Publicado

2026-09-07

Da multiplicidade de vozes em uma pesquisa colaborativao

On the Multiplicity of Voices in Collaborative Research

De la multiplicidad de voces en una investigación colaborativa

DOI:

https://doi.org/10.15446/ma.v17n2.123083

Palabras clave:

Museus Etnológicos, Cultura Material, Repatriação digital, Pesquisa colaborativa (pt)
Ethnological Museums, Material Culture, Digital Repatriation,, Collaborative Research (en)
Museos etnológicos, cultura material, repatriación digital, investigación colaborativa (es)

Autores/as

Partimos neste artigo de uma pesquisa colaborativa realizada no Museu 5 Continentes de Munique, Alemanha, para demonstrar que o interesse de diversos povos indígenas sul-americanos nas coleções dos museus etnográficos não é monolítico. Ele varia consideravelmente de acordo com o tipo de situação vivida por cada povo em particular. Em todos os casos que integraram esta pesquisa, entretanto, o efeito da “descoberta” das coleções foi o de curiosidade.  Mostrei que os indígenas da região do rio Negro se interessavam por quaisquer objetos de seus antepassados ou de povos vizinhos, sendo o critério de antiguidade ou de raridade o mais apreciado. Por outro lado, os Karajá, com quem trabalho há mais de vinte anos, não demonstraram interesse muito específico, apenas um vago orgulho de saber que suas peças foram tão longe. Por sua vez, os Waiwai pareceram interessados nas coleções, mas sobretudo interessados em manter o vínculo, estender a “rede” para aumentar seus contatos, numa forma muito guianense, por assim dizer, de estabelecer alianças, qual seja: o comércio de seu artesanato. Por fim, o caso mais interessante: os Munduruku buscavam os objetos antigos, interessados em aprender a fazer e reproduzir.

In this article, we draw on collaborative research conducted at the 5 Continents Museum in Munich, Germany, to demonstrate that the interest of various South American indigenous peoples in ethnographic museum collections is not monolithic. It varies considerably according to the particular circumstances of each people. In all the cases included in this research, however, the effect of the “discovery” of the collections was one of curiosity. I showed that the indigenous peoples of the Negro River region were interested in any objects belonging to their ancestors or neighboring peoples, with the criteria of age or rarity being the most appreciated. On the other hand, the Karajá, with whom I have worked for over twenty years, did not show any specific interest, only a vague pride in knowing that their pieces had traveled so far. The Waiwai, in turn, seemed interested in the collections but above all interested in maintaining the link, extending the “network” to increase their contacts, in a very Guianese way, so to speak, of establishing alliances, namely: the trade of their handicrafts. Finally, the most interesting case: the Munduruku sought out ancient objects, interested in learning how to make and reproduce them

En este artículo partimos de una investigación colaborativa realizada en el Museo 5 Continentes de Múnich, Alemania, para demostrar que el interés de diversos pueblos indígenas sudamericanos por las colecciones de los museos etnográficos no es monolítico. Varía considerablemente según el tipo de situación que vive cada pueblo en particular. Sin embargo, en todos los casos que formaron parte de esta investigación, el efecto del «descubrimiento» de las colecciones fue de curiosidad.  Mostré que los indígenas de la región del río Negro se interesaban por cualquier objeto de sus antepasados o de pueblos vecinos, siendo el criterio de antigüedad o rareza el más apreciado. Por otro lado, los karajá, con quienes trabajo desde hace más de veinte años, no mostraron un interés muy específico, solo un vago orgullo por saber que sus piezas habían llegado tan lejos. Por su parte, los waiwai parecían interesados en las colecciones, pero sobre todo en mantener el vínculo, ampliar la «red» para aumentar sus contactos, de una forma muy guayanesa, por así decirlo, de establecer alianzas, es decir: el comercio de su artesanía. Por último, el caso más interesante: los munduruku buscaban los objetos antiguos, interesados en aprender a fabricarlos y reproducirlos.

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De la multiplicidad de voces en una investigación colaborativa. (2026). Mundo Amazónico, 17(2), e123083. https://doi.org/10.15446/ma.v17n2.123083