Published

2016-05-01

Assistência de enfermagem perioperatória aos pacientes com câncer de bexiga

Keywords:

Cuidados Pré-Operatórios, Neoplasias de Bexiga Urinária, Procedimentos Cirúrgicos Operatórios (pt)
Cuidados Pré-Operatórios, Neoplasias de Bexiga Urinária, Procedimentos Cirúrgicos Operatórios (es)

Authors

  • Helena Megumi Sonobe Universidade de São Paulo
  • Rouziane Sabino Ravena Fundação Pio XII
  • Fabio Saia Moreno Fundação Pio XII
  • Luciana Scatralhe Buetto Universidade de São Paulo
  • Marissa Silva Oliveira Universidade de São Paulo https://orcid.org/0000-0003-3661-0532

Objetivo: O planejamento da assistência de enfermagem perioperatória para pacientes com câncer de bexiga requer conhecimento científico e incorporação tecnológica. Este
estudo objetivou caracterizar o perfil de pacientes com câncer de bexiga em uma unidade cirúrgica de um hospital especializado em oncologia do interior paulista e analisar os
cuidados de enfermagem realizados para esta clientela.
Metodologia: Estudo exploratório retrospectivo, cujos dados foram coletados em 80 prontuários de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico urológico no período de janeiro a setembro de 2008. 
Resultados: Houve predomínio do sexo masculino, na faixa etária de 60 a 80 anos, com formação fundamental incompleta, de raça branca, estadiamento I e procedimento cirúrgico de Ressecção Transuretral. A assistência de enfermagem
perioperatória abarca intervenções educativas de autocuidado, cuidados procedimentais como soroterapia, preparo colônico, administração de medicamentos, posicionamento do paciente, monitorização de sinais vitais, cuidados com sonda e drenos,
controle hídrico, passagem de plantão e encaminhamento de prontuário e exames. No caso específico de pacientes com urostomia, é importante a avaliação clínica e das condições
do estoma; ensinar as ações específicas do autocuidado; planejar a alta hospitalar, fornecer equipamentos e encaminhar aos recursos da comunidade.
Conclusão: Para prestar assistência perioperatória para essa
clientela é necessário um planejamento fundamentado em conhecimentos científicos, educação permanente da equipe de enfermagem e supervisão do trabalho pelo enfermeiro.

Objetivo: O planejamento da
assistência de enfermagem perioperatória
para pacientes com câncer de
bexiga requer conhecimento científico
e incorporação tecnológica. Este
estudo objetivou caracterizar o perfil
de pacientes com câncer de bexiga
em uma unidade cirúrgica de um
hospital especializado em oncologia
do interior paulista e analisar os
cuidados de enfermagem realizados
para esta clientela.
Metodologia: Estudo exploratório
retrospectivo, cujos dados foram
coletados em 80 prontuários de
pacientes submetidos ao tratamento
cirúrgico urológico no período de
janeiro a setembro de 2008.
Resultados: Houve predomínio
do sexo masculino, na faixa etária de
60 a 80 anos, com formação fundamental
incompleta, de raça branca,
estadiamento I e procedimento
cirúrgico de Ressecção Transuretral.
A assistência de enfermagem
perioperatória abarca intervenções
educativas de autocuidado, cuidados
procedimentais como soroterapia,
preparo colônico, administração
de medicamentos, posicionamento
do paciente, monitorização de sinais
vitais, cuidados com sonda e drenos,
controle hídrico, passagem de plantão
e encaminhamento de prontuário
e exames. No caso específico de
pacientes com urostomia, é importante
a avaliação clínica e das condições
do estoma; ensinar as ações
específicas do autocuidado; planejar
a alta hospitalar, fornecer equipamentos
e encaminhar aos recursos
da comunidade.
Conclusão: Para prestar assistência
perioperatória para essa
clientela é necessário um planejamento
fundamentado em conhecimentos
científicos, educação
permanente da equipe de enfermagem
e supervisão do trabalho pelo
enfermeiro.

