Publicado

2026-03-26

Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil

Vulnerabilities and Perspectives on the Health and Nutrition of the Warao in Belém, Amazon, Brazil

Vulnerabilidades y perspectivas sobre la situación de salud y nutrición de los Warao en Belém, Amazonía, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.15446/ma.v17n1.112730

Palabras clave:

Povos indígenas, venezuelanos, deslocamento, determinantes de saúde, insegurança alimentar (pt)
pueblos indígenas, Venezolanos, desplazamiento, determinantes de la salud, inseguridad alimentaria (es)
indigenous peoples, Venezuelans, displacement, health determinants, food insecurity (en)

Autores/as

Impulsionados por múltiplos fatores econômicos, políticos e ambientais, os processos migratórios têm marcado a história de diversos países. A crise na Venezuela vem impactando de forma significativa na subsistência de sua população, entre estes os indígenas da etnia Warao, que, diante do cenário de instabilidade, tem intensificado o deslocamento para os países fronteiriços, especialmente o Brasil, abrigando-se nas cidades como Pacaraima e Belém. As repercussões desta transição refletem negativamente sobre a saúde desses indivíduos em situação de vulnerabilidade, especialmente em relação com a alimentação e a nutrição. No âmbito de uma revisão narrativa da literatura, este estudo discute o processo migratório e os determinantes de saúde dos imigrantes Warao e apresenta um estudo de caso que descreve a situação de saúde e nutrição de uma amostra de indígenas abrigados em Belém, Pará, com base em informações obtidas de um relatório proveniente de uma ação estratégica de saúde realizada pela Fundação Papa João XXIII (FUNPAPA). Segundo os resultados, os Warao têm diferentes níveis de insegurança alimentar e risco nutricional: 83,3% dos homens e 60% das mulheres apresentam sobrepeso ou obesidade, enquanto aproximadamente 50% das crianças de 0 a 9 anos de idade, assim como parte dos jovens, mostram atraso de crescimento. Este estudo reforça o contexto de vulnerabilidade da população Warao nesta área urbana, bem como a necessidade de construir políticas públicas e uma oferta de serviços mais adequados, tanto em nível local quanto nacional.

Driven by multiple economic, political, and environmental factors, migratory processes have left their mark on the history of several countries. The crisis in Venezuela has had a significant impact on the subsistence of its population, including the indigenous people of the Warao ethnic group, who, faced with this scenario of instability, have intensified their displacement to border countries, especially Brazil, seeking shelter in cities such as Pacaraima and Belém. The repercussions of this transition negatively affect the health of vulnerable individuals, especially regarding food and nutrition. Within the framework of a narrative literature review, this work discusses the migratory situation and the health determinants of Warao immigrants, complementing it with a case study that describes the health and nutrition situation of a sample of Warao indigenous people from a shelter in Belém, Pará, based on information obtained from a report on a strategic health action by Fundação Papa João XIII (FUNPAPA). According to the results, the Warao exhibit different levels of food insecurity and nutritional risk: 83.3% of the men and 60% of the women are overweight or obese, and about 50% of the children aged zero to nine, as well as some young individuals, exhibit growth delay. This study reinforces the context of vulnerability faced by the Warao population in this urban area, as well as the need to build local and national public policies and offer more adequate services for the migrant population.

Impulsados por múltiples factores económicos, políticos y ambientales, los procesos migratorios han dejado sus huellas en la historia de varios países. La crisis en Venezuela ha impactado de manera significativa en la subsistencia de su población, incluidos los indígenas de la etnia Warao, quienes, ante este escenario de inestabilidad, han intensificado su desplazamiento hacia países fronterizos, especialmente Brasil, refugiándose en ciudades como Pacaraima y Belém. Las repercusiones de esta transición afecta negativamente la salud de los individuos en situación de vulnerabilidad, especialmente en lo relacionado con la alimentación y la nutrición. En el marco de una revisión narrativa de la literatura, este trabajo aborda la situación de la migración y los determinantes de salud de los inmigrantes Warao, complementando con un estudio de caso que describe la situación de salud y nutrición de una muestra de los indígenas en situación de refugio en Belém, Pará, a partir de la información obtenida en un informe proveniente de una acción estratégica de salud de Fundación Papa João XIII (FUNPAPA). Según los resultados, los Warao presentan diversos niveles de inseguridad alimentaria y riesgo nutricional: el 83.3 % de los hombres y el 60 % de las mujeres tienen sobrepeso u obesidad, y alrededor del 50 % de los niños de cero a nueve años de edad, así como algunos jóvenes, presentan retraso en el crecimiento. Este estudio refuerza el contexto de vulnerabilidad de la población Warao en esta área urbana, además de la necesidad de construir políticas públicas y una oferta de servicios más adecuados a nivel local y nacional.

