Rede de Pesquisa Latino-Americana sobre a Urbanização Interseccionalizada (RELAUI): análises iniciais da Região Metropolitana de São Paulo (Brasil)
Latin American Research Network on Intersectionalized Urbanization (RELAUI): Initial Analysis of the São Paulo Metropolitan Region (Brazil)
Red Latinoamericana de Investigación sobre la Urbanización Interseccionalizada (RELAUI): análisis iniciales de la Región Metropolitana de São Paulo (Brasil)
DOI:
https://doi.org/10.15446/rcdg.v35n2.120312Palabras clave:
classe social, gênero, interseccionalidade, raça, urbanização (pt)social class, gender, intersectionality, race, urbanization (en)
clase social, género, interseccionalidad, raza, urbanización (es)
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O processo de urbanização da América Latina reproduz desigualdades estruturais de cada formação socioespacial que se constituem de maneira interseccional, resultando em diferentes problemáticas. Com o objetivo de entender similaridades e diferenças dessas desigualdades socioespaciais, constituiu-se a Rede de Pesquisa Latino-Americana sobre a Urbanização Interseccionalizada (RELAUI). Nomeou-se urbanização interseccionalizada o processo de reprodução dessas desigualdades através do processo de urbanização, inicialmente estudando as maiores metrópoles dos países selecionados (Argentina, Brasil, Chile e México). A metodologia utilizada é revisão bibliográfica, sistematização de dados secundários nacionais e mapeamentos específicos das metrópoles com ênfase nas variáveis que tratem da conformação da população colonizada/racializada, de gênero e das classes sociais e suas intersecções. Neste artigo, apresentam-se as análises iniciais da Região Metropolitana de São Paulo (Brasil) a partir da elaboração de mapas da concentração da população por raça/cor, rendimento domiciliar, chefia domiciliar por gênero e seu rendimento. Sua análise demonstra a reduzida presença de população racializada com renda acima de três salários mínimos, a transversalidade da chefia feminina de domicílios nos diferentes extratos de renda e a redução da renda destes lares. Compreende-se, assim, que a urbanização segue reproduzindo desigualdades socioespaciais de maneira interseccional na metrópole estudada.
The urbanization process in Latin America reproduces structural inequalities in each socio-spatial formation that are constituted in an intersectional manner, resulting in diverse problems. The Latin American Research Network on Intersectionalized Urbanization (RELAUI) was created to understand the similarities and differences in these socio-spatial inequalities. The reproduction of these inequalities through urbanization was termed intersectionalized urbanization, and the largest metropolises in the selected countries (Argentina, Brazil, Chile, and Mexico) were initially studied. The methodology used is a bibliographic review, systematization of national secondary data, and specific mapping of metropolises, with an emphasis on variables that address the composition of the colonized/racialized population, gender, and social classes and their intersections. This article presents the initial analyses of the São Paulo Metropolitan Region (Brasil) based on the construction of maps of population concentration by race/color, household income, and household headship by gender and income. Their analysis demonstrates the reduced presence of racialized populations with incomes above three minimum wages, the intersectionality of female heads of households across different income brackets, and the decline in these households’ incomes. It is therefore clear that urbanization continues to reproduce intersectional socio-spatial inequalities in the studied metropolis.
El proceso de urbanización en América Latina reproduce desigualdades estructurales en cada formación socioespacial que se constituyen de manera interseccional, resultando en problemáticas diversas. Con el objetivo de comprender las similitudes y diferencias en estas desigualdades socioespaciales, se creó la Red Latinoamericana de Investigación sobre la Urbanización Interseccionalizada (RELAUI). El proceso de reproducción de estas desigualdades a través del proceso de urbanización se denominó urbanización interseccionalizada, estudiándose inicialmente las mayores metrópolis de los países seleccionados (Argentina, Brasil, Chile y México). La metodología utilizada es revisión bibliográfica, sistematización de datos secundarios nacionales y mapeos específicos de las metrópolis con énfasis en variables que abordan la composición de la población colonizada/ racializada, género y clases sociales y sus intersecciones. Este artículo presenta los análisis iniciales de la Región Metropolitana de São Paulo (Brasil) a partir de la construcción de mapas de concentración poblacional por raza/ color, ingreso familiar, jefatura del hogar por género y sus ingresos. Su estudio demuestra la reducida presencia de población racializada con ingresos superiores a tres salarios mínimos, la transversalidad de jefas de hogar en distintos tramos de ingreso y la reducción de ingresos de estos hogares. Se entiende que la urbanización continúa reproduciendo desigualdades socioespaciales de manera interseccional en la metrópolis estudiada.
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