Publicado

2026-10-13

El paisaje hídrico de la Represa Billings: renovación urbana, conflicto socioambiental y vulnerabilidad climática

The dynamic waterscape of the Billings Reservoir: a scenario of renewal, conflict, and climate vulnerability

Le paysage hydrique dynamique du réservoir Billings : un scénario de renouveau, de conflit et de vulnérabilité climatique

A paisagem hídrica da Represa Billings: renovação urbana, conflito socioambiental e vulnerabilidade climática

DOI:

https://doi.org/10.15446/bitacora.v36n2.123892

Palabras clave:

Recursos hídricos, Regeneración urbana, Asentamientos urbanos, Deterioro ambiental, Cambio climático (es)
Water resources, Urban regeneration, Urban settlements, Environmental degradation, Climate change (en)
Ressources en eau, Régénération urbaine, Agglomérations urbaines, Dégradation de l’environnement, Changement climatique (fr)
Recursos hídricos, Regeneração urbana, Assentamentos urbanos, Degradação ambiental, Mudanças climáticas (pt)

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Autores/as

Este artículo analiza la regeneración de Cantinho do Céu, un tejido informal consolidado en la ribera de la Represa Billings (São Paulo), entendiendo el embalse como un paisaje hídrico dinámico: una infraestructura que reconfigura el territorio y produce jerarquías sociales y ecológicas. La intervención se inscribe en un entorno donde la Mata Atlántica se había reducido drásticamente con la construcción del embalse y la expansión de la urbanización precaria. La regeneración combinó saneamiento, estabilización de taludes, mejora viaria y un parque lineal que restableció la relación entre barrio y agua. El análisis articula dos claves: la crítica a la modernidad hídrica —que subordinó los flujos naturales al metabolismo metropolitano— y la negociación como forma de proyecto, capaz de intervenir sin anular la vida cotidiana del tejido existente. Los resultados son evidentes —reducción de contaminación y riesgos, y ordenación del borde—, pero revelan límites: costes sociales de reasentamiento e insuficiencia de intervenciones ante una degradación que opera a escala de cuenca hídrica. Ante la emergencia climática, se propone escalar la política desde el barrio hacia la cuenca, integrando Soluciones Basadas en la Naturaleza como infraestructura viva que restaure funciones ecosistémicas, refuerce la resiliencia y aborde la precariedad habitacional sin expulsión.

This article analyses the regeneration of Cantinho do Céu, a consolidated informal settlement on the banks of the Billings Reservoir (São Paulo), understanding the reservoir as a dynamic water landscape: an infrastructure that reshapes territory and produces social and ecological hierarchies. The intervention took place in a context where the Atlantic Forest had been drastically reduced by the construction of the reservoir and the subsequent expansion of precarious urbanisation. The regeneration combined sanitation, slope stabilisation, road improvements, and a linear park that re-established the relationship between the neighbourhood and the water. The analysis articulates two key perspectives: a critique of hydric modernity —which subordinated natural flows to the metropolitan metabolism— and negotiation as a project method capable of intervening without erasing the everyday life of an existing fabric. Local results are evident —reduced contamination and risks, and reorganisation of the urban edge— yet reveal limits: the social costs of resettlement and the inadequacy of localised actions in the face of watershed-scale degradation. In the context of climate emergency, the article proposes scaling policy from neighbourhood to watershed, integrating Nature-based Solutions as living infrastructure that restores ecosystem functions, strengthens resilience, and addresses housing precariousness without displacement.

Cet article analyse la régénération de Cantinho do Céu, tissu urbain informel consolidé sur les rives du réservoir Billings (São Paulo), en abordant l’ouvrage comme un paysage hydrique dynamique : une infrastructure qui reconfigure le territoire et produit des hiérarchies sociales et écologiques. L’intervention s’inscrit dans un contexte où la forêt atlantique s’était fortement réduite avec la construction du réservoir et l’expansion de l’urbanisation précaire. La régénération a combiné assainissement, stabilisation de talus, amélioration de la voirie et un parc linéaire rétablissant la relation entre le quartier et l’eau. L’analyse articule deux clés : la critique de la modernité hydrique —qui a subordonné les flux naturels au métabolisme métropolitain— et la négociation comme méthode de projet, capable d’intervenir sans effacer la vie quotidienne du tissu existant. Les résultats sont manifestes —réduction de la contamination et des risques, réorganisation du bord— mais révèlent des limites : coûts sociaux du relogement et insuffisance d’interventions ponctuelles face à une dégradation opérant à l’échelle du bassin. Face à l’urgence climatique, l’article propose d’étendre la politique au bassin, en intégrant des Solutions fondées sur la Nature comme infrastructure vivante, apte à restaurer les fonctions écosystémiques, renforcer la résilience et aborder la précarité résidentielle sans expulsion.

Este artigo analisa a regeneração do Cantinho do Céu, um tecido informal consolidado às margens da Represa Billings (São Paulo), entendendo o reservatório como uma paisagem hídrica dinâmica: uma infraestrutura que reconfigura o território e produz hierarquias sociais e ecológicas. A intervenção ocorreu em um contexto em que a Mata Atlântica havia sido drasticamente reduzida com a construção da represa e a expansão da urbanização precária. A regeneração combinou saneamento, estabilização de taludes, melhorias viárias e um parque linear que restabeleceu a relação entre bairro e água. A análise articula a crítica à modernidade hídrica —que subordinou os fluxos naturais ao metabolismo metropolitano— e a negociação como forma de projeto, capaz de intervir sem anular a vida cotidiana do tecido existente. Os resultados são evidentes —redução da contaminação e dos riscos e reorganização da borda—, mas revelam limites: os custos sociais do reassentamento e a insuficiência de intervenções pontuais diante de uma degradação que opera na escala da bacia hidrográfica. Diante da emergência climática, o artigo propõe ampliar a política da escala do bairro para a bacia, integrando Soluções Baseadas na Natureza como infraestrutura que restaure funções ecossistêmicas, reforce a resiliência e enfrente a precariedade habitacional sem expulsão social.

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Getlinger, D., & Serrano, T. (2026). El paisaje hídrico de la Represa Billings: renovación urbana, conflicto socioambiental y vulnerabilidad climática. Bitácora Urbano Territorial, 36(2), 76-88. https://doi.org/10.15446/bitacora.v36n2.123892