Publicado
Efeito da Remuneração dos Executivos na relação entre Environmental, Social, Governance e Desempenho Corporativo
DOI:
https://doi.org/10.15446/innovar.v36n99.106678Palabras clave:
Remuneração dos executivos., ESG, Desempenho corporativo, Brasil. (pt)A crescente atenção dada às questões de sustentabilidade levou a uma ampliação das discussões na literatura se as divulgações ESG realmente contribuem ou prejudicam o desempenho corporativo, além de se avaliar quais seriam os possíveis impulsionadores desta relação. Nesse sentido, a remuneração dos executivos pode atuar como mecanismo de alinhamento na supressão de conflitos de interesses entre agente e principal, e impulsionar atividades sustentáveis e o desempenho das empresas. Assim, a pesquisa objetivou analisar o efeito moderador da remuneração dos executivos na relação entre Environmental, Social, Governance (ESG) e desempenho econômico-financeiro e de mercado de 107 empresas brasileiras. A pesquisa classifica-se como descritiva, quantitativa e documental, com aplicação da técnica de regressão. Dentre os principais resultados, destaca-se que as ações ESG impactam positivamente o desempenho das companhias brasileiras analisadas. Estes resultados revelam que maiores investimentos em ações ESG proporcionam maior desempenho corporativo. Os achados confirmaram que a remuneração dos executivos atua como impulsionadora da relação entre ESG e desempenho econômico-financeiro, medido pelo ROA, e desempenho de mercado, mensurado pelo MTB. Tais resultados, à luz da Teoria da Agência, denotam que os contratos de remuneração estão prevendo, de modo eficaz, convergências entre salário, ESG e desempenho corporativo. Deste modo, a remuneração dos executivos tende a potencializar as ações ESG e alavancar o desempenho das empresas. Esta pesquisa avança na literatura ao explorar os efeitos da remuneração dos executivos na relação entre ESG e desempenho, relações incipientes no contexto nacional e internacional. O estudo contribui para com as organizações, CEOs, stakeholders e conselheiros de administração, ao evidenciar a relevância de uma definição congruente das políticas de remuneração, além da incorporação de atividades ESG para maiores desempenhos corporativos internos (econômico-financeiro) e externos (mercado). Como limitações, considera-se o recorte temporal, o contexto emergente brasileiro e as empresas analisadas, pois impossibilitam generalizações.
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