Publicado

2016-01-01

Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal

Events related to hemodialysis and perceptions of nuisance with renal disease

Eventos asociados a hemodiálisis y percepciones de incomodidad con la enfermedad renal

DOI:

https://doi.org/10.15446/av.enferm.v34n1.41177

Palabras clave:

Idoso, Insuficiência Renal Crônica, Diálise Renal, Enfermagem (pt)
Aged, Chronic Renal Insufficiency, Renal Dialysis, Nursing (en)
Anciano, Insuficiencia Renal Crónica, Diálisis Renal, Enfermería. (es)

Autores/as

Objetivo: caracterizar um grupo de idosos que hemodialisam em uma Unidade Nefrológica, identificar eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com os efeitos da doença renal.

Método: estudo transversal, descritivo e analítico de abordagem quantitativa, com 35 idosos que hemodialisam em Unidade Nefrológica do noroeste do Rio Grande do Sul/Brasil e atenderam aos critérios de inclusão. Os dados foram coletados por meio de formulário de dados sociodemográficos e de eventos e do Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM). A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva e teste de correlação de Spearman´s. Os preceitos éticos foram respeitados, projeto aprovado por Comitê de Ética, CAAE n0 02780243000-09.

Resultados: 65,7% são homens e têm até 70 anos, 60% são casados, todos possuem filhos e 74,3% não concluíram o ensino fundamental. As complicações referidas pelos idosos foram fraqueza e cãibras, porém os idosos com mais de 80 anos apresentaram maiores percentuais nesses eventos. A doença renal interfere na limitação alimentar, na capacidade de trabalhar em casa e na aparência pessoal dos idosos (p<0,05).

Conclusão: a identificação dos eventos que podem ocorrer e das interferências da doença renal na vida dos idosos permite à equipe que cuida, especialmente à enfermagem, direcionarem ações com o intuito de esclarecer dúvidas, de melhorar a autoimagem e autoestima, de ajudar no enfrentamento da doença renal e do tratamento hemodialítico, a fim de proporcionar bem estar e melhorar a qualidade de vida dos idosos em hemodiálise. 

Objectives: to characterize an aged group that does hemodialysis in a Nephrologic Unit, to identify events related to hemodialysis and perceptions of nuisance with renal disease effects. 

Method: It’s transversal, descriptive and analytical study with quantitative approach, participated 35 aged that does hemodialysis in a Nephrologic Unit of northwestern of Rio Grande do Sul/Brasil that satisfied the inclusion criteria. The data were collected through the form of socio demographics data and of events and by means of Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM). The data analysis was developed by descriptive statistic and Spearman’s Correlation Test. The ethical principles were respected. Project approved By Ethics Committee.

Results: Men were 65,7% and they were until 70 years old, 60% married, all them have sons and, 74,3% did not finished primary school. The complications related by aged were weakness and cramps, but aged over 80 years old had higher percentages for these events. The renal disease interferes in food limitation, ability to work at home and the personal appearance of the aged (p<0,05).

Conclusion: the identification of events which can occur and the interferences of renal disease in aged life allows the care team, especially the nursing, to direct actions with aim to clarify doubts, improve self-image and self-esteem, to help in coping of renal disease and the treatment with hemodialysis, in order to provide well-being and improve the quality of life of aged in hemodialysis.

Objetivos: caracterizar un grupo de ancianos que hacen hemodiálisis en una Unidad Nefrológica, identificar los eventos asociados con la hemodiálisis y las percepciones de incómodo con los efectos de la enfermedad renal.

Método: estudio transversal, descriptivo y analítico de enfoque cuantitativo, con 35 ancianos que hacen hemodiálisis en una Unidad Nefrológica del noroeste del Rio Grande do Sul/Brasil que atendieron los criterios de inclusión. Se recogieron los dados través de formulario de dados sociodemográficos y de eventos y del “Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM)”. Los dados fueron analizados mediante estadística descriptivas y test de correlación de Spearman’s. Los principios éticos fueron respetados, proyecto aprobado por Comité de Ética.