Referencias

Abreu, I. N., Lopes, F. T., de Lima, C. N. C., Barbosa, A. N., Oliveira, L. R., Fujishima, M. A.,

Freitas, F. B., dos Santos, M. B., e Vallinoto, A. C. R. (2022). HTLV-1 and 2 infection among warao indigenous refugees in the Brazilian Amazon: Challenges for public health in times of increasing migration. Frontiers in Public Health, 10, 833169. https://doi.org/10.3389/fpubh.2022.833169

ACNUR (2021). Os Warao no Brasil: contribuições da antropologia para a proteção de indígenas refugiados e migrantes. https://www.acnur.org/portugues/wp-content/uploads/2021/04/WEB-Os-Warao-no-Brasil.pdf

ACNUR (2021b) Relatório de monitoramento de proteção ACNUR Brasil. https://www.r4v.info/pt/document/acnur-brasil-relatorio-de-monitoramento-de-protecao- novembro2021

Agência Brasil (2018) Ambiente é recriado para imigrantes da etnia Warao da Venezuela. https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018- 08/ambiente-e-recriado-para-imigrantes-da-etnia-warao-da-venezuela

Almeida, D. H., e Diniz, G. M. (2021). Relatório situacional Brasil, tráfico de pessoas em fluxos migratórios mistos, em especial de venezuelanos, 2020. UNODC. https://www.unodc.org/documents/lpo-

brazil/Topics_TIP/Publicacoes/Relatorio_Situacional_Brasil_T4T.pdf

Assembleia Geral da ONU (1948). Universal declaration of human rights. http://www.un.org/en/universal-declaration-humanrights/

Athias, R. (2022). Um povo em trânsito no Brasil: subsídios para entender os processos de transformações sociais dos Warao no Brasil. Em. C. M. Cirino, C. L. S. Limas e J. Muñoz (Eds.), Os Warao no Brasil: diáspora, políticas e direitos indígenas (pp. 137-170). Edições UERN.

Ayala Lafée-Wilbert, C., e Wilbert, W. (2008). La Mujer Warao: de recolectora deltana a recolectora urbana. Caracas: Fundación La Salle de Ciencias Naturales, Instituto Caribe de Antropología y Sociología.

Barbosa, C. (2018). Migrante cidadão: a sobrevivência dos Warao em Belém e Santarém. https://amazoniareal.com.br/migrante-cidadao-sobrevivencia-dos-warao-em- belem-e-santarem/

Barbosa, L. A., Sales, G. F. A., e Souza, I. L. L. (2020). Reflexos da imigração venezuelana na assistência em saúde no maior hospital de Roraima: análise qualitativa. Saude Soc., 29(2), e190730. https://doi.org/10.1590/s0104-12902020190730

Betts, A. (2013). Survival migration: Failed governance and the crisis of displacement. Cornell University Press. https://doi.org/10.7591/cornell/9780801451065.001.0001

Brasil [Constituição (1988)]. (2002). Constituição da República Federativa do Brasil. (Cláudio Brandão de Oliveira, Org.). Roma Victor.

Brasil (2011). Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.

Brasil (2017). Lei 13.445, de 24 de maio de 2017. Institui a Lei de Imigração. https://portaldeimigracao.mj.gov.br/pt/nova-legislacao/item/13760-lei-n-13-445-de-24-de- maio-de-2017

Brasil (2021). Matriz de monitoramento de deslocamento (DTM) nacional sobre a população indígena refugiada e migrante venezuelana. Organização Internacional Para as Migrações (OIM), Ministério da Cidadania.

