Acessibilidade ao sistema de transporte coletivo por ônibus: indicadores para os municípios da periferia metropolitana e os campos de Belo Horizonte, Brasil
Accessibility to the Mass Transit Bus System: Indicators for the Municipalities of the Metropolitan Periphery and Zones of Belo Horizonte, Brazil
Accesibilidad al sistema de transporte masivo de buses: indicadores para los municipios de la periferia metropolitana y los campos de Belo Horizonte, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15446/rcdg.v29n1.76010Palabras clave:
acessibilidade, indicadores de acessibilidade, Região Metropolitana de Belo Horizonte, sistema de ônibus metropolitano (pt)accessibility, accessibility indicators, Metropolitan Area of Belo Horizonte, metropolitan bus system (en)
accesibilidad, indicadores de accesibilidad, Región Metropolitana de Belo Horizonte, sistema de ómnibus metropolitano (es)
Atualmente, o ônibus apresenta-se como primordial modo de transporte das principais metrópoles brasileiras. Com o objetivo de avaliar a acessibilidade por ônibus na Região Metropolitana de Belo Horizonte, este trabalho apresenta indicadores de acessibilidade que utilizam o número de linhas, a frequência de viagens e o total de conexões aos municípios periféricos e aos campos de Belo Horizonte (unidades espaciais da pesquisa origem-destino). Os resultados revelam alta variação regional, com maiores níveis de acessibilidade para municípios de maior porte efetivamente conurbados com a capital, como Betim e Contagem. Em Belo Horizonte, prevalecem valores mais baixos, exceto para os campos do Central Business District (CBD) e para aqueles no eixo oeste (sentido área industrial). Ao demonstrarem a elevada desigualdade regional de acessibilidade, os indicadores expostos reforçam a necessidade de investimentos para obter mais eficiência e equidade do sistema.
Ideias destacadas: artigo de pesquisa que pretende avaliar as condições de acessibilidade ao transporte público por ônibus na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Brasil. A análise reflete sobre o papel da acessibilidade como importante componente das condições de desigualdade econômica e social intrametropolitana.
Buses are currently the most import means of transportation in Brazil’s main metropolises. In order to evaluate bus accessibility in the Metropolitan Area of Belo Horizonte, the article presents accessibility indicators regarding the number of lines, frequency of routes, and total connections to the peripheral municipalities and zones of Belo Horizonte (spatial units of the origin-destination research). Results show a high regional variation, with higher levels of access in larger municipalities influenced by the capital, such as Betim and Contagem. Lower figures prevail in Belo Horizonte, except for the Central Business District (CBD) and the western zones (toward the industrial area). The indicators evince a high regional level of inequality regarding accessibility and reconfirm the need of investments in order to make the system more efficient and equitable.
Main Ideas: Research article aimed at evaluating the conditions of access to the mass transit bus system in the Metropolitan Area of Belo Horizonte, Brazil. The analysis considers the role of accessibility as an important component of intra-metropolitan economic and social inequality.
Actualmente, el bus se presenta como el medio de transporte más importante de las principales metrópolis brasileñas. Con el fin de evaluar la accesibilidad en bus en la Región Metropolitana de Belo Horizonte, el trabajo presenta indicadores de accesibilidad que utilizan el número de líneas, la frecuencia de los viajes y el total de conexiones a los municipios periféricos y a los campos de Belo Horizonte (unidades espaciales de la investigación origen-destino). Los resultados dan cuenta de la alta variación regional, con mayores niveles de acceso para municipios más grandes efectivamente afectados por la capital, como Betim y Contagem.
En Belo Horizonte, prevalecen valores más bajos, excepto para los campos del Central Business District (CBD) y para aquellos en el eje occidental (sentido área industrial). Al evidenciar la elevada desigualdad regional de accesibilidad, los indicadores expuestos refuerzan la necesidad de inversiones para obtener más eficiencia y equidad del sistema.
Ideas destacadas: artículo de investigación que pretende evaluar las condiciones de acceso al transporte masivo de buses en la Región Metropolitana de Belo Horizonte, Brasil. El análisis reflexiona sobre el rol de la accesibilidad como un componente importante de las condiciones de desigualdad económica y social intrametropolitana.
