Publicado

2018-07-01

Para uma teoria da burrice

Toward a Theory of Stupidity

Hacia una teoría de la estupidez

Palabras clave:

estudos literários, anti-intelectualismo, crítica, teoria, discurso. (pt)
literary studies, anti-intellectualism, criticism, theory, discourse. (en)
estudios literarios, antintelectualismo, crítica, teoría, discurso. (es)

Autores/as

  • Matheus de Brito Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Este artigo pensa as condições da burrice como um estado de coisas e um processo, os quais estão associados, como tratamos na primeira parte do texto, a um quadro institucional que não consegue ou prefere não dar uma resposta teórica adequada ao que poderíamos chamar, frouxamente, de “epistemologia naturalizada”, no sentido de “natural ao capitalismo tardio”, e que será o tema da segunda parte. Na terceira, pensaremos como essa burrice sistematicamente produzida, por sua vez, está intrinsecamente associada à própria concepção dos objetos de estudo e de crítica literária

The first part of the article discusses stupidity as a state of things and processes associated with an institutional framework that fails to or prefers not to provide an adequate theoretical response to what we could loosely call “naturalized epistemology”, in the sense of  “natural to late capitalism”, which is dealt with in the second section. In the third part, we reflect on the way this systematically produced stupidity is, at the same time, intrinsically related to the very conception of the objects of study and of literary criticism.

El artículo se ocupa de las condiciones de la estupidez como un estado de cosas y procesos que están asociados, como tratamos en el primer apartado del texto, a un marco institucional que no logra o prefiere no dar una respuesta teórica adecuada a lo que podríamos llamar, laxamente, “epistemología naturalizada”, en el sentido de “natural al capitalismo tardío”, de la que se ocupa la segunda parte. En la tercera, pensaremos cómo esta estupidez sistemáticamente producida, a su vez, está intrínsecamente asociada a la propia concepción de los objetos de estudio y de crítica literaria.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

Adorno, Theodor. Negative Dialetik. Frankfurt am Main, Suhrkamp Verlag, 1966.

Aguiar e Silva, Vítor Manuel de. As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura e a Política da Língua Portuguesa. Coimbra, Almedina, 2010.

---. Camões: Labirintos e Fascínios. 2.a ed. Lisboa, Cotovia, 1999.

---. Teoria da Literatura. 8.a ed. Coimbra, Almedina, 2011.

De Man, Paul. The Resistance to Theory. Minneapolis, University of Minnesota Press, 1986.

Gumbrecht, Hans Ulrich. “Response: An End to Literary Theory”. Journal of Literary Theory, vol. 1, n. 1, pp. 212-216, 2007. Web. 11 de dezembro de 2017.

Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espírito. 6.a ed. Traduzido por Paulo Meneses, Petrópolis, RJ, Vozes, 2011.

Kittler, Friedrich, org. Austreibung des Geistes aus den Geisteswissenschaften: Programme des Poststrukturalismus. Munique, Ferdinand Schöningh, 1980.

Luhmann, Niklas. Social Systems. Stanford, Stanford University Press, 1995.

Rüegg, Walter, compilador. History of the University in Europe. Vol. iv: Universities since 1945. Cambridge, Cambridge University Press, 2011.

Schmidt, Siegfried. “Interpretation: Sacred cow or necessity?”. Poetics, n. 12, 1983, pp. 239-258.