Resultados: 65,7% son hombres y tienen hasta 70 años, 60% casados, todos tienen hijos y 74,3% no concluirán la educación básica. Las complicaciones mencionadas por ellos fueron debilidad y calambres, pero los ancianos con más de 80 años presentaron mayores porcentajes de estos eventos. La enfermedad renal interfiere en la limitación alimentar, capacidad de trabajar en casa y en la comparecencia personal de los ancianos (p<0,05).      

Conclusión: la identificación de eventos que pueden ocurrir y de las interferencias de la enfermedad renal en la vida dos ancianos permite al equipo de atención, principalmente la enfermería, direccionar acciones con objetivo de aclarar dudas, mejorar la autoimagen y la autoestima, ayudar en el enfrentamiento de la enfermedad renal y del tratamiento con hemodiálisis, con el fin de proporcionar bienestar y mejorar la calidad de vida de los ancianos en hemodiálisis. 

Doi: https://doi.org/10.15446/av.enferm.v34n1.41177

Artículo de Investigación

Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal

Eventos asociados a hemodiálisis y percepciones de incomodidad con la enfermedad renal

Events related to hemodialysis and perceptions of nuisance with renal disease

Jarbas Everling1, Joseila Sonego Gomes2, Eliane Raquel Rieth Benetti3, Rosane Maria Kirchner4, Dulce Aparecida Barbosa5, Eniva Miladi Fernandes Stumm6

1 Enfermeiro, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: jarbas.everling@unijui.edu.br
2 Mestre em Enfermagem. Docente, Departamento do Curso de Enfermagem. Rio Grande do Sul, Brasil.
3 Mestre em Enfermagem. Doutoranda em Enfermagem. Rio Grande do Sul, Brasil.
4 Doutora em Engenharia Elétrica. Professora, Centro de Educação Superior Norte, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Rio Grande do Sul, Brasil.
5 Doutora em Medicina. Pós-Doutora em Nefrologia. Professora Adjunta, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, Brasil.
6 Doutora em Ciências. Docente, Departamento do Curso de Enfermagem e Mestrado em Atenção Integral à Saúde. Rio Grande do Sul, Brasil.

Recibido: 12/12/2013 Aprobado: 14/03/2016


Resumo

Objetivo: Caracterizar idosos que hemodialisam em uma Unidade Nefrológica para identificar eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com os efeitos da doença renal.

Metodologia: Estudo transversal, descritivo e analítico de abordagem quantitativa, com 35 idosos que hemodialisam em Unidade Nefrológica do noroeste do Rio Grande do Sul/Brasil e atenderam aos critérios de inclusão. Os dados foram coletados por meio de formulário de dados sociodemográficos e de eventos e do Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM). A análise dos dados foi realizada por meio da estatística descritiva e teste de correlação de Spearman. Os preceitos éticos foram respeitados e o projeto aprovado por Comitê de Ética, CAAE nº 02780243000-09.

Resultados: 65,7% são homens e têm até 70 anos, 60% são casados, todos possuem filhos e 74,3% não concluíram o ensino fundamental. As complicações referidas pelos idosos foram fraqueza e cãibras, porém os idosos com mais de 80 anos apresentaram maiores percentuais. A doença renal interfere na alimentação, na capacidade de trabalhar em casa e na aparência pessoal dos idosos (p < 0,05).

Conclusão: A identificação das complicações que podem ocorrer e das interferências da doença renal na vida dos idosos permite à equipe que cuida —especialmente à enfermagem— direcionarem ações com o intuito de esclarecer dúvidas, de melhorar a autoimagem e autoestima, de ajudar no enfrentamento da doença renal e do tratamento hemodialítico, a fim de proporcionar bem-estar e melhorar a qualidade de vida dos idosos em hemodiálise.

Descritores: Idoso; Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Enfermagem (fonte: DeCS BIREME).


Resumen

Objetivo: Caracterizar a los adultos mayores con hemodiálisis en una Unidad Renal para identificar los eventos asociados con la hemodiálisis y las percepciones de incomodidad con los efectos de la enfermedad renal.

