Publicado
Descolonizando o planejamento para a proteção socioambiental: uma experiência na periferia de Fortaleza, Brasil
Decolonizing planning for socio-environmental protection: an experience on the outskirts of Fortaleza, Brazil
Descolonizar la planificación para la protección socioambiental: una experiencia en la periferia de Fortaleza, Brasil
Décoloniser la planification pour la protection socio-environnementale : une expérience dans la périphérie de Fortaleza, Brésil
DOI:
https://doi.org/10.15446/bitacora.v34n2.113265Palabras clave:
planejamento decolonial, mudanças climáticas, ativismo comunitário (pt)decolonial planning, climatic change, community activism (en)
planificacion decolonial, cambio climatico, activismo comunitario (es)
planification décoloniale, changement climatique, activisme communautaire (fr)
Nas principais metrópoles do Sul Global, a adoção de conceitos estrangeiros de desenvolvimento legitimou a proteção dos interesses das elites locais no planejamento urbano. No Brasil, isso resultou na urbanização informal, criando um descompasso entre os planos governamentais e a realidade urbana, ameaçando a preservação de ecossistemas periféricos. Este estudo analisa como movimentos de base descolonizaram o planejamento, questionando regulamentações que marginalizam o desenvolvimento em áreas periféricas. Discutimos o papel do ativismo comunitário na promoção de um paradigma de planejamento inovador, priorizando demandas socioambientais sobre conceitos importados de sustentabilidade. Através da pesquisa-ação, acompanhamos a luta pela proteção da "Lagoa da Viúva" em Fortaleza, Ceará. Reconhecemos que a resposta à crise climática surge do "conhecimento situado", observando que o reconhecimento legal da área como "parque urbano" e os investimentos em equipamentos de lazer não são resultado de políticas formais, mas de estratégias políticas de atores da comunidade que buscaram responsabilizar o governo por suas demandas. Esse caso destaca o uso de práticas pedagógicas para fortalecer iniciativas de planejamento alternativo e conscientizar futuros planejadores sobre o componente político de sua profissão.
In the major Global South metropolises, the adoption of foreign development concepts has sanctioned the protection of local elite interests in urban planning. In Brazil, this has led to informal urbanization and a disconnect between state plans and the actual urban reality, jeopardizing peripheral ecosystems. This study examines grassroots movements' political actions that have decolonized planning by challenging technocratic regulations devaluing prevalent urban development patterns in peripheral zones. It discusses community activism's role in shaping an innovative planning paradigm, prioritizing existing socio-environmental demands over imported sustainability notions from local climate action plans. Through action research, we monitored the struggle to conserve "Lagoa da Viúva", a last green area in Fortaleza, Ceará. Notably, the legal designation of the area as an "urban park" and recent investments in leisure infrastructure result from politically strategic grassroots practices, engaging selectively with institutional actors, local media, and residents.
En las principales metrópolis del Sur Global, la adopción de conceptos foráneos de desarrollo ha legitimado la protección de los intereses de las élites locales en la planificación urbana. En Brasil, esto ha dado lugar a una urbanización informal, creando un desajuste entre los planes gubernamentales y la realidad urbana, amenazando la preservación de los ecosistemas periféricos. Este estudio analiza cómo los movimientos de base han descolonizado la planificación, cuestionando las normativas que marginan el desarrollo de las zonas periféricas. Se destaca el papel del activismo comunitario en la promoción de un paradigma de planificación innovador, priorizando las demandas socioambientales sobre los conceptos importados de sostenibilidad. A través de la investigación-acción, seguimos la lucha para proteger la "Lagoa da Viúva" en Fortaleza, Ceará. Observamos que la respuesta a la crisis climática surgió del "conocimiento situado". El reconocimiento legal de la zona como "parque urbano" y las inversiones en instalaciones de ocio no fueron el resultado de políticas formales, sino de estrategias políticas de actores comunitarios. Este caso subraya el uso de prácticas pedagógicas para reforzar las iniciativas de planificación alternativa y concienciar a los futuros planificadores del componente político de su profesión.
Dans les principales métropoles du Sud global, l'adoption de concepts étrangers de développement a sanctionné la protection des intérêts des élites locales dans l'urbanisme. Au Brésil, cela a conduit à une urbanisation informelle et à une déconnexion entre les plans étatiques et la réalité urbaine, mettant en danger les écosystèmes périphériques. Cette étude examine les actions politiques des mouvements de base qui ont décolonisé l'urbanisme en remettant en question les réglementations technocratiques dévaluant les schémas de développement urbain prédominants dans les zones périphériques. Elle discute du rôle de l'activisme communautaire dans l'élaboration d'un paradigme d'urbanisme innovant, donnant la priorité aux demandes socio-environnementales existantes par rapport aux notions de durabilité importées des plans d'action climatique locaux. À travers la recherche-action, nous avons suivi la lutte pour conserver la "Lagoa da Viúva", dernier espace vert de Fortaleza, Ceará. Notamment, la désignation légale de la zone comme "parc urbain" et les investissements récents dans les infrastructures de loisirs résultent de pratiques de base politiquement stratégiques, s'engageant sélectivement avec les acteurs institutionnels, les médias locaux et les résidents.
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