Brasil de Fato (2020). Indígenas Warao sofrem com péssimas condições de vida no abrigo público de Belém. https://www.brasildefato.com.br/2020/08/26/indigenas- warao-sofrem-com-pessimas-condicoes-de-vida-no-abrigo-publico-de-belem

Camargo, D. A., e Hermany, R. (2018). Migração venezuelana e poder local em Roraima. Revista de Estudos Jurídicos UNESP, 22(35), 229. https://doi.org/10.22171/rej.v22i35.2608

Castiglione, D. P. (2018). Políticas de fronteiras e saúde de populações refugiadas. Caderno de Saúde Pública, 34(4), e00006018. https://doi.org/10.1590/0102-311X00006018

Castiglioni, A. H. (2009). Migrações: abordagens teóricas. Em L. E. Aragón (Org.), Migrações internacionais na Pan-Amazônia. NAEA/UFPA.

Cavalcante, B. S., e Bentes, N. S. (2021). O Ampara aos refugiados venezuelanos indígenas na Amazônia: os mecanismos de efetivação de direitos sociais dos refugiados indígenas venezuelanos em Belém do Pará. Direitos Fundamentais e Justiça, 15(45), 347-372. https://doi.org/10.30899/dfj.v15i45.838

Chirinos, A. A. C. (2017). O gosto como elemento de memória, identidade e comensalidade: a percepção dos imigrantes Venezuelanos em Brasília-DF [Trabalho de conclusão de curso, Universidade de Brasília].

Coimbra Jr., C. E. A., Santos, R. V., e Escobar, A. L. (Eds.). (2005). Epidemiologia e saúde dos povos indígenas no Brasil. FIOCRUZ /ABRASCO.

Coimbra Jr., C. E., Flowers, N. M., Salzano, F. M., e Santos, R. V. (2002). The Xavante in transition: Health, ecology and bioanthropology in Central Brazil. University of Michigan Press. https://doi.org/10.3998/mpub.17125

DPU (2022). Relatório temático migração e refúgio no Brasil: proposta para a operação acolhida. DPU.

Fileno, F. A. (2022). Deslocamentos Warao em meio ao perigo do COVID-19. https://ds.saudeindigena.icict.fiocruz.br/bitstream/bvs/5446/1/Deslocamentos%20warao%20e m%20meio%20ao%20perigo%20do%20covid-19.pdf

Franchi, T. (2019). Operation Acolhida. The Brazilian armed forces’ efforts in supporting displaced Venezuelans. https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/Online-Exclusive/2019-OLE/Jan/Franchi/

Freitez, A. (2019). Crisis humanitaria y migración forzada desde Venezuela. Em L. Gandini, F. L. Ascencio e V. Prieto (Orgs.). Crisis y migración de poblácion venezolana: entre la desprotección y la seguridad jurídica en Latinoamérica (p. 33-58). Universidad Nacional Autónoma de México.

Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). (2009). Inquérito nacional de saúde e nutrição dos povos indígenas. Relatório Final. Brasil, Ministério da Saúde.

FUNPAPA (2019). Plano de ação emergencial de atendimento ao migrante e refugiado da Fundação Papa João XXIII. Núcleo de Atendimento ao Migrante e Refugiado da FUNPAPA.

Gama, D. A. S., e Costa, I. E. M. (2018). A migração venezuelana em Belém do Pará e o papel institucional do estado na sua organização. Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), 5(1), 152-165. https://doi.org/10.17648/ihgp.v5i01.122

Gandini, L., Rosas, P. R., e Ascencio, F. L. (2019). El éxodo venezolano: migración en contextos de crisis y respuestas de los países latinoamericanos. Em L. Gandini, F. L. Ascencio e V. Prieto (Orgs.). Crisis y migración de poblácion venezolana: entre la desprotección y la seguridad jurídica en Latinoamérica (pp. 9-32). Universidad Nacional Autónoma de México.

García-Castro, Á. e Heinen, D. (1999). Planificando el desastre ecológico: impacto del cierre del caño Manamo para las comunidades indígenas y criollas del Delta Occidental (Delta del Orinoco, Venezuela)”. Antropológica, 91, 31-56.

