Published

2016-05-01

Oficinas de estimulação cognitiva para idosos com baixa escolaridade: estudo intervenção

Keywords:

Saúde do Idoso, Memória, Escolaridade, Enfermagem, Terapia Cognitiva (pt)

Authors

  • Rosimere Ferreira Santana Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgico, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC), Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4593-3715
  • Hanna Araujo Lobato Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC), Universidade Federal Fluminense (UFF). Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • George Luiz Alves dos Santos Hospital Placi Cuidados Extensivos. https://orcid.org/0000-0001-9614-2182
  • Shardelle Araújo Alexandrino Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC), Universidade Federal Fluminense (UFF). Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Tâmara Dias de Alencar Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC), Universidade Federal Fluminense (UFF). Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • Thaisa Araújo de Souza Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC), Universidade Federal Fluminense (UFF). Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Objetivo: Analisar o desenvolvimento de oficinas de estimulação
cognitiva específicas para idosos com baixa escolaridade e associá-lo ao desempenho da capacidade funcional.
Metodologia: Estudo de intervenção antes e depois, de abordagem quantitativa. Como instrumentos de coleta de dados, utilizaram-se testes de rastreio cognitivo. Foram incluídos 12 idosos de baixa escolaridade, com queixas
subjetivas de memória. Os participantes foram de grupos para
terceira idade. A análise foi descritiva e inferencial.
Resultados: A maior parte da amostra foi composta por mulheres (83,3%), indivíduos que residiam sozinhos (41,7%), longevos, com média de idade de 77,4 ± 6,7, e com 5,5 ± 2,2 anos de escolaridade. As áreas cognitivas mais treinadas nas oficinas foram atenção, memória de curto prazo e concentração. A memória de curto prazo e a linguagem foram testadas pelo Mini Exame do Estado Mental (p = 0,50) e pelo teste de evocação de palavras (p = 0,99), respectivamente,
e não apresentaram significância estatística, mas tiveram
variações absoluta e relativa negativas. Houve manutenção da capacidade para as atividades instrumentais de vida diária, com Lawton (p = 0,99). Obteve-se aumento na variação da Escala de Depressão Geriátrica (p = 0,018), porém sem significância clínica. Quanto à avaliação das oficinas pelos idosos, a interação e a participação foram consideradas satisfatórias (100%). 92% dos participantes sentiram-se seguros na realização das atividades propostas. A expressão de melhora na memória foi percebida por 92% com altos níveis (4 e 5), porém 41,7% dos idosos relataram insatisfação com
os materiais usados nas oficinas.

Conclusão: As avaliações indicaram estabilização do quadro,

portanto, as intervenções demonstraram-se eficazes na manutenção da cognição, bem como uma estratégia para a socialização. 

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