Metodología: Estudio transversal, descriptivo y analítico, de enfoque cuantitativo, con 35 adultos mayores con hemodiálisis en una Unidad Renal del noroeste del Rio Grande do Sul/Brasil, que atendieron los criterios de inclusión. Se recogieron los datos a través de un formulario de datos sociodemográficos, de eventos y del Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM). Los datos fueron analizados mediante estadísticas descriptivas y el test de correlación de Spearman. Los principios éticos fueron respetados y el proyecto fue aprobado por el Comité de Ética, caae nº 02780243000-09.

Resultados: 65,7% eran hombres y tenían hasta 70 años; 60% eran casados, todos tenían hijos y 74,3% no finalizaron la educación básica. Las complicaciones mencionadas por ellos fueron debilidad y calambres, pero los adultos mayores con más de 80 años presentaron mayores porcentajes de estos eventos. La enfermedad renal interfirió en la limitación alimentaria, en la capacidad de trabajar en la casa y en la comparecencia personal de los adultos mayores (p < 0,05).

Conclusión: La identificación de eventos que pueden ocurrir y de las interferencias de la enfermedad renal en la vida de los adultos mayores permite al equipo de atención —principalmente a la enfermería— direccionar acciones con el objetivo de aclarar dudas, mejorar la autoimagen y la autoestima, así como de ayudar en el enfrentamiento de la enfermedad renal y del tratamiento con hemodiálisis, con el fin de proporcionar bienestar y mejorar la calidad de vida de los adultos mayores en hemodiálisis.

Descriptores: Adulto Mayor; Insuficiencia Renal Crónica; Diálisis Renal; Enfermería (fuente: DeCS BIREME).


Abstract

Objective: To characterize an aged does hemodialysis in a Nephrology Unit in order to identify events related to hemodialysis and perceptions of nuisance with renal disease effects.

Methodology: Transversal, descriptive and analytical study with quantitative approach; 35 aged with hemodialysis in a Nephrology Unit of northwestern of Rio Grande do Sul/Brasil participated, who satisfied the inclusion criteria. The data were collected by means of socio-demographics data form and of events, and of Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM). The data analysis was developed by descriptive statistic and Spearman's Correlation Test. Ethical principles were respected and the project was approved by Ethics Committee.

Results: Men were 65,7% and they were until 70 years old; 60% were married, all of them had sons, and 74,3% did not finished primary school. The complications related by aged were weakness and cramps, but aged over 80 years old had higher percentages for these events. The renal disease interferes in food limitation, ability to work at home and the personal appearance of the aged (p < 0.,05).

Conclusion: The identification of events which can occur and the interferences of renal disease in aged life allows the care team —especially nursing— to direct actions with aim to clarify doubts, improve self-image and self-esteem, to help in coping of renal disease and the treatment with hemodialysis, in order to provide well-being and improve the quality of life of aged in hemodialysis.

Descriptors: Aged; Renal Insufficiency, Chronic; Renal Dialysis; Nursing (source: DeCS BIREME).


Introdução

O aumento da população idosa observado mundialmente evidencia desafios para a sociedade E, principalmente, para os profissionais de saúde. Com o aumento da idade o indivíduo sofre um declínio na fisiologia corpórea que lhe expõe às várias doenças. Dentre estas, surge a Insuficiência Renal Crônica (IRC) ou Doença Renal Crônica Terminal (DRCT), que se configura como uma doença de instalação gradual, na qual o paciente depende de uma terapêutica contínua (1), como por exemplo a hemodiálise.

O individuo com DRCT enfrenta mudanças na vida, as quais impõe limitações no cotidiano e alterações, físicas e emocionais, que implicam nas condições para o trabalho (2). Nesse contexto, o impacto que a doença provoca na vida do idoso está diretamente relacionado à forma como este enfrenta a doença e o tratamento (3). O idoso em tratamento hemodialítico apresenta características clínicas peculiares, como maior incidência de comorbidades, necessidade frequente de hospitalização e consumo elevado de medicamentos (4).

