Movimento estudantil em tempos de adversidade: o papel do estudante na reforma sanitária brasileira
Student activism in times of adversity: The role of students in the Brazilian health reform
Movimiento estudiantil en tiempos de adversidad: el papel del estudiante en la reforma a la salud en Brasil
Keywords:
Sistema Único de Saúde, Advocacia em Saúde, Estudantes, Saúde Pública, Educação Superior (pt)Sistema Único de Salud , Defensa de la Salud, Estudiantes, Salud Pública, Educación Superior (es)
Unified Health System, Health Advocacy, Students, Public Health, Higher Education (en)
Objetivo: refletir sobre as contribuições do movimento estudantil para a reforma sanitária brasileira, pressupondo seus aspectos histórico-dialéticos e os traços da contemporaneidade.
Síntese de conteúdo: ao reconhecer que vivemos em tempos adversos e de uma reforma sanitária inconclusa, as entidades estudantis e outras organizações estudantis, bem como projetos e iniciativas que estimulam mudanças na formação em saúde, tais como iniciação científica, extensão universitária, Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde, Programa de Educação para o Trabalho, Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde e residências multiprofissionais, representam o estímulo ao pensamento crítico e social e o encorajamento do movimento estudantil como símbolo da defesa à efetivação do Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto projeto político e social, bem como de resistência à desarticulação das políticas públicas brasileiras.
Conclusões: colocamos em cena o potencial que todas essas iniciativas de formação, institucionalizadas ou não, têm para contribuir para a efetivação do SUS, uma vez que buscam a autonomia e o protagonismo discentes para a transformação da realidade social em que vivem.
Objective: To reflect on the contributions of the student movement to the Brazilian sanitary reform, assuming its historical-dialectical aspects and the contemporary traits.
Content synthesis: Faced with the adverse times we live in and the effects of an unfinished health reform, student entities and other student organizations, as well as the projects and initiatives that promote changes in health education, such as scientific initiation, university extension, National Program for Reorientation of Professional Training in Health, Work Education Program, Experiences and Internships in the Reality of the Unified Health System and multi-professional residencies, represent a stimulus to critical and social thinking, and also encourage student activism in Brazil as a symbol of the defense on the effectiveness of the Unified Health System (UHS) as a political and social project that resists against the disarticulation of public policies in this country.
Conclusions: We acknowledge the potential of all these training initiatives, whether institutionalized or not, to contribute to the realization of UHS, since they promote students’ autonomy and protagonism towards the transformation of their social reality.
Objetivo: reflexionar en torno a la contribución del movimiento estudiantil para la reforma a la salud en Brasil, asumiendo sus aspectos históricos y dialécticos y los rasgos de contemporaneidad de este movimiento.
Síntesis de contenido: ante los tiempos adversos que vivimos y los efectos de una reforma a la salud inconclusa, las entidades y organizaciones estudiantiles, junto con los proyectos e iniciativas que fomentan cambios en la educación para la salud, como la iniciación científica, la extensión universitaria, el Programa Nacional de Reorientación de la Formación Profesional en Salud, el Programa de Educación para el Trabajo, las Vivencias y Pasantías en la Realidad del Sistema Único de Salud y las residencias multiprofesionales, representan un estímulo para el pensamiento crítico y social, además de apoyar la labor del movimiento estudiantil en Brasil como símbolo de defensa de la efectividad del Sistema Único de Salud (SUS) como proyecto político y social, y de resistencia a la desarticulación de las políticas públicas en este país.
Conclusiones: manifestamos el potencial que todas estas iniciativas de capacitación, institucionalizadas o no, tienen de contribuir a la realización del SUS, considerando que buscan la autonomía y el protagonismo de los estudiantes para lograr la transformación de la realidad social en la que viven.
Downloads
References
(1) Paula LS. Movimento estudantil brasileiro contemporâneo: o resgate do legado histórico, os novos desafios e estratégias. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora; 2016. https://www.ufjf.br/bach/files/2016/10/LUCAS-SILVA-DE-PAULA.pdf
(2) Paim JS. Reforma sanitária brasileira: contribuição para compreensão crítica. Salvador: Universidade Federal da Bahia; 2007. https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/10376/1/5555555555.pdf
(3) Lima LD; Dias HS. Abrasco: diversidade de atuação e trajetória do campo da saúde coletiva no Brasil. Hist Cienc Saude-Manguinhos. 2018;25(2):595-597. https://doi.org/10.1590/S0104-59702018000200017
(4) Souto LRF; Oliveira MHB. Movimento da Reforma Sanitária Brasileira: um projeto civilizatório de globalização alternativa e construção de um pensamento pós-abissal. Saúde Debate. 2016;40(108):204-218. https://doi.org/10.1590/0103-1104-20161080017
(5) Paim JS. A Constituição Cidadã e os 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). Cad. Saúde Pública. 2013;29(10):1927-1936. https://doi.org/10.1590/0102-311X00099513