Descargas
Citas
Albuquerque, Pedro Henrique Melo. 2008. “Conglomerados espaciais: uma nova proposta.” Dissertação de mestrado em Estatística, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Ben-Akiva, Moshe, e Steven R. Lerman. 1985. Discrete Choice Analysis. Cambridge: MIT Press.
Bocarejo, Juan Pablo S., e Daniel Ricardo H. Oviedo. 2012. “Transport Accessibility and Social Inequities: A Tool for Identification of Mobility Needs and Evaluation of Transport Investments.” Journal of Transport Geography 24 (September): 142-154. doi: 10.1016/j.jtrangeo.2011.12.004.
Burns, Lawrence D. 1979. Transportation, Temporal and Spatial Components of Accessibility. Lexington: Lexington Books.
Burton, Elizabeth, e Lynne Mitchell. 2006. Inclusive Urban Design: Streets for Life. London: Architectural Press.
Cardoso, Leandro. 2007. “Transporte público, acessibilidade urbana e desigualdades socioespaciais na Região Metropolitana de Belo Horizonte.” Tese de doutorado em Organização do Espaço, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Cervero, Robert. 1989. “Jobs-Housing Balancing and Regional Mobility.” Journal of the American Planning Association 55 (2): 136-150. doi: 10.1080/01944368908976014.
Cobb, Roger W., e Joseph F. Coughlin. 2004. “Transportation Policy for an Aging Society: Keeping Older Americans on the Move.” Em Transportation in an Aging Society: A Decade of Experience, Conference Proceedings 27, 275-289. Acessado em 5 de agosto de 2018. https://onlinepubs.trb.org/onlinepubs/conf/reports/cp_27.pdf
Costa, Luzimar Pereira da, e Ione Rodrigues Diniz Morais. 2014. “Espaço, iniquidade e transporte público: avaliação da acessibilidade urbana na cidade de Natal-rn por meio de indicadores de sustentabilidade.” Sociedade & Natureza 26 (2): 237-251. doi: 10.1590/1982-451320140203.
Cunha, José Marcos Pinto. 2010. “Planejamento municipal e segregação socioespacial: por que importa?” Em População e Cidades: subsídios para o planejamento e para as políticas sociais, organizado por Rosana Baeninger, 65-77. Brasília: United Nations Populations Fund (UNFPA).
Dalvi, M. Q., e K. M. Martin. 1976. “The measurement of Accessibility: Some Preliminary Results.” Transportation 5 (1): 17-42. doi: 10.1007/BF00165245.
Ewing, Reid, e Susan Handy. 2009. “Measuring the Unmeasurable: Urban Design Qualities Related to Walkability.” Journal of Urban Design 14 (1): 65-84. doi: 10.1080/13574800802451155.
Geurs, Karst T., e Bert Van Wee. 2004. “Accessibility Evaluation of Land-use and Transport Strategies: Review and Research Directions.” Journal of Transport Geography 12 (2): 127-140. doi: 10.1016/j.jtrangeo.2003.10.005.
Geurs, K., e Eck J. van Ritsema. 2001. Accessibility Measures: Review and Applications. Evaluation of Accessibility Impacts of Land-use Transportation Scenarios, and Related Social and Economic Impacts. rivm Report 408505006. Bilthoven: National Institute of Public Health and the environment.
Governo do Estado de Minas Gerais. 2012. “Pesquisa Origem e Destino 2011-2012.” Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo. Acessado em 5 de agosto de 2018. http://www.agenciarmbh.mg.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/Relatorio-Completo-Pesquisa-OD-2012-1.pdf
Gould, Peter. 1969. Spatial Diffusion Commission on College Geography. Washington: Association of American Geographers.
Hägerstraand, Torsten. 1970. “What About People in Regional Science?” Papers of the Regional Science Association 24 (1): 7-21. doi: 10.1111/j.1435-5597.1970.tb01464.x.
Handy, Susan. 2005. “Planning for Accessibility — In Theory and in Practice.” Em Access to Destinations, editado por David M. Levinson e Kevin J. Krizek, 131-147. Oxford: Elsevier. doi: 10.1108/9780080460550-007.