A DRCT progride de forma lenta, progressiva e irreversível, acompanhada por um conjunto de doenças subjacentes (5). Já a Insuficiência Renal Aguda (ira) ocorre subitamente, com queda no ritmo de filtração glomerular e decréscimo da função renal (6). Assim, no que tange ao idoso com DRCT em hemodiálise, há comprometimento da qualidade de vida e ocorrem frequentemente complicações e intercorrências durante as sessões de hemodiálise E, em qualquer programa de controle da qualidade do tratamento deve estar inserida a avaliação dessas, bem como o paciente deve ser orientado sobre as prováveis complicações e como acontecem (7).

Assim, prevenir e diminuir as complicações e as interferências da terapia de substituição da função renal tem sido preocupações constantes dos profissionais de saúde. Acredita-se que uma investigação dos eventos e das interferências da DRCT e seu tratamento se faz necessária para subsidiar o direcionamento no planejamento da assistência de enfermagem, para que possa vir a proporcionar a esse grupo um melhor enfrentamento da situação. Isto porque, a maneira como o idoso enfrenta a doença e o tratamento é importante e repercute na eficácia (8).

Diante do exposto, a atuação da equipe de saúde, especialmente da Enfermagem, requer uma visão ampliada, que envolva os aspectos físicos, emocionais, sociais e ambientais, com vistas a apreender as reais necessidades de cuidado desses indivíduos. Com base nessas considerações, objetiva-se caracterizar idosos que hemodialisam em uma Unidade Nefrológica, identificar eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com os efeitos da doença renal.

Metodologia

Estudo transversal, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, com 35 idosos do noroeste do Rio Grande do Sul/Brasil que atenderam aos critérios de inclusão, quais sejam: ser paciente renal crônico em tratamento hemodialítico na Unidade Nefrológica, ter interesse em participar do estudo, após ser esclarecido acerca dos objetivos do mesmo e não apresentar déficit cognitivo. Como critérios de exclusão foram definidos: pacientes incapacitados de compreender ou responder as questões da pesquisa e discordar em participar do estudo.

A coleta de dados ocorreu de maio a julho de 2010, por meio de formulário de dados sócio demográficos, formulário de complicações associadas à DRCT e do Kidney Disease and Quality of Live-Short Form (KDQOL-SFTM) (9). Salienta-se que deste instrumento foram analisadas as respostas da questão de número 15, a qual aborda o quanto o idoso ficou incomodado com a doença renal em sua vida. Após a coleta os dados foram organizados em um banco de dados no Microsoft Excel® e posteriormente analisados com auxilio do Software Estatístico SPSS, versão 17.0, por meio da estatística descritiva e do teste de correlação de Spearman com apresentação em tabelas simples e cruzada.

Este estudo integra o projeto Análise dos hábitos de vida e de saúde de pacientes renais crônicos em hemodiálise e atendeu à Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), a qual normatiza pesquisas realizadas com seres humanos (10), com aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria/RS, sob o Parecer Consubstanciado nº 02780243000-09.

Resultados e Discussão

Na Tabela 1 são explicitadas as características sociodemográficas dos 35 idosos que participaram da pesquisa, na qual se verifica que 65,7% são homens, com idade entre 60 a 70 anos incompletos, casados e que todos possuem filhos. Constata-se que a maioria deles possui baixa escolaridade (Ensino Fundamental Incompleto) e mais da metade reside com companheiro(a) e 17,1 % sozinho.

Observou-se que a metade dos idosos pesquisados reside na área urbana do município, porém mais de 30% deles se deslocam de sua cidade de origem para realizar hemodiálise.

Os resultados explicitados na Tabela 1 vêm ao encontro de outros estudos realizados. Em estudo que avaliou indicadores antropométricos do estado nutricional e correlacionou tempo de realização do procedimento dialítico e estado nutricional de 137 pacientes cadastrados junto ao programa de hemodiálise da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Marília/São Paulo, foi identificado que 55% deles eram homens, com média de idade de 54,9 anos (11).

