O que é um estúdio? Notas para uma classificação de - ambientes voltados à sonorização
What is a studio? Notes for a classification of environments focused on sound
¿Qué es un estudio? Apuntes para una clasificación de ambientes enfocada al sonido
DOI:
https://doi.org/10.15446/rcs.v48n2.118441Palabras clave:
Audiovisual, Estúdios, Fonografia, Música, Sonorização, Sound Studies (pt)Audiovisual, Phonography, Music, Sound, Studies, Studios (en)
Audiovisual, Estudios, Estudios De Sonido, Fonografía, Música, Sonido. (es)
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Este artigo reflete sobre o problema da representação cultural, de forma não exaustiva, ao propor uma classificação do que chamo de estúdios de sonorização, espaços fundamentais de objetivação do universo audiovisual. Partindo da confluência entre experiência etnográfica, literatura de diferentes campos acadêmicos e outros materiais documentais, inspirado pelos sound studies, busco entender em que medida esses “laboratórios” podem contribuir para uma compreensão de temáticas e processos variados: de ensaios voltados para apresentações ao vivo, ao trabalho criativo e composicional, passando ainda pelas situações de registro e procedimentos de ampliação da percepção. Ao sugerir um ordenamento baseado nas semelhanças e diferenças de locais concretos, estabeleço algumas definições, bem como critérios e variáveis a serem levados em conta na identificação dos significados sociais e da economia simbólica ao seu redor. Este exercício é orientado por pesquisa qualitativa, empírica e multisituada, empreendida em diferentes momentos, principalmente entre os anos de 2017 e 2018, junto às camadas médias frequentadoras de seis lugares: os estúdios K9, o homestudio do músico João Werneck, o espaço Sideral, o WeJam, o Luminatta e o Space Blues, situados nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pretende-se utilizar este material de campo em diálogo com um enquadramento teórico enriquecido pela contribuição antropológica e pautado por uma intenção classificatória, desdobrada em oito eixos analíticos, que se propõem a ter validade ampla, no sentido de contribuir para uma representação deste universo sui generis. Como resultado, ofereço uma interpretação de tais ambientes a partir de seu porte ou tamanho, da característica de cada propriedade, da tangibilidade de seus equipamentos, de sua função, da forma de contratação dos serviços, de seus níveis de portabilidade, dos mundos do trabalho aos quais se vinculam e de sua inserção mercadológica, o que, espero, oferecerá subsídios para que etnomusicólogos, sociomusicólogos, pesquisadores do som e do mercado de bens culturais possam chegar a novos entendimentos acerca desses cenários multifacetados.
This article aims to reflect upon the problem of cultural representation, in a non-exhaustive way, by proposing a classification of the so-called sound studios, meaningful spaces of the audiovisual universe. From the confluence between ethnographic experience, literature from different academic fields and other documentary materials, inspired by sound studies, I seek to understand the extent to which these “laboratories” can contribute to an understanding of varied themes and processes: from rehearsals aimed at live performances, to creative and compositional work, including recording situations and procedures for expanding perception. By suggesting an ordering based on the similarities and differences of specific locations, I establish some definitions, as well as criteria and variables to be considered in identifying the social meanings and the symbolic economy around them. The work is guided by qualitative, empirical and multi-situated research, undertaken at different times, mainly between 2017 and 2018, among the middle classes who frequent seven locations: K9 studios, musician João Werneck’s home studio, Sideral, WeJam, Luminatta, and Space Blues studios, located in Rio de Janeiro and São Paulo cities. The intention is to use this ethnographic material in dialogue with a theoretical framework enriched by anthropological contributions guided by a classificatory intention, unfolded in eight analytical axes, proposed to have broad validity in the sense of contributing to a representation of this sui generis universe. As a result, I offer an interpretation of these environments based on their size, the characteristics of each property, the tangibility of their equipment, their function, the way in which services are contracted, their levels of portability, the worlds of work to which they are linked and its market insertion, which, I hope, will provide subsidies so that ethnomusicologists, sociomusicologists, sound and cultural goods market researchers can reach new understandings about these multifaceted scenarios.
Este artículo pretende reflexionar sobre el problema de la representación cultural, de forma no exhaustiva, proponiendo una clasificación de lo que llamo estudios sonoros, espacios fundamentales para la objetivación del universo audiovisual. A partir de la confluencia entre experiencia etnográfica, literatura de diferentes campos académicos y otros materiales documentales, inspirado em los sound studies, busco comprender en qué medida estos “laboratorios” pueden contribuir a la comprensión de temas y procesos variados: desde ensayos dirigidos a presentaciones en vivo, hasta trabajos creativos y compositivos, pasando por situaciones y procedimientos de grabación y ampliación de la percepción. Al proponer un ordenamiento basado en las similitudes y diferencias de lugares específicos, establezco algunas definiciones, así como criterios y variables para tener en cuenta a la hora de identificar los significados sociales y la economía simbólica en torno a ellos. El trabajo está guiado por una investigación cualitativa, empírica y multisituada, realizada en diferentes momentos, principalmente entre 2017 y 2018, entre las clases medias que frecuentan seis lugares: los estudios K9, el homestudio del músico João Werneck, el Espaço Sideral, WeJam, Luminatta y Space Blues, ubicados en las ciudades de Río de Janeiro y São Paulo. Se pretende utilizar este material de campo en diálogo con un marco teórico enriquecido por aportes antropológicos guiados por una intención clasificatoria, desplegada en ocho ejes analíticos, que se proponen de amplia validez en el sentido de contribuir a una representación de este universo sui generis. Como resultado, ofrezco una interpretación de dichos entornos en función de su dimensión, las características de cada inmueble, la tangibilidad de sus equipamientos, su función, la forma de contratación de servicios, sus niveles de portabilidad, los mundos laborales a los que se vinculan y su inserción en el mercado, lo que, espero, aportará subsidios para que etnomusicólogos, sociomusicólogos, investigadores del sonido y del mercado de bienes culturales puedan alcanzar nuevos entendimientos sobre estos escenarios multifacéticos.
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