Handy, Susan, e Deb Niemeier. 1997. “Measuring accessibility: An Exploration of Issues and Alternatives.” Environment and Planning A: Economy and Space 29 (7): 1175-1194. doi: 10.1068/a291175.
Hansen, Walter. G. 1959. Accessibility and Residential Growth. Cambridge: mit Press.
Hanson, Susan. 1995. “Getting there: Urban Transportation in Context.” Em The Geography of Urban Transportation, editado por Susan Hanson, 3-25. New York/London: The Guilford Press.
Harris, Chauncy. D. 1954. “The Market as a Factor in the Localization of Industry in the United States.” Annals of the Association of American Geographers 44 (4): 315-348. doi: 10.1080/00045605409352140.
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 2017. Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2017. Acessado em 15 de setembro de 2018. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100923.pdf.
Jones, Peter, e Karen Lucas. 2012. “The Social Consequences of Transport Decision-Making: Clarifying Concepts, Synthesising Knowledge and Assessing Implications.” Journal of Transport Geography 21 (março): 4-16. doi: 10.1016/j.jtrangeo.2012.01.012.
Karou, Saleem, e Angela Hull. 2014. “Accessibility Modelling: Predicting the Impact of Planned Transport Infrastructure on Accessibility Patterns in Edinburgh, uk.” Journal of Transport Geography 35: 1-11. doi: 10.1016/j.jtrangeo.2014.01.002.
Koenig, J. G. 1980. “Indicators of Urban Accessibility: Theory and Application.” Transportation 9 (2): 145-172. doi: 10.1007/BF00167128.
Kwan, Mei‐Po. 1998. “Space-Time and Integral Measures of Individual Accessibility: A Comparative Analysis Using a Point-based Framework.” Geographical Analysis 30 (3): 191-216. doi: 10.1111/j.1538-4632.1998.tb00396.x.
Lessa, Daniela Antunes, Carlos Lobo, Leandro Cardoso, e Barbara Abreu Matos. 2017. “Transporte por ônibus em Belo Horizonte: acessibilidade e mobilidade espacial da população.” Conferência apresentada em 21º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito (ANTP). São Paulo, de 28 a 30 de junho de 2017.
Lessa, Daniela Antunes, Paulo Henrique Góes Pinto, Leise Kelli de Oliveira, Renata Lucia Magalhães de Oliveira, Carlos Lobo, Tereza Barros, Renata Moura, Julio Mercier, Erlaine Queiroz, e Iara Alves de Souza. 2018. “Relações espaciais e a atratividade territorial dos lugares centrais em Belo Horizonte, Brasil.” Conferência apresentada em 8º Congresso Luso-Brasileiro para o Planeamento Urbano Regional, Integrado e Sustentável (PLURIS). Coimbra, de 24 a 26 de outubro de 2018.
Levine, Jonathan. 1998. “Rethinking Accessibility and Jobs-Housing Balance.” Journal of American Planning Association 64 (2): 133-149. doi: 10.1080/01944369808975972.
Levinson, David M. 1998. “Accessibility and the Journey to Work.” Journal of Transport Geography 6 (1): 11-21. doi: 10.1016/S0966-6923(97)00036-7.
Lobo, Carlos, e Leandro Cardoso. 2018. “Eficiência do transporte público por ônibus em Belo Horizonte-mg: análise com base na Pesquisa Origem e Destino de 2012.” Caderno de Geografia 28 (52): 25-41. doi: 10.5752/p.2318-2962.2018v28n52p25.
Lobo, Carlos, Leandro Cardoso, e David J. A. V. Magalhaes. 2013. “Acessibilidade e mobilidade espaciais da população na Região Metropolitana de Belo Horizonte: análise com base no censo demográfico de 2010.” Cadernos Metrópole, São Paulo 15 (30): 513-533. doi: 10.1590/2236-9996.2013-3007.
Marandola Junior, Eduardo. 2010. “Em busca da liberdade do ir-e-vir.” Revista Brasileira de Estudos de População 27 (2): 463-465. doi: 10.1590/S0102-30982010000200016.
Makrí, Maria-Christina, e Carolin Folkesson. 2000. “Accessibility Measures for Analyses of Land Use and Travelling with Geographical Information Systems.” Em Urban Transport Systemns: 2nd KFB-Research Conference Lund, editado por Christer Hydén, 251-265. Lund, Suécia: Institutionen För Teknik och Samhälle, Lunds Tekniska Hoegskola.
