Published

2020-01-22

Melhoria da qualidade do cuidado à hipertensão gestacional em terapia intensiva

Improvement of the quality of care for gestational hypertension in intensive care

Mejoramiento de la calidad del cuidado a la hipertensión gestacional en terapia intensiva

Keywords:

Qualidade da assistência à saúde, Melhoria de qualidade, Hipertensão Induzida pela Gravidez, Unidades de Terapia Intensiva (pt)
Calidad de la Atención de Salud, Mejoramiento de la Calidad, Hipertensión Inducida en el Embarazo, Unidades de Cuidados Intensivos (es)
Quality of Health Care, Quality Improvement, Hypertension Pregnancy-Induced, Intensive Care Units. (en)

Authors

Objetivo: avaliar o efeito de um ciclo de melhoria da qualidade na implementação de práticas baseadas em evidências no tratamento de mulheres com doenças hipertensivas gestacionais admitidas em Unidade de Terapia Intensiva Materna (UTIM).

Métodos: estudo quase-experimental, sem grupo de controle, realizado numa UTIM de um hospital universitário que seguiu as etapas de um ciclo de melhoria da qualidade. Avaliaram-se nove critérios de processo em todas as mulheres admitidas com diagnóstico de doenças hipertensivas gestacionais nos períodos anterior (n = 50) e posterior à intervenção (n = 50) em 2015. Estimou-se a conformidade com intervalo de confiança de 95 %, as não conformidades com gráficos de Pareto e a significância da melhoria com teste do valor Z unilateral (α = 5 %).

Resultados: o nível de qualidade inicial foi alto em seis dos nove critérios (amplitude: 94-100 %), as práticas com menor adesão foram a “manutenção de sulfato de magnésio” (54 %), “solicitação de ultrassom fetal” (72 %) e “restrição hídrica intravenosa” (78 %). Houve melhoria absoluta em cinco dos nove critérios (amplitude: 2-16 %), que foi significativa para a solicitação de ultrassom fetal (melhoria absoluta: 16 %; p = 0,023) e para o total de critérios (4 %; p = 0,01).

Conclusão: a intervenção de melhoria da qualidade proposta aumentou a adesão às recomendações baseadas em evidência para o tratamento de pacientes com doenças hipertensivas gestacionais admitidas em uma UTIM.

Objective: to assess the effect of a cycle of quality improvement on the implementation of evidence-based practices in the treatment of women with gestational hypertensive diseases admitted to the Maternal Intensive Care Unit (MICU).

Methods: quasi-experimental study, without a control group, performed in a MICU of a university hospital which followed the steps of a cycle of quality improvement. Nine process criteria were assessed in all women admitted with a diagnosis of gestational hypertensive diseases in the periods before (n = 50) and after the intervention (n = 50) in 2015. The compliance was estimated with the confidence interval of 95 %, the non-conformities with Pareto charts and the significance of improvement with one-tailed Z-test (α = 5 %).

Results: the initial quality level was high in six out of nine criteria (amplitude: 94-100 %), the practices with the lowest adherence were “magnesium sulfate maintenance” (54 %), “fetal ultrasound request” (72 %) and “intravenous fluid restriction” (78 %). There was absolute improvement in five out of nine criteria (amplitude: 2-16 %), which was significant for fetal ultrasound request (absolute improvement: 16 %; p = 0.023) and for the total criteria (4%; p = 0.01).

Conclusion: the proposed intervention of quality improvement increased the adherence to evidence-based recommendations for the treatment of patients with gestational hypertension admitted to a MICU.

Objetivo: evaluar el efecto de un ciclo de mejora de la calidad en la implementación de prácticas basadas en la evidencia en el tratamiento de mujeres con enfermedades gestacionales hipertensivas admitidas en la Unidad de Cuidados Intensivos Maternos (UCIM).

Métodos: estudio cuasiexperimental, sin grupo de control, realizado en una UCI de un hospital universitario que ha seguido los pasos de un ciclo de mejoramiento de la calidad. Se evaluaron nueve criterios de proceso en todas las mujeres admitidas con un diagnóstico de enfermedades gestacionales hipertensivas en los periodos anterior (n = 50) y posterior a la intervención (n = 50) en 2015. Se estimó el cumplimiento con el intervalo de confianza al 95 %, el porcentaje de no conformidad en los gráficos de Pareto y la importancia del mejoramiento con la prueba unilateral de valor Z (α = 5 %).

Resultados: el nivel de calidad inicial fue alto en seis de los nueve criterios (amplitud: 94-100 %), las prácticas con menor adherencia fueron “mantenimiento de sulfato de magnesio” (54 %), “solicitud de ultrasonido fetal” (72 %) y “restricción de agua intravenosa” (78 %). Hubo una mejoría absoluta en cinco de los nueve criterios (amplitud: 2-16 %), que ha sido significativa para la solicitud de ultrasonido fetal (mejoría absoluta: 16 %; p = 0,023) y para el criterio total (4 %; p = 0,01).

Conclusión: la intervención de mejoramiento de la calidad propuesta incrementó el cumplimiento de las recomendaciones basadas en la evidencia para el tratamiento de pacientes con hipertensión gestacional ingresados en una UCIM.

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