Obesidade, condição socioeconômica e hipertensão arterial no Extremo Oeste de Santa Catarina
Obesity, hypertension, and socioeconomic status in western Santa Catarina, Brazil
La obesidad, la clase económica y la hipertensión en el Extremo Oeste de Santa Catarina
Palabras clave:
Hipertensão, obesidade, classe social (pt)High blood pressure, obesity, social status (en)
Hipertensión, obesidad, clase social (es)
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Objetivo Avaliar a relação entre obesidade, condição socioeconômica e hipertensão arterial (HA) em voluntários de ambos os sexos residentes na região Extremo Oeste de Santa Catarina, Brasil.
Materiais e Métodos Participaram do estudo 955 voluntários, sendo 31 % do sexo masculino (idade: 51,0±1,80 anos; Peso: 78,4±13,6 kg) e 69 % do sexo feminino (idade: 50,0±12,5 anos; Peso: 69,8±13,3kg). Foram considerados hipertensos os indivíduos com pressão arterial sistólica ≥140 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica ≥90mmHg e, obesos, os que apresentaram IMC ≥ 30 kg/m2.
Resultados A prevalência de hipertensão na amostra analisada foi de 35,13 % entre os homens e de 29,4 % entre as mulheres. O percentual de homens com PA classificada como limítrofe também foi maior que o de mulheres (20,9 contra 16,7 %). Entre as mulheres com sobrepeso e obesidade, as hipertensas corresponderam a 25,7 % e 48,3%, respectivamente. Entre os homens esses percentuais foram bastante superiores ao sexo feminino (34,6 e 56,9 %, respectivamente). A distribuição de hipertensos em função condição socioeconômica apresentou maior variação entre as mulheres (zero, 27,46 e 37,33 %, respectivamente) do que entre os homens (30,4; 36,2 e 30,1 %, respectivamente).
Conclusão Os resultados do presente estudo trazem indícios consistentes da associação entre obesidade e HA. Embora este fato seja conhecido, o que deve ser levado em consideração é que a presença de HA entre as categorias de IMC normal, sobrepeso e obeso diferiram substancialmente entre os sexos.
Objective This research was aimed at evaluating the relationship between obesity, socioeconomic status and high blood pressure (HBP) in volunteers living in western Santa Catarina, Brazil.
Materials and Methods 955 volunteers were evaluated; 31 % were male (aged 51.0±12.8 years old a weighing 78.4±13.6 kg) and 69 % female (aged 50.0±12.5 years old and weighing 69.8±13.4kg). Individuals having ≥140 mmHg systolic blood pressures (SBP) and ≥ 90 mmHg diastolic blood pressures (DBP) were classified as being hypertensive and those having ≥ 30 kg/m2 body mass index (BMI) as being obese.
Results HBP prevalence in this study was 35.1 % among males and 29.4 % in women. The percentage of men classified as having borderline HBP was also higher than that for women (20.9 % cf 16.7 %); 25.7 % of HBP women and 34.6 % HBP males were overweight and 48.3 % HBP women and 56.9 % males were obese. HBP distribution regarding socioeconomic status (high, middle and low income) had greater variation amongst women (cero %, 27.5 % and 37.3 %, respectively) than men (30.4 %, 36.2 % and 30.1 %, respectively).
Conclusion This study provided consistent evidence of obesity being associate with HBP. Although this fact is widely known, what should be taken into consideration here is HBP regarding BMI category; normal, overweight and obese volunteers differed substantially between the genders.
Objetivo Evaluar la relación entre la obesidad, la situación socioeconómica y la hipertensión arterial (HTA) en voluntarios de ambos sexos que viven en el Extremo Oeste de Santa Catarina, Brasil.
Materiales y Métodos Participaron 955 voluntarios, de los cuales 31 % eran hombres (edad: 51,0 ± 12,8 años; Peso: 78,4±13,6 kg) y 69 % mujeres (edad: 50,0±12,5 años, peso: 69,8±13,4 kg). Se consideraron hipertensos los sujetos con presión arterial sistólica ≥ 140 mmHg y / o presión arterial diastólica ≥ 90 mmHg, y la obesidad pacientes, aquellos con IMC ≥ 30 kg/m2.
Resultados La prevalencia de la hipertensión en la muestra fue de 35,1 % en hombres y 29,4 % entre las mujeres. El porcentaje de hombres con presión arterial clasificada como límite también fue mayor que de las mujeres (20,9 frente a 16,7 %). Entre las mujeres con sobrepeso y obesidad, los sujetos hipertensos corresponden al 25,7 % y 48,3 %, respectivamente. Para los hombres, estos porcentajes fueron mayores que en las mujeres (34,6 y 56,9 %, respectivamente). La distribución de los pacientes hipertensos en función del nivel socioeconómico (alto, medio y bajo ingreso) mostró la mayor variación entre las mujeres (cero, 27.5 y 37.3 %, respectivamente) que entre los hombres (30,4, 36,2 y 30,14 %, respectivamente).
Conclusión Los resultados de este estudio aportan indicios consistentes de asociación entre la obesidad y la hipertensión. A pesar de que este hecho es conocido, lo que debe tenerse en cuenta es que la presencia de HTA entre categorías de IMC normal, sobrepeso y obesidad difieren sustancialmente entre los sexos.
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