Gassón, R., e Heinen, D. (2012). ¿Existe un Warao genérico? Cuestiones clave en la etnografía y la ecología histórica del Delta del Orinoco y el territorio Warao-LokonoParagoto. Tipití: Journal of the Society for the Anthropology of Lowland South America, 10(1), 37-64. https://doi.org/10.70845/2572-3626.1153

Gimeno, S. G. A., Rodrigues, D., Pagliaro, H., Cano, E. N., Lima, E. E. S., e Baruzzi, R. G. (2007). Perfil metabólico e antropométrico de índios Aruák: Mehináku, Waurá e Yawalapití, Alto Xingu, Brasil Central, 2000/2002. Cadernos de Saúde Pública, 23(8), 1946-1954. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2007000800021

Graças, M., e Brightwell, L. (2015). Sentir-se em casa longe de casa: a comida no cotidiano de migrantes brasileiros em Londres. Tessituras, 3(2), 60-78. https://doi.org/10.15210/tes.v3i2.5926

Granada, D., Carreno, I., Ramos, N., e Ramos, M. C. P. (2017). Debating health and migrations in a context of intense human mobility. Interface, 21(61), 285-296. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622016.0626

Guerra, K., e Ventura, M. (2017). Bioética, imigração e assistência à saúde: tensões e convergências sobre o direito humano à saúde no Brasil na integração regional dos países. Caderno de Saúde Coletiva, 25(1), 123-129. https://doi.org/10.1590/1414-462X201700010185

IBGE (2010). Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Jarochinski Silva, J. C., e Jubilut, L. L. (2018). Venezuelans in Brazil: Challenges of protection. E-international Relations. https://www.e-ir.info/2018/07/12/venezuelans-in- brazil-challenges-of-protection/

Lander, E. (2014). Venezuela: crisis terminal del modelo petrolero rentista? Tiempo de Crisis Caracas.

Leal, W. (2018). Do outro lado da fronteira: avanços e desafios na efetivação do direito a saúde aos indígenas venezuelanos da etnia Warao em Manaus. Saúde em Redes, Suplemento, Anais do 13ª Congresso Internacional da Rede UNIDA, 4(1).

Lima, C. L. S., Cirino, C. A. M., e Muñoz, C. J. G. (Eds.) (2020). Yakera, Ka Ubanoko: o dinamismo da etnicidade Warao. Editora da Universidade Federal de Pernambuco.

Lucena, J. B. (2021). Impressões criadas sobre os indígenas Warao nas ruas de João Pessoa –

PB em tempos de pandemia. Travessia - Revista do Migrante, XXXIV(91), 101-116.

Martin, D., Goldberg, A., e Silveira, C. (2018). Imigração, refúgio e saúde: perspectivas de análise sociocultural. Saúde e Sociedade, São Paulo, 27(1), 26-36. https://doi.org/10.1590/s0104-12902018170870

Martines, K. P. R. (2021). Donde quiera que voy me acuerdo de la mata de moriche: prácticas de salud en la transitividad migratoria de indígenas Warao en Belém, Pará [Dissertação, de Mestrado, Universidade Federal do Pará].

Medeiros, J. B. (2019). Redação científica: prática de fichamentos, resumos, resenhas (13a ed.). Atlas.

Milesi, R., Coury, P., e Rovery, J. (2018). Migração venezuelana ao Brasil: discurso político e xenofobia no contexto atual. Aedos, 10(22), 53-70.

Montanari, M. (2013). Comida como cultura (2a ed.). Senac São Paulo.

Monteiro, B. C. S., Tavares, I. N., e Almeida, L. F. (2019). Povos indígenas Warao e Eñapá (Venezuela) em contexto de migração e o direito humano a alimentação [Artigo de conferencia]. Anais do IV Encontro nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, Campinas, Galoá.

Nogueira, D. R. (2019). Algumas questões sobre a saúde Warao no Brasil. Caderno 4 Campos, 2, 18-29.

O Liberal. (2020, 5 de novembro). Líder denuncia casos de covid-19 e falta de comida. Jornal O Liberal, Belém. https://www.oliberal.com/belem/mesmo-sob-suspeita-de- infeccao-pela-covid-19-tres-indigenas-warao-nao-recebem-atencao-adequada-no-abrigo-do- tapana-1.322792

Oliveira, A. T. R. (2017). Nova lei brasileira de migração: avanços, desafios e ameaças. Revista Brasileira de Estudos de População, 34(1), 171-179. https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0010

Oliveira, G. A. G. de (2019). Use of the Brazilian military component in the face of Venezuela’s

migration crisis. https://www.armyupress.army.mil/Journals/Military-Review/English-Edition-Archives/May-June-2019/Alberto-Brazil-Venezuela-print/

Pontes, A. L. de M., Garnelo, L., e Rego, S. (2014). Reflexões sobre questões morais na relação de indígenas com os serviços de saúde. Revista Bioética, 22(2), 337-346. https://doi.org/10.1590/1983-80422014222015

Pontes, S. S., e Nascimento, M. A. C. (2021). Os Indígenas Warao na realidade belenense: uma pesquisa bibliográfica. Ed. Científica Digital. https://doi.org/10.37885/210605112

Ramos, L., Botelho, E., e Tarragó, E. (2017). Parecer Técnico/ SEAP/ 6ª CCR/PFDC nº 208/2017, de 14 de março de 2017. Sobre a situação dos indígenas da etnia Warao, da região do delta do Orinoco, nas cidades de Boa Vista e Pacaraima. Ministério Público Federal, Procuradoria Geral da República.