(6) República Federativa do Brasil. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília (DF); 1988. https://bit.ly/3yCWkdF
(7) Paim JS. Sistema Único de Saúde (SUS) aos 30 anos. Ciênc Saúde Colet. 2018;23(6):1723-1728. https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.09172018
(8) Gabriel P. Dissecando o currículo do Ministro da Educação. Jornal do Campus. 2019. https://bit.ly/3qcywtk
(9) Teixeira CF; Vilasbôas ALQ; Paim JS. Mais que nunca, é preciso lutar... Saúde Debate. 2018;42(spe2):5-10. https://doi.org/10.1590/0103-11042018S200
(10) Giovanela L; Carvalho AI. Projeto de pesquisa análise de conjuntura em saúde. Rio de Janeiro, 1992;12. https://bit.ly/3e7Z3SB
(11) Freire SM. Movimento estudantil no Brasil: lutas passadas, desafios presentes. Rhela. 2008;11:131-146. https://bit.ly/3q47RyA
(12) Ferla AA; Maranhão T; Pinto HA. Vivências e estágios como dispositivos da aprendizagem: refletindo sobre o VER-SUS. Porto Alegre: Rede Unida; 2017. https://bit.ly/3meI5GF
(13) Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina. Estudantes em luta pelo SUS e para além do SUS. 2019. https://www.denem.org.br/sus/
(14) Silva MR; Pires GL; Pereira RS. A Base Nacional Comum Curricular da Educação Básica em tempos de neoconservadorismo e de “neoliberalismo que saiu do armário”; mas também de tempos de resistência: Fora Temer!!!. Motrivivência. 2016;28(48):7-14. https://doi.org/10.5007/2175-8042.2016v28n48p7
(15) Boutin ACDB; Flach SF. O movimento de ocupação de escolas públicas e suas contribuições para a emancipação humana. Inter-Ação. 2017;42(2):429-446. https://doi.org/10.5216/ia.v42i2.45756
(16) Freire P. Política e educação: ensaios. 5ª ed. São Paulo: Cortez; 2001. https://bit.ly/3e4l4Sm
(17) Santos VC; Anjos KF; Almeida OS. Iniciação científica a partir de estudantes de enfermagem. Rev Bras Ciênc Saúde. 2015;19(4):255-260. https://doi.org/10.4034/RBCS.2015.19.04.01
(18) Ceccim RB; Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis. 2004;14(1):41-65. https://www.scielo.br/pdf/physis/v14n1/v14n1a04.pdf
(19) Costa MV; Borges FA. O Pró-PET-Saúde frente aos desafios do processo de formação profissional em saúde. Interface. 2015;19(supl 1):753-763. https://doi.org/10.1590/1807-57622014.1057
(20) Carbonari MEE; Pereira AC. A extensão universitária no Brasil, do assistencialismo à sustentabilidade. Revista de Educação. 2007;10(10): 23-28. https://revista.pgsskroton.com/index.php/educ/article/view/2133
(21) Beato MSF; Ferreira Neto JL. Formação em Psicologia em uma Universidade Pública e suas repercussões nas competências do trabalho em políticas públicas. Psicol Rev. 2016;22(2):516-536. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/per/v22n2/v22n2a16.pdf
(22) Batista SHSS; Jansen B; Assis EQ; Senna MIB; Cury GC. Formação em saúde: reflexões a partir dos programas Pró-Saúde e PET-Saúde. Interface. 2015;19(supl 1):743-752. https://doi.org/10.1590/1807-57622014.0996
(23) Senna MAA; Gouvêa MV; Moreira LCH. O programa de educação pelo trabalho para a saúde (PET-Saúde) e a formação em Odontologia: a percepção de alunos de graduação. Rev Bras Pesq Saúde. 2016;18(2):71-78. https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/15086/10688
(24) Maranhão T; Matos IB. Vivências no Sistema Único de Saúde (SUS) como marcadoras de acontecimento no campo da Saúde Coletiva. Interface. 2018;22(64):55-66. https://doi.org/10.1590/1807-57622016.0091
(25) Finkler M; Moratelli LB; Vásquez MF; Verdi M; Bara FE. Formação ética de profissionais de saúde: contribuições de uma vivência interprofissional. Interface (Botucatu). 2021;25:e210096. https://doi.org/10.1590/interface.210096
(26) Souza ALR; Lorde BS; Junior-Avenlino EA; Matos-Filho N; Ferreira LP. Projeto Cairep/Cefet — extensão universitária e o protagonismo estudantil. Meta. 2016;1(1):177-183. https://bit.ly/3meIsB3
(27) Santos WS; Melo-Junior JACC; Andrade ALS. Projeto de Ação Extensionista: “Formação Política: educação, ética, moral e cidadania”. Corixo. 2017;6:129-145. https://bit.ly/3q8uxxx
(28) Mesquita MR. Movimento estudantil brasileiro: Práticas militantes na ótica dos Novos Movimentos Sociais. Revista Cri Cienc Sociais. 2003;1(66):117-149. https://doi.org/10.4000/rccs.1151
(29) Ceccim RB. Conexões e fronteiras da interprofissionalidade: forma e formação. Interface. 2018;22(supl 2):1739-1749. https://doi.org/10.1590/1807-57622018.0477
(30) Lobato CP; Melchior R; Baduy RS. A dimensão política na formação dos profissionais de saúde. Physis. 2012;22(4):1273-1291. http://doi.org/10.1590/S0103-73312012000400002
(31) Cheade MF M; Frota OP; Loureiro MDR; Quintanilha ACF. Residência multiprofissional em saúde: a busca pela integralidade. Cogitare Enferm. 2013;18(3):592-595. https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/46360/27850
(32) Massuda A; Cunha FM; Petta H. Residência médica: contribuições dos médicos residentes ao debate. Rev Assoc Med Bras. 2007;53(2):96-97. https://doi.org/10.1590/S0104-42302007000200002
License
Copyright (c) 2022 Avances en Enfermería

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
All articles published by Avances en Enfermería are licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International License. Starting 2020, we added the CC-BY-NC recognition to the license, which means anyone is allowed to copy, redistribute, remix, transmit and transform our contents with non-commercial purposes, and although new works must adequately cite the original work and source and also pursue non-commercial purposes, users do not have to license derivative works under the same terms.