References

(1) República Federativa do Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (inca). Estimativa

: incidência de câncer no Brasil [informe na Internet]. Rio de Janeiro: Coordenação de Prevenção e Vigilância. Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica; 2015 [acesso: 2016 nov 21]. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/

estimativa-2016-v11.pdf

(2) Skare ng. Câncer de bexiga. Em: Sociedade Brasileira de Oncologia. 2º Manual de condutas. Oncologia Clínica. 2ª ed.Gramado (rs): Editora O Lutador; 2011.

(3) Stenzl a, Witjes ja, Compérat e, Cowan nc, DeSantis m, Kuczyk m et al. Diretrizes para o câncer de bexiga músculo invasivo e

metastático [cartilha na Internet].São Paulo: Sociedade Brasileira de Urologia e Sociedade Brasileira de Patologia; 2012 [acesso:

nov 21]. Disponível em: http://uroweb.org/wp-content/uploads/Muscle-invasive-and-metastatic-Bladder-Cancer-2012-pocket1.pdf

(4) Tiraboschi rb, Dias-Neto ja, Martins ac, Cologna aj, Suaid, hj, Tucci.Jr s. Fatores de risco em carcinomas de células transicionais

da bexiga. Acta Cir Bras 2002; 17(Supl 3):20-23.

(5) Moon a, Vasdev n, Thorpe ac. Continent Urinary Diversion. Indian J Urol [serial on the Internet]. 2013 [access: 2016 Nov 21];29(4):303-309. Available from: doi:10.4103/0970-1591.120111

(6) Martins paf, Alvim nat. Saberes e práticas de clientes estomizados sobre a manutenção da estomia de eliminação intestinal e urinária e sua pertinência no cuidado. Perspect Online Biol Saúde [periódico na Internet]. 2012 [acesso: 2016 nov 21];2(6):54-69. Disponível em: http://www.seer.perspectivasonline.com.br/index.php/biologicas_e_saude/article/view/210/127

(7) Kim sp, Shah nd, Weight cj, Thompson rh, Wang jk, Karnes rj et al. Population-based trends in urinary diversion among patients undergoing radical cystectomy for bladder cancer. bju Int

[serial on the Internet]. 2013 [access: 2016 Nov 21];112(4):478-484. Available from: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/

j.1464-410X.2012.11508.x/epdf

(8) Roveron g, DeToma g, Barbierato m. Italian Society of Surgery and Association of Stoma Care Nurses Joint Position Statement

on Preoperative Stoma Siting. J Wound Ostomy Continence Nurs [serial on the Internet]. 2016 [access: 2016 Nov 21];43(2):165-

Available from: http://journals.lww.com/jwocnonline/Abstract/2016/03000/

Italian_Society_of_Surgery_and_Association_of.10.aspx

(9) Silva vl, Cesse ea, Albuquerque mf. Determinantes sociais da mortalidade do idoso: uma revisão sistemática da literatura.

Rev Bras Epidemiol [periódico na Internet]. 2014 [acesso: 2016 nov 21];17(Supl 2):178-193. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v17s2/pt_1415-790Xrbepid-

-s2-00178.pdf

(10) Jemal a, Miller k, Torre l. Promoção da saúde: Uma abordagem populacional e sistêmica. In: O Atlas do Câncer.

Jemal a, Vineis p, Bray f, Torre l, Forman d (Eds.). The Cancer Atlas. 2nd ed. Atlanta, ga (eua): American Cancer Society; 2014 [access: 2016 Nov 21]. pp. 68-69. Available from: http://canceratlas.cancer.org/assets/uploads/2015/04/The-Cancer-Atlas-Second-Edition-in-Portuguese.pdf

(11) Kassouf w, Aprikian a, Black p, Kulkarni g, Izawa j, Eapen l et al. Recommendations for the improvement of bladder cancer quality of care in Canada: A consensus document reviewed and endorsed by Bladder Cancer Canada (bcc), Canadian Urologic Oncology Group (cuog), and Canadian Urological Association (cua), December 2015. Can Urol Assoc J [serial on the Internet]. 2016 [access: 2016 Nov 21];10(1-2):E46-80. Available from: doi: 10.5489/cuaj.3583

(12) Lukacz es, Sampselle c, Gray m, Macdiarmid s, Rosenberg m, Ellsworth p et al. A healthy bladder: a consensus statement. Int J Clin Pract [serial on the Internet]. 2011 [access: 2016 Nov 21];65(10):1026-1036. Available from: https://www.ncbi.

nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3206217/pdf/ijcp0065-1026.pdf

(13) República Federativa do Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 400 de 16 de novembro de 2009. Diretrizes Nacionais para a Atenção à Saúde das Pessoas Estomizadas no Sistema Único de Saúde (sus) [regra na Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2009 [acesso: 2016 Nov 21]. Disponível em: http://www.ans.gov.br/images/stories/noticias/pdf/p_sas_400_2009_ostomizados.pdf

(14) Souza ec, Figueiredo gl, Lenza nf, Sonobe hm. As consequências da estomia intestinal para estomizados e seus familiares. Rev Enferm ufpe On Line [periódico na Internet]. 2010 [acesso: 2016 Nov 21];4(Esp):1081-1086. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/942/pdf_102

(15) Lenza nf, Sonobe hm, Zago mm, Buetto ls. Características socioculturais e clínicas de estomizados intestinais e de familiares

em um Programa de Ostomizados. Rev Eletr Enf [periódico na Internet]. 2013 [acesso: 2016 nov 21];15(3):755-762. Disponível

em: https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v15/n3/pdf/v15n3a18.pdf

(16) Miranda sm, Luz mh, Sonobe hm, Andrade em, Moura ec. Caracterização sociodemográfica e clínica de pessoas com

estomia em Teresina. estima [periódico na Internet], 2016 [acesso: 2016 nov 21];14(1):29-35. Disponível em: http://www.revistaestima.com.br/index.php/estima/article/download/117/pdf

(17) Menezes lc, Guedes mv, Oliveira rm, Oliveira sk, Meneses ls, Castro me. Prática de autocuidado de estomizados: contribuições

da Teoria de Orem. Rev Rene [periódico na Internet]. 2013 [acesso: 2016 nov 21];14(2):301-310. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/3240/324027986008.pdf

(18) República Federativa do Brasil. Conselho Federal de Enfermagem (cofen). Câmara Técnica de Legislação e Normas (ctln) [regra na Internet]. Portaria n. 514/2016 Guia de Recomendações para os registros de enfermagem no prontuário do paciente, com a finalidade de nortear os profissionais de Enfermagem de 05 de maio de 2016. [acesso: 2016 nov 21]. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05142016_41295.html

(19) Matheus we. Câncer de Bexiga. In: Zerati-Filho m, Nardozza-Júnior a, Reis rb (Eds.). Urologia Fundamental. São Paulo: Planmark, 2010. pp. 157-162.

(20) Jardim dp, Bianchi erf, Costa als, Vattimo mff. Assistência de enfermagem no período transoperatório. Em: Carvalho r, Ferraz eb (Orgs.). Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. Barueri-

SP: Manole; 2016. pp. 146-159.

(21) Silveira ct, Silveira rt, Guido la, Oliveira rc. Posicionamento do paciente para o procedimento anestésico-cirúrgico. Em:

Carvalho r, Ferraz eb (Orgs.). Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. Barueri-sp: Manole; 2016. pp. 160-187.

(22) Rossi la, Dessote cam, Pompeo da, Galdeano le, Peniche acg. Assistência de enfermagem na recuperação pós-anestésica. Em: Carvalho r, Ferraz eb (Orgs.). Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. Barueri-sp: Manole; 2016. pp. 247-280.

(23) Carvalho r, Paula mf, Moraes mw. Assistência humanizada e tecnologia no Bloco Cirúrgico. Em: Carvalho r, Ferraz eb (Orgs.).

Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. Barueri-sp: Manole; 2016. pp. 281-295.

(24) Lopes m, Nascimento lc, Zago mm. Paradox of life among survivors of bladder cancer and treatments. Rev Esc Enferm usp

[serial on the Internet]. 2016 [access: 2016 Nov 21];50(2):222-229. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v50n2/0080-6234-reeusp-50-02-0224.pdf

(25) Pazar b, Yava a, Başal s. Health-related quality of life in persons living with a urostomy. J Wound Ostomy Continence Nurs [serial on the Internet]. 2015 [access: 2016 Nov 21];42(3):264-270. Available from: http://sci-hub.cc/10.1097/won.0000000000000110