Quanto ao sexo, resultados semelhantes foram encontrados em estudo que descreveu o perfil demográfico e epidemiológico dos pacientes incidentes em hemodiálise que utilizaram eritropoetina nos anos de 2002 e 2003, no Brasil, no qual verificou-se que 57% eram do sexo masculino (12) E, em pesquisa realizada com 1 307 pacientes em hemodiálise no sul do Brasil, na qual, também, 57% eram homens (13).

Diante do predomínio de homens nas unidades de diálise destaca-se a importância de inserir a saúde do homem na pauta de discussões sobre as políticas públicas, visto que esses pacientes tornam-se dependentes de uma máquina justamente na fase produtiva da vida (14). Além disso, a cultura brasileira não considera importante a presença do homem nos espaços dos serviços de saúde E, em atividades que possam contribuir para a promoção da saúde (14).

Em pesquisa que avaliou a qualidade de vida de 72 portadores de doença renal crônica, em hemodiálise, por meio do instrumento KDQOL-SF, observou-se que 58,3% tinham companheiro fixo, 8% moravam sozinhos e 19,4% dos pesquisados não tinham filhos (1). Estes achados demonstram a potencial fragilidade do idoso dialisado, o qual depende de outras pessoas, que não o próprio companheiro, para atender suas demandas. Nesse contexto, salienta-se que o enfermeiro, como educador em saúde, pode desenvolver atividades, tanto com pacientes quanto com familiares, a fim de proporcionar maior conhecimento relacionado à doença, ao tratamento e controle emocional (15).

Quanto ao tempo em que os idosos estão em diálise, constata-se que em percentuais aproximados, estão em períodos que vão de menos de dois anos até mais de 11 anos, resultado semelhante a outros estudos (1, 4). No primeiro, 66,3% dos pacientes estavam em tratamento hemodialítico há mais de 12 meses (1), enquanto que no estudo que identificou fatores associados à qualidade de vida relacionada a saúde de 223 idosos em hemodiálise, 108 estavam entre um e dois anos de tratamento hemodialítico, 33 de dois a três anos e 82 há menos de um ano (4).

Sequencialmente, na Tabela 3 são apresentadas as complicações referidas pelos idosos e classificados conforme a idade. Nesta constata-se que as complicações foram mais incidentes em idosos com 80 anos ou mais, sendo fraqueza e cãibras as que apresentaram maiores percentuais.

Quanto às demais complicações, evidencia-se que todas elas, tais como hipotensão arterial, dor de cabeça, perda de peso, prurido e anemia são relatadas em percentuais mais elevados entre os idosos com 80 anos ou mais de idade. Importante destacar que a dor não esteve presente em índices altos, ficando abaixo da média para ambos os grupos analisados.

Em estudo que caracterizou adultos e idosos em hemodiálise e avaliou as diferenças na qualidade de vida relacionada à saúde de 194 pacientes residentes em Ribeirão Preto/São Paulo, os autores pontuam que dentre as dimensões avaliadas através do KDQOL-SF, 63,5% dos adultos pesquisados referiram sentir dor e dos idosos, 58,8% igualmente referiram dor, resultado esse que diverge dos dados ora analisados (16). Também, 64,5% adultos referiram fadiga e 60,2% dos idosos pontuaram essa complicação (16).

Quando avaliadas as principais complicações apresentadas por 30 pacientes renais crônicos durante sessões de hemodiálise em um hospital universitário do município de Alfenas/Minas Gerais, MG, observou-se que 62,7% dos pacientes relataram a hipotensão arterial, 24,1% referiram cefaleia e 24,1% hipertensão arterial, sendo também mencionado fraqueza, cãibra e dor em geral (7). Esse resultado vem ao encontro dos dados ora analisados. Quanto ao prurido, o mesmo pode ter início ou se agravar durante a sessão de hemodiálise, em alguns pacientes (7). Dentre as complicações mencionadas pelos sujeitos da pesquisa, somam-se perda de peso e anemia, situações essas merecedoras de cuidado especial. Nesse sentido, destaca-se que os procedimentos dialíticos determinam condições que exigem orientações dietéticas específicas para manter ou melhorar a condição nutricional dos clientes (2).