Rocha, E. (2018). Migrante cidadão: a dinâmica do deslocamento dos índios Warao na Amazônia. https://amazoniareal.com.br/migrante-cidadao-a-dinamica-dos- deslocamentos-dos-indios-warao-na-amazonia/

Rosa, M., e Quintero, P. (2020). Entre a Venezuela e o Brasil: algumas reflexões sobre as migrações Warao. Anais da 32ª Reunião Brasileira de Antropologia, 2.

Santos, R. V., Cardoso, A. M., Garnelo, L., Coimbra Jr. C. E., e Chaves, M. B. (2008). Saúde dos povos indígenas e políticas públicas no Brasil. Em S. Escorel, L. V. Lobato, J. C. Noronha e A. I. Carvalho (Orgs.), Políticas e Sistema de Saúde no Brasil (pp. 1035-56). Editora Fiocruz.

Santos, R. V. e Coimbra Jr. C. E. A. (2003). Cenários e tendências da saúde e da epidemiologia dos povos indígenas no Brasil. In C. E. A. Coimbra Jr., R. V. Santos e A. L. Escobar (Orgs.), Epidemiologia e saúde dos povos indígenas no Brasil (pp. 13-47). Editora Fiocruz. https://doi.org/10.7476/9788575412619

Simões, G., Cavalcanti, L., Oliveira, T., Moreira, E. e Camargo, J. (2017). Resumo executivo. Perfil sociodemográfico e laboral da imigração venezuelana no Brasil. Conselho Nacional de Imigração. https://doi.org/10.24824/978854441997.7

Silva, G. J., Cavalcanti, L., Oliveira, T., Costa, L. F. L., e Macedo, M. (2021). Refúgio em Números, 6ª Edição. Observatório das Migrações Internacionais; Ministério da Justiça e Segurança Pública, Comitê Nacional para os Refugiados.

Silva, H. P. (2020). Avaliação nutricional com a população Warao abrigada nas casas de autogestão monitoradas pelo município de Belém. [Relatório Técnico apresentado à Fundação Papa João XXIII (FUNPAPA)].

Silva, H. P., Abreu, I. N., Lima, C. N. C., Lima, R. C. A., Barbosa, A. N., Oliveira, L. R., Fujishima, M. A., Lima, S. S., Lima, V. N., Castelo-Branco, S., e Vallinoto, A. C. R. (2021). Migration in times of pandemic: SARS-CoV-2 infection among the Warao indigenous refugees in Belém, Pará, Amazonia, Brazil. BMC Public Health, 21(1), 1659. https://doi.org/10.1186/s12889-021-11696-7

Silva, H. P., Miranda, J. C. T., e Lima, V. N. (2020). Desafios às políticas de saúde para populações tradicionais em áreas urbanas: o caso dos indígenas Warao em Belém do Pará. Em N. E. C. Heufemann, A. A. Ferla, K. M. S. Lima, F. M. Martins e S. M. Lemos (Orgs.), A saúde indígena no Brasil: educação, gestão e trabalho (pp. 178-197). Editora RedeUnida. https://editora.redeunida.org.br/project/saude-indigena-educacao- gestao-e-trabalho/

Souza, J. H. (2018). Janokos brasileiros: uma análise da imigração dos Warao para o Brasil.

Boletim Científico ESMPU, 17(52), 71-99. https://doi.org/10.63601/bcesmpu.2018.n52.71-99

UFRGS (2021). Grupo da etnia indígena Warao, proveniente da Venezuela, busca acolhida em Porto Alegre. https://www.ufrgs.br/jornal/grupo-da-etnia-indigena-warao- proveniente-da-venezuela-busca-acolhida-em-porto-alegre

Vasconcelos, F. A. G. (2000). Avaliação nutricional de coletividades. Editora UFSC.