Martine, George, e Gordon McGranahan. 2010. “A transição urbana brasileira: trajetória, dificuldades e lições aprendidas.” Em População e cidades: subsídios para o planejamento e para as políticas sociais, organizado por Rosana Baeninger, 11-24. Brasília: UNFPA.
Miranda, Giovanni Candido, Daniela Antunes Lessa, Carlos Lobo, e Leandro Cardoso. 2018. “Ter é poder? Descompasso entre posse e viagens por automóveis na região metropolitana de Belo Horizonte.” Conferência apresentada em 8º Congresso Luso-Brasileiro para o Planeamento Urbano Regional, Integrado e Sustentável (PLURIS). Coimbra, de 24 a 26 de outubro de 2018.
Mitra, Suman. K., e Jean-Daniel M. Saphores, 2016. “The Value of Transportation Accessibility in a Least Developed Country City — The Case of Rajshahi City, Bangladesh.” Transportation Research Part A: Policy and Practice 89: 184-200. doi: 10.1016/j.tra.2016.05.002.
Morris, J. M., P. L. Dumble, e M. R. Wigan. 1979. “Accessibility Indicators for Transport Planning.” Transportation Research Part A: Policy and Practice 13 (2): 91-109. doi: 10.1016/0191-2607(79)90012-8.
Murray, Alan, Rex Davis, Robert Stimson, e Luis Ferreira. 1998. “Public Transportation Access.” Transportation Research Part D: Transport and Environment 3 (5): 319-328. doi: 10.1016/S1361-9209(98)00010-8.
Pedroso, Frederico Ferreira Fonseca, e Vicente Correia Lima Neto. 2015. “Transportes e metrópoles: aspectos da integração em regiões metropolitanas”. Textos para discussão. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Pyrialakou, Dimitra, Konstantina Gkritza, e Jon D. Fricker. 2016. “Accessibility, Mobility, and Realized Travel Behavior: Assessing Transport Disadvantage from a Policy Perspective.” Journal of Transport Geography 51: 252-269. doi: 10.1016/j.jtrangeo.2016.02.001.
Raia Júnior, Archimedes Azevedo, Antônio Nélson Rodrigues da Silva, e Nair Cristina Margarido Brondino. 1997. “Comparação entre Medidas de Acessibilidade para aplicação em cidades brasileiras de Médio Porte.” Em Anais de Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes, 997-1008. Rio de Janeiro.
Senado Federal do Brasil. 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Acessado em 5 de agosto de 2018. https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf
Setop (Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais). s.d. “Base digital.” Acessado em 5 de agosto de 2018. http://www.infraestrutura.mg.gov.br/
Tagore, M. R., e P. K. Sikdar. 1995. “A New Accessibility Measure Accounting Mobility Parameters.” 7th World Conference on Transport Research, vol. 1, 305-316. Sydney, Austrália.
Vale, David. S., Miguel Saraiva, e Mauro Pereira. 2016. “Active Accessibility: A Review of Operational Measures of Walking and Cycling Accessibility.” Journal of Transport and Land Use 9 (1): 209-235. doi: 10.5198/jtlu.2015.593.
Van Wee, Bert, e Karst Teunis Geurs. 2011. “Discussing Equity and Social Exclusion in Accessibility Evaluations.” European Journal of Transport and Infrastructure Research 11 (4): 350-367.
Vickerman, R. W. 1974. “Accessibility, Attraction, and Potential: A Review of Some Concepts and their Use in Determining Mobility.” Environment and Planning A: Economy and Space 6 (6): 675-691. doi: 10.1068/a060675.
Vulevic, Ana. 2016. “Accessibility Concepts and Indicators in Transportation Strategic Planning Issues: Theoretical Framework and Literature Review.” Logistics & Sustainable Transport 7 (1): 58-67. doi: 10.1515/jlst-2016-0006.
Licencia
Derechos de autor 2020 Autor - Revista

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.

Cuadernos de Geografía: Revista Colombiana de Geografía es publicada por la Universidad Nacional de Colombia y está licenciada bajo los términos de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional License.