Neste universo marcado pela especificidade, a ocorrência de complicações apresentadas e referidas pelos pacientes renais crônicos em hemodiálise é frequente. Assim, a constante avaliação destas complicações deve estar inserida em programas de controle da qualidade do tratamento e a equipe de saúde deve orientar o paciente sobre as possíveis complicações e como elas ocorrem, para que este esteja em alerta a qualquer alteração física (7). Além disso, a equipe tem de oportunizar possibilidades para que o idoso identifique as fragilidades e potencialidades relacionadas ao enfrentamento da doença e tratamento. Por estar em contato direto com o paciente e familiares, o enfermeiro é responsável por orientar sobre a doença, suas implicações, limitações e os possíveis problemas que o paciente possa vir a apresentar (17).

Na Tabela 4 está apresentada a percepção dos idosos sobre a doença renal em determinadas áreas de sua vida e os resultados do teste de correlação de Spearman referentes à interferência da respectiva doença na vida deles.

Quanto a "Limitação de Líquido", 42,9% dos idosos pesquisados referem que se sentem Um pouco incomodados E, um percentual aproximado, refere não se sentir incomodado com a mesma. Igualmente, na "Limitação Alimentar", os idosos referem sentir-se incomodados nas frequências Um pouco, Nada e De forma moderada.

Em relação às limitações alimentar e hídrica, ressalta-se que o fornecimento adequado de nutrientes nas diversas etapas do tratamento favorece tanto a manutenção ou recuperação do estado nutricional, como a prevenção ou redução da toxicidade urêmica (17). Nesse ínterim, orientar o paciente quanto aos alimentos que ele pode ou não ingerir e sobre a importância de ele respeitar a ingesta hídrica diária é fundamental para que não ocorram complicações futuras relacionadas à retenção de metabólitos e líquidos no organismo (19).

Referente a "Sua capacidade de trabalhar em casa", 34,3% dos idosos mencionam que não incomoda, seguido de Um pouco e De forma moderada. Mais da metade respondeu, nas frequências Nada e Um pouco, referente à interferência da doença na "Sua limitação para Viajar".

Em relação a "Depender dos médicos e outros profissionais da saúde", 40% relata não se sentir incomodado e 60% se sente incomodado nas frequências Um pouco, De forma moderada e Muito. Dos idosos pesquisados, 32% referem sentir-se incomodados com "Estresse ou preocupações causadas pela doença". 37,2% deles sentem-se incomodados com os efeitos da doença renal na vida sexual. Evidencia-se que mais de 40% dos pesquisados referem sentir-se incomodados com sua aparência pessoal.

É possível identificar, ainda na Tabela 4, a partir da correlação de Spearman que a limitação alimentar, a capacidade de trabalhar em casa e a aparência pessoal dos idosos pesquisados, são as áreas que mais se correlacionam com a interferência da doença renal na vida deles.

Em estudo descritivo exploratório, realizado em uma clínica no município de Goiás, com a participação de 72 pacientes, o qual usou o KDQOL-SF, resultados mostram que 77,8% dos pacientes não trabalhavam em função da doença renal, 15,3% atuavam como autônomos e 6,9% em serviços privados (1). Dessa forma, verifica-se que o tratamento hemodialítico representa dificuldade para que as pessoas se mantenham empregadas e possam colaborar com a renda familiar, pois necessitam se afastar do trabalho em função do tratamento dialítico (1).

Nesse ínterim, sabe-se que pacientes com doença renal crônica em fase dialítica tem o desempenho físico e profissional consideravelmente reduzido, o que leva a um impacto negativo na percepção da própria saúde e afeta os níveis de vitalidade, o que pode limitar as interações sociais e causar problemas relacionados à saúde mental (18). Diante disso, embora a hemodiálise aumente a sobrevida do renal crônico, normalmente não diminui o impacto causado no dia-a-dia dos pacientes, tendo em vista que tanto a doença como o tratamento causam diversas alterações na vida do paciente, comprometem a relação social e o estado físico e mental E, favorecem um comprometimento emocional (20).