Vasconcelos, I. S. (2018). Receber, enviar e compartilhar comida: aspectos da migração venezuelana em Boa Vista, Brasil. REMHU - Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana, 26(53), 135-151. https://doi.org/10.1590/1980-85852503880005309

Ventura, M. (2018). Imigração, saúde global e direitos humanos. Caderno de Saúde Pública, 34(4), e00054118. https://doi.org/10.1590/0102-311X00054118

Welle, D. (2018). Venezuelanos perderam 11kg em média por causa da falta de comida, diz estudo. https://g1.globo.com/mundo/noticia/pobreza- atinge-87-venezuelanos-diz-estudo.ghtml

World Health Organization (WHO) (1995). Physical status: the use and interpretation of anthropometry (WHO Technical Report Series, n. 854). WHO.

World Health Organization (WHO) (2000). Obesity: preventing and managing the global epidemic: Report of a WHO consultation on obesity (WHO Technical Report Series n. 894). WHO.

World Health Organization (WHO) (2006). WHO child growth standards: Length/height-for- age, weight-for-age, weight for height and body mass index-for-age: Methods and development. (WHO Multicentre Growth Reference Study Group). WHO.

Xavier, C. C. (2021). Direitos indígenas para imigrantes indígenas: O caso dos Warao no Brasil. Revista da Faculdade de Direito do Sul de Minas, 37(2), 383-414. https://revista.fdsm.edu.br/index.php/revistafdsm/article/view/427

Cómo citar

APA

Bezerra, R. G. S., Silva, H. P. & Barroso, K. B. O. (2026). Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil. Mundo Amazónico, 17(1), e112730. https://doi.org/10.15446/ma.v17n1.112730

ACM

[1]
Bezerra, R.G.S., Silva, H.P. y Barroso, K.B.O. 2026. Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil. Mundo Amazónico. 17, 1 (mar. 2026), e112730. DOI:https://doi.org/10.15446/ma.v17n1.112730.

ACS

(1)
Bezerra, R. G. S.; Silva, H. P.; Barroso, K. B. O. Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil. Mundo Amazon. 2026, 17, e112730.

ABNT

BEZERRA, R. G. S.; SILVA, H. P.; BARROSO, K. B. O. Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil. Mundo Amazónico, [S. l.], v. 17, n. 1, p. e112730, 2026. DOI: 10.15446/ma.v17n1.112730. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/imanimundo/article/view/112730. Acesso em: 29 mar. 2026.

Chicago

Bezerra, Renanda Giselle Silva, Hilton P. Silva, y Karoline Beatriz Oliveira Barroso. 2026. «Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil». Mundo Amazónico 17 (1):e112730. https://doi.org/10.15446/ma.v17n1.112730.

Harvard

Bezerra, R. G. S., Silva, H. P. y Barroso, K. B. O. (2026) «Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil», Mundo Amazónico, 17(1), p. e112730. doi: 10.15446/ma.v17n1.112730.

IEEE

[1]
R. G. S. Bezerra, H. P. Silva, y K. B. O. Barroso, «Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil», Mundo Amazon., vol. 17, n.º 1, p. e112730, mar. 2026.

MLA

Bezerra, R. G. S., H. P. Silva, y K. B. O. Barroso. «Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil». Mundo Amazónico, vol. 17, n.º 1, marzo de 2026, p. e112730, doi:10.15446/ma.v17n1.112730.

Turabian

Bezerra, Renanda Giselle Silva, Hilton P. Silva, y Karoline Beatriz Oliveira Barroso. «Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil». Mundo Amazónico 17, no. 1 (marzo 26, 2026): e112730. Accedido marzo 29, 2026. https://revistas.unal.edu.co/index.php/imanimundo/article/view/112730.

Vancouver

1.
Bezerra RGS, Silva HP, Barroso KBO. Vulnerabilidades e perspectivas sobre a situação de saúde e nutrição dos Warao em Belém, Amazônia, Brasil. Mundo Amazon. [Internet]. 26 de marzo de 2026 [citado 29 de marzo de 2026];17(1):e112730. Disponible en: https://revistas.unal.edu.co/index.php/imanimundo/article/view/112730

Descargar cita

CrossRef Cited-by

CrossRef citations0

Dimensions

PlumX

Visitas a la página del resumen del artículo

10

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.