Vila operária Maria Zélia: cicatriz urbana
Worker village Maria Zélia: urban scar
El barrio obrero Maria Zélia: cicatriz urbana
Le quartier ouvrier Maria Zélia: cicatrice urbaine
Palabras clave:
vilas operárias, cicatrizes urbanas, patrimônio ambiental urbano, vila cidadela, São Paulo (pt)worker villages, urban scars, environmental heritage, São Paulo (en)
barrio obrero, cicatrices urbanas, patrimonio ambiental urbano, Sao Paulo (es)
quartiers ouvriers, cicatrices urbaines, patrimoine environnemental urbain (fr)
Este artigo pretende mostrar como as vilas operárias da cidade de São Paulo se tornaram hoje cicatrizes urbanas uma vez que o rápido e agressivo processo de evolução da cidade fez desaparecer os elementos que compunham a paisagem histórica da cidade, como as lembranças de outros tempos, os registros de diferentes formas de pensar, ou ainda outras percepções estéticas elementos que tiveram o mérito de construir todo um arcabouço cultural que direcionaram comportamentos urbanos hoje completamente desaparecidos e que transformaram suas áreas de implantação em locais degradados tanto em sua forma física, moral e urbanística. Como consequência, os fragmentos ainda existentes podem até ser objeto de preservação, porém sem se constituir, verdadeiramente, em um patrimônio ambiental urbano. Como referência, cita-se o caso da Vila Maria Zélia.
The purpose of this paper is to show how worker villages in the city of São Paulo have become urban scars today, once the quick, aggressive evolution process the city has gone through eliminated the elements that once integrated the historical outlook of the city, such as memories from past times, records of different ways of thinking and also other aesthetical views – honorable elements that allowed building a whole cultural heritage that directed urban patterns now completely gone and that changed their former areas into degraded places, in physical, moral and urban aspects. Therefore, the fragments that still exist can still be preserved, but they can no longer be perceived as some type of genuine environmental heritage. In example, the Vila Maria Zélia case.
Este artículo pretende mostrar cómo los barrios obreros de Sao Paulo se convirtieron en cicatrices urbanas, una vez que el rápido y agresivo proceso de evolución de la ciudad hizo desaparecer los elementos que componían su paisaje histórico, como los recuerdos de otros tiempos, los registros de diferentes formas de pensar y otras percepciones estéticas. Estos elementos tuvieron el mérito de construir un marco cultural que orientó comportamientos urbanos que, actualmente, están completamente desaparecidos y que transformó sus áreas de implantación en lugares degradados, ya sea en su forma física, moral y urbanística. Como consecuencia, los fragmentos aún existentes pueden ser objeto de preservación, pero sin constituirse verdaderamente en un patrimonio ambiental urbano. El presente documento toma como caso de estudio el barrio obrero Maria Zélia.
Descargas
Citas
BLAY, E. (1985). Eu não tenho onde morar: vilas operárias na cidade de São Paulo. São Paulo: Nobel.
BONESSO VITORINO, B. (2008). Patrimônio ameaçado: os grupos residenciais construídos até 1930 no Brás, Mooca e Belém. São Paulo: Universidade de São Paulo, dissertação de Mestrado.
DURAND, G. (1976). “La cité et les divisions du royaume : vers une sociologie des profondeurs”. Eranos Jahrbuch, 45: 165-219.
HALBWACHS, M. (2006). A memória coletiva. São Paulo: Centauro.
ICOMOS. (1986). Carta de Washington. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Carta%20de%20Washington%201986.pdf
LAMPEDUSA, G. T. (2002). O leopardo. São Paulo: Nova Cultural.
LUSTOZA, R. E. (2011). “Patrimônio ambiental urbano: revendo conceitos”. Brasília, 9º seminário DOCOMOMO Brasil: interdisciplinaridade e experiências em documentação e preservação do patrimônio recente.
LYNCH, K. (1997). A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes.
MENESES, U. T. B. de. (1978). “Patrimônio ambiental urbano: do lugar comum ao lugar de todos”. CJ Arquitetura, 5: 18-20.
MORANGUEIRA, V. de S. (2006). Vila Maria Zélia: visões de uma vila operária em São Paulo 1917-1940. São Paulo: Universidade de São Paulo, dissertação de Mestrado.
RAGO, M. (1985). Do cabaré ao lar. A utopia da Cidade Disciplinar. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
RAGO, M. (2004). “A invenção do cotidiano na metrópole: sociabilidade e lazer em São Paulo, 1900-1950”. In: P. Porta (org.), História da cidade de São Paulo v. 3. A cidade na primeira metade do século XX, 1890-1954. São Paulo: Paz e Terra, pp. 387-435.
REIS FILHO, N. G. (1994). “Algumas experiências urbanísticas no início da República: 1820-1920”. Cadernos de Pesquisa do LAP, 8: 01-44.
ROSSI, A. (2001). A arquitetura da cidade. São Paulo: Martins Fontes.
SOARES, G. (2017). Vila Maria Zélia: uma ilha na pauliceia. São Paulo: Iconografia.
SOUZA, G. B. (2010). “De los desarrollos de la unidad de vecindad. El espacio comunitario en la ciudad policéntrica de Léon Krier”. Bitácora Urbano Territorial, 1 (10): 7-26. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/bitacora/article/view/18708
Licencia
Derechos de autor 2019 Bitácora Urbano Territorial

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
El contenido y las opiniones incluidas en los trabajos publicados por Bitácora Urbano\Territorialson de responsabilidad exclusiva de sus autores para todos los efectos, y no comprometen necesariamente el punto de vista de la Revista. Cualquier restricción legal que afecte los trabajos y su contenido (escrito y/o gráfico) es responsabilidad exclusiva de quienes los firman.Bitácora Urbano\Territorial se reserva el derecho de realizar modificaciones al contenido escrito y/o gráfico de los trabajos que se van a publicar, a fin de adaptarlos específicamente a requerimientos de edición.
Bitácora Urbano\Territorial está publicada bajo Licencia de Atribución de Bienes Comunes Creativos (CC) 4.0 de Creative Commons. El envío de colaboraciones a Bitácora Urbano\Territorial implica que los autores conocen y adhieren a las condiciones establecidas en esa licencia.


