autoría propia

Publicado

2021-07-16

Transformações socioespaciais pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP): a favela do Vidigal, Rio de Janeiro

Socio-spatial transformations by the Pacifying Police Unit (UPP): the Vidigal favela, Rio de Janeiro

Transformaciones socioespaciales por la Unidad de Policia Pacificadora (UPP): la favela Vidigal, Rio de Janeiro

Transformations sociospatiales par l’Unité de Police Pacificatrice (UPP) : la favela du Vidigal, Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.15446/bitacora.v31n3.86891

Palabras clave:

Favela, Operação militar, Política pública, Espaço (pt)
Favela, Opération militaire, Politique publique, Space (fr)
Favela, Operación militar, Política pública, Espacio (es)
favela, Military operation, Public policy, Space (en)

Autores/as

O artigo busca compreender como estratégias sociopolíticas, que não intervenham diretamente no espaço físico, implicam em uma reordenação do entorno construído junto com transformações de práticas sociais locais. Como caso de estudo são analisados os processos de transformação socioespacial desencadeados pela implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na favela do Vidigal, na cidade do Rio de Janeiro. O ponto de vista do morador local é adotado para analisar como estes processos reforçam (ou não) as dinâmicas de exclusão social e segmentação espacial às quais as favelas, historicamente, foram submetidas, e quais as consequências na atualidade. Metodologicamente, a pesquisa, qualitativa, compreende: 1) reconhecimento do Vidigal antes da implantação da UPP: espaço construído – edificações, vias e demais espaços livres –, e espaço vivido – práticas e valores cotidianos, relações entre moradores e entre esses e a UPP; 2) Compreensão do programa da UPP; e 3) reconhecimento dos processos de transformação socioespacial pós-UPP. Verifica-se que as transformações socioespaciais reforçam o panorama de exclusão social e segregação espacial da favela pela incorporação da favela às dinâmicas de mercado (do solo e de serviços) da cidade. Soma-se a isso, a constatação da decadência do programa nos anos subsequentes e o agravamento do panorama estudado.

The article seeks to understand how sociopolitical strategies, which do not directly intervene in the physical space, imply a reordering of the built environment along with transformations of local social practices. The socio-spatial transformation processes triggered by the Pacification Police Unit (UPP) implementation in the Vidigal favela, in Rio de Janeiro city, are analyzed as a case study. The resident’s point of view is adopted to understand how these processes reinforce (or not) dynamics of social exclusion and spatial segmentation to which the favelas have historically been subjected, identifying its consequences. Methodologically, this qualitative research comprises: 1) recognition of the Vidigal before the UPP implementation: built space - buildings, streets and open spaces -, and lived space - daily practices and values, and current social relationships; 2) Understanding the UPP program; and 3) recognition of post-UPP socio-spatial transformation processes. It can be seen that socio-spatial transformations reinforce the favela social exclusion and spatial segregation by its incorporation into the city’s market dynamics (soil and services). In addition, the program has faced a decay in the subsequent years, worsening of the verified panorama.

El artículo busca comprender cómo las estrategias sociopolíticas, que no intervienen directamente en el espacio físico, implican una reorganización del entorno construido junto con cambios en las prácticas sociales locales. Como estudio de caso, se analizan los procesos de transformación socioespacial provocados por la implantación de la Unidad de Policía Pacificadora (UPP) en la favela Vidigal, en la ciudad de Río de Janeiro. Se adopta el punto de vista del residente local para analizar cómo estos procesos refuerzan (o no) la dinámica de exclusión social y segmentación espacial a las cuales, históricamente, las favelas han estado sometidas, y cuáles son las consecuencias hoy en día. Metodológicamente, la investigación, cualitativa, comprende: 1) reconocimiento de Vidigal antes de la implementación de la UPP: espacio construido – edificios, carreteras y otros espacios libres – y espacio vivido – prácticas y valores diarios, relaciones entre residentes y entre ellos y la UPP; 2) Comprensión del programa de la UPP; y 3) reconocimiento de los procesos de transformación socioespacial post-UPP. Las transformaciones socioespaciales observadas refuerzan el panorama de la exclusión social y la segregación espacial de la favela al incorporar la favela en las dinámicas del mercado (del suelo y de servicios) de la ciudad. Sumado a esto, se verifica la decadencia del programa en los años siguientes y el empeoramiento del panorama estudiado.

L’article veut comprendre comment les stratégies sociopolitiques, qui n’interviennent pas directement dans l’espace physique, impliquent une réorganisation de l’environnement construit avec des changements de pratiques sociales locales. Comme cas d’étude, ils sont analysés les processus de transformation sociospatiale déclenchés par l’implantation de l’Unité de police pacificatrice (UPP) dans le favela du Vidigal, à Rio de Janeiro. Le point de vue des résidents est adopté pour analyser comment ces processus renforcent (ou pas) les dynamiques d’exclusion sociale et de segmentation spatiale auxquelles les favelas ont été historiquement soumis, et quelles en sont les conséquences contemporaines. Sur le plan méthodologique, la recherche qualitative comprend : 1) la reconnaissance du Vidigal avant l’implantation de l’UPP : espace construit - constructions, voies et des espaces libres -, et espace vécu - pratiques et valeurs quotidiennes, relations entre résidents et entre ceux-ci et l’UPP; 2) compréhension du programme de l’UPP, et 3) reconnaissance des processus de transformation socio-spatiale postérieurs à l’UPP. On constate que les transformations sociospatiales renforcent le paysage d’exclusion sociale et de ségrégation spatiale du Vidigal par l’incorporation de la favela aux dynamiques de marché (du sol et des services) de la ville. À cela s’ajoute le constat de la décadence du programme au cours des années suivantes et l’aggravation du panorama étudié.

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Glitz Mayrink, P., & H. Tardin-Coelho, R. (2021). Transformaciones socioespaciales por la Unidad de Policia Pacificadora (UPP): la favela Vidigal, Rio de Janeiro. Bitácora Urbano Territorial, 31(3), 233-243. https://doi.org/10.15446/bitacora.v31n3.86891