It starts from the premise that although the organization of these manifestations occurred through social networks, it was in the appropriation of public space by respective groups that they took place. In a more timid way, due to the COVID 19 pandemic, the protesters returned to the streets in 2020. For the research, we used the theoretical contribution of urban space structuration and its symbolic dimension, followed by the compilation of information regarding protests published at major newspapers in circulation. The balance shows that the location of social manifestations followed the symbolic logic of urban space structuration, where the group opposed to the impeachment had its space of demonstration associated with the main center of cities and the groups that demanded the withdrawal of President Roussef occupied the spaces identified with the reproduction of financial capital and/or elite housing. This logic was maintained during the demonstrations that took place in 2020.

Este artículo aborda el uso de los espacios públicos por parte de los movimientos organizados que llevaron a miles de personas a las calles entre marzo de 2015 y marzo de 2016 y que culminaron con la destitución de la presidenta Dilma Rousseff. Aunque la organización de estas manifestaciones se produjo a través de las redes sociales, fue en la apropiación del espacio público por parte de los respectivos grupos donde se materializaron. De forma más tímida, debido a la pandemia de COVID 19, los manifestantes volvieron a las calles en 2020. Para la investigación, utilizamos el aporte teórico sobre la estructuración del espacio urbano y su dimensión simbólica, seguido de la recopilación de información sobre las manifestaciones a través de los principales periódicos en circulación. El balance es que la localización de las manifestaciones siguió la lógica simbólica de la estructuración del espacio urbano, donde el grupo contra el impeachment tuvo su espacio de manifestación asociado al centro principal de las ciudades y los grupos que exigían la destitución de la presidenta ocuparon los espacios identificados con la reproducción del capital financiero y/o la vivienda de las élites. Esta lógica se mantuvo durante las manifestaciones de 2020.

Cet article propose d'aborder l'utilisation des espaces publics par des mouvements organisés qui ont conduit des milliers de personnes dans la rue entre mars 2015 et mars 2016, situations qui ont abouti à la destitution de la présidente Dilma Rousseff. Elle part du postulat que, si l'organisation de ces manifestations s'est faite à travers les réseaux sociaux, c'est dans l'appropriation de l'espace public par les groupes respectifs qu'elles ont eu lieu. De manière plus timide, en raison de la pandémie de COVID-19, les manifestants sont revenus dans la rue en 2020. Pour la recherche, on a utilisé l'apport théorique sur la structuration de l'espace urbain et sa dimension symbolique, suivi de la compilation d'informations sur les manifestations à travers les principaux journaux en circulation. Le bilan fait est que le lieu des manifestations suivait la logique symbolique de la structuration de l'espace urbain, puisque le groupe opposé à la destitution avait son espace de manifestation associé au centre principal des villes et aux groupes qui réclamaient la destitution du Président a occupé les espaces identifiés à la reproduction du capital financier et/ou du logement élitiste – logique maintenue lors des manifestations qui ont eu lieu en 2020.

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Pereira de Araujo, C., Delácio, T. ., & Rodrigues, B. (2022). ¿“Ven a la calle” o “quédate en casa”?. Bitácora Urbano Territorial, 32(3), 55-68. https://doi.org/10.15446/bitacora.v32n3.102150