Os idosos pesquisados, conforme explicitado na Tabela 4, se ressentem pelo fato de sofrerem limitação para viajar. Nesse sentido, em pesquisa realizada em Rio Grande/Rio Grande do Sul, os idosos pontuaram algumas restrições referentes a lazer, viagens, as quais igualmente sofrem alterações decorrentes do tratamento (21). A alegria de viver associada ao prazer de viajar, de visitar familiares ficam comprometidas, inicialmente por se sentirem inseguros com o cuidado da fistula e receosos em realizar hemodiálise em outra instituição de saúde, com uma equipe desconhecida (21). Dificuldades de adaptação também são percebidas por idosos que precisam abandonar o trabalho no campo em razão da doença e necessidade de realizar o tratamento (3).

No que se refere a alterações na autoimagem dos pesquisados, autores evidenciaram limitações de pacientes renais crônicos, decorrentes da presença da fistula e pela dependência da tecnologia, as quais necessitam ser desmistificadas pela equipe de saúde (21). A percepção da diferença da autoimagem surge de forma abrupta e inesperada, gera tristeza nos pacientes que necessitam se adaptar às mudanças, aliado ao estresse. Ressalta-se que o processo de aceitação provoca restrições e emerge a necessidade de instalação de uma via de acesso para a diálise, ou seja, criação de uma fístula arteriovenosa ou inserção de um cateter (2).

Diante desses resultados, destaca-se que a DRC é mais incidente em idosos, devido à perda progressiva da reserva renal fisiológica, relacionada às alterações anatômicas e funcionais que ocorrem nos rins (22). Além disso, os idosos têm como agravantes da doença as limitações sociais que envolvem trabalho, hábitos alimentares e culturais E, o convívio familiar, as quais podem causar alterações em seu estado mental (3).

Nesse sentido, a compreensão das complicações da hemodiálise é indispensável para que o enfermeiro realize uma assistência segura e de qualidade, a qual compreende o processo de monitorização, detecção e rápida intervenção (23). É indispensável que os cuidados sejam individualizados, que preservem a humanização dos pacientes, pois muitos se tornam depressivos e adversos ao tratamento (24). Assim, considera-se que a enfermagem tem de estar preparada para atender a demanda e lidar com estas situações, demonstrando maior afetividade, apoio emocional, confiança a ponto do paciente se sentir seguro em relatar suas dificuldades e medos. Nesse contexto, percebe-se a relevância da estruturação do serviço com a sistematização da assistência, a fim de potencializar resultados, minimizar riscos, formalizar e unificar orientações prestadas, proporcionando maior conforto e segurança aos pacientes (25).

Conclusões

O estudo permitiu caracterizar os idosos em tratamento hemodialítico, identificar complicações associadas à hemodiálise e a percepção sobre o incômodo dos idosos com a da doença renal em suas vidas.

Quanto às complicações referidas pelos idosos e associadas a hemodiálise, considera-se que a equipe responsável pelo cuidado desses pacientes deve ficar atenta no que tange ao monitoramento continuo dos com 80 anos ou mais de idade, pelo fato de estas ocorrerem em percentuais mais altos neles do que nos demais idosos.

No que tange a percepção dos pesquisados quanto à interferência da doença na vida deles, o teste de correlação de Sperman mostra que as áreas que se correlacionam são a limitação alimentar, a capacidade de trabalhar em casa e a aparência pessoal. Nesse sentido, destaca-se a necessidade de os profissionais que atuam em unidades renais, especialmente os de enfermagem, de observarem esses aspectos e se colocarem a disposição para ouvir o que os idosos têm a dizer, bem como direcionar ações com o intuito de esclarecer suas dúvidas, de melhorar a autoimagem e autoestima, como alternativas de proporcionar bem-estar e contribuir para que aceitem melhor o tratamento que os mantém vivos.

