As paisagens e as dinâmicas territoriais na Serra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brasil
Landscapes and Territorial Dynamics in the Sierra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil
Los paisajes y las dinámicas territoriales en la Sierra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15446/rcdg.v29n1.75016Palabras clave:
dinâmicas territoriais produtivas, planejamento territorial, Serra de Maracaju, unidades de paisagens, usos da terra (pt)productive territorial dynamics, territorial planning, Sierra de Maracaju, landscape units, land uses (en)
dinámicas territoriales productivas, planeación territorial, Sierra de Maracaju, unidades de paisajes, usos de la tierra (es)
Descargas
A Serra de Maracaju, relevante conjunto de relevo do estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, historicamente mantém uma relação conflituosa com as dinâmicas territoriais que se impuseram no processo de uso e ocupação da terra. Este artigo objetiva apresentar as paisagens da Serra de Maracaju e propor unidades de paisagens, compreendendo suas estruturas físico-culturais e usos da terra, tendo como base os cenários de 1986 e 2016. Na investigação, foram realizados trabalhos de campo e espacialização de dados em sistemas de informação geográfica que permitiram identificar seis unidades de paisagens. Nas áreas em que as estruturas das paisagens apresentam maiores declividades, registraram-se os maiores índices de conservação e preservação, essencialmente da vegetação nativa. Concomitantemente, em áreas de relevo com maior aplainamento e em paisagens aptas para as atividades agropecuárias, o nível de preservação e conservação da vegetação nativa diminuiu consideravelmente durante o período analisado. Constatou-se que as dinâmicas territoriais historicamente construídas para a produção de commodities para a exportação, estão intimamente ligadas às transformações das paisagens da Serra.
Ideias destacadas: artigo de pesquisa sobre a diversidade de paisagens da Serra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brasil. Foram identificadas seis unidades de paisagens a partir de suas estruturas físico-sociais e dos usos da terra. Os cenários de 1986 e 2016 permitiram identificar as transformações, os impactos e suas potencialidades.
Historically, the Sierra de Maracaju, an important relief unit in the department of Mato Grosso do Sul, Brazil, has had a conflictive relationship with the imposed territorial dynamics regarding the use and occupation of land. The objective of the article is to present the landscapes of the Sierra de Maracaju and to propose landscape units by understanding their physical-cultural structures and land uses, on the basis of the 1986 and 2016 scenarios. The research included fieldwork and spatialization of data in geographic information systems that made it possible to identify six landscape units. Higher indexes of preservation and conservation of native vegetation were observed in areas where landscape structures show greater incline. Correspondingly, in flatter relief areas and landscapes suitable for agricultural and livestock activities, the level of preservation and conservation of native vegetation decreased considerably during the period analyzed. Findings show that the territorial dynamics constructed historically to produce export commodities are closely linked to the transformations of landscapes in the Sierra.
Main Ideas: Research article on the diversity of landscapes of the Sierra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil. Six landscape units were identified based on their physical-social structures and uses of the land. The 1986 and 2016 scenarios made it possible to identify transformations, impacts, and potentialities.
La Sierra de Maracaju, importante conjunto de relieve del departamento de Mato Grosso do Sul, Brasil, históricamente mantiene una relación conflictiva con las dinámicas territoriales que se impusieron al uso y ocupación de la tierra. El artículo tiene como fin presentar los paisajes de la Sierra de Maracaju y proponer unidades de paisajes, comprendiendo sus estructuras físico-culturales y los usos de la tierra, con base en los escenarios de 1986 y 2016. En la investigación, se realizaron trabajos de campo y espacialización de datos en sistemas de información geográfica que permitieron identificar seis unidades de paisajes. En las áreas donde las estructuras de los paisajes presentan declives más grandes, se registraron índices de conservación y preservación más altos, esencialmente de vegetación nativa. Concomitantemente, en áreas de relieve con mayor aplanamiento y en paisajes aptos para las actividades agropecuarias, el nivel de preservación y conservación de la vegetación nativa se ha reducido considerablemente durante el periodo analizado. Se encontró que las dinámicas territoriales históricamente construidas para producir commodities para la exportación están estrechamente ligadas a las transformaciones de los paisajes de la Sierra.
Ideas destacadas: artículo de investigación sobre la diversidad de paisajes de la Sierra de Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brasil. Se identificaron seis unidades de paisajes desde sus estructuras físico-sociales y los usos de la tierra. Los escenarios de 1986 y 2016 permitieron identificar las transformaciones, los impactos y sus potencialidades.
Referencias
Ab’Saber, Aziz Nacib. 2003. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê.
Amaral, Rosangela do, e Jurandyr Luciano Sanches Ross. 2009. “As unidades ecodinâmicas na análise da fragilidade ambiental do