Enfim, os resultados desse estudo oferecem subsídios para que a equipe multidisciplinar de saúde perceba a importância de identificar os eventos/complicações relacionados à hemodiálise bem como a interferência dessa modalidade terapêutica na vida do renal crônico. Dessa forma, conhecendo o universo do paciente podem ser promovidas mudanças, como maior participação dos familiares e maior atenção da equipe, necessárias para melhoria no seu estado de saúde, contribuindo assim para o comprometimento do paciente com o tratamento e consequente melhora da qualidade de vida. Esses resultados podem instigar pesquisadores, profissionais que atuam em nefrologia e estudantes no sentido de ampliar pesquisas sobre essa temática E, inclusive, com o uso de outras abordagens.


Referências

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view/1061/pdf_226

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VANCOUVER

1.
Everling J, Gomes JS, Rieth Benetti ER, Kirchner RM, Barbosa DA, Fernandes Stumm EM. Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal. Av. enferm. [Internet]. 1 de enero de 2016 [citado 12 de abril de 2024];34(1):48-57. Disponible en: https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/41177

ACM

[1]
Everling, J., Gomes, J.S., Rieth Benetti, E.R., Kirchner, R.M., Barbosa, D.A. y Fernandes Stumm, E.M. 2016. Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal. Avances en Enfermería. 34, 1 (ene. 2016), 48–57. DOI:https://doi.org/10.15446/av.enferm.v34n1.41177.

ACS

(1)
Everling, J.; Gomes, J. S.; Rieth Benetti, E. R.; Kirchner, R. M.; Barbosa, D. A.; Fernandes Stumm, E. M. Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal. Av. enferm. 2016, 34, 48-57.

APA

Everling, J., Gomes, J. S., Rieth Benetti, E. R., Kirchner, R. M., Barbosa, D. A. y Fernandes Stumm, E. M. (2016). Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal. Avances en Enfermería, 34(1), 48–57. https://doi.org/10.15446/av.enferm.v34n1.41177

ABNT

EVERLING, J.; GOMES, J. S.; RIETH BENETTI, E. R.; KIRCHNER, R. M.; BARBOSA, D. A.; FERNANDES STUMM, E. M. Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal. Avances en Enfermería, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 48–57, 2016. DOI: 10.15446/av.enferm.v34n1.41177. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/41177. Acesso em: 12 abr. 2024.

Chicago

Everling, Jarbas, Joseila Sonego Gomes, Eliane Raquel Rieth Benetti, Rosane Maria Kirchner, Dulce Aparecida Barbosa, y Eniva Miladi Fernandes Stumm. 2016. «Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal». Avances En Enfermería 34 (1):48-57. https://doi.org/10.15446/av.enferm.v34n1.41177.

Harvard

Everling, J., Gomes, J. S., Rieth Benetti, E. R., Kirchner, R. M., Barbosa, D. A. y Fernandes Stumm, E. M. (2016) «Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal», Avances en Enfermería, 34(1), pp. 48–57. doi: 10.15446/av.enferm.v34n1.41177.

IEEE

[1]
J. Everling, J. S. Gomes, E. R. Rieth Benetti, R. M. Kirchner, D. A. Barbosa, y E. M. Fernandes Stumm, «Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal», Av. enferm., vol. 34, n.º 1, pp. 48–57, ene. 2016.

MLA

Everling, J., J. S. Gomes, E. R. Rieth Benetti, R. M. Kirchner, D. A. Barbosa, y E. M. Fernandes Stumm. «Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal». Avances en Enfermería, vol. 34, n.º 1, enero de 2016, pp. 48-57, doi:10.15446/av.enferm.v34n1.41177.

Turabian

Everling, Jarbas, Joseila Sonego Gomes, Eliane Raquel Rieth Benetti, Rosane Maria Kirchner, Dulce Aparecida Barbosa, y Eniva Miladi Fernandes Stumm. «Eventos associados à hemodiálise e percepções de incômodo com a doença renal». Avances en Enfermería 34, no. 1 (enero 1, 2016): 48–57. Accedido abril 12, 2024. https://revistas.unal.edu.co/index.php/avenferm/article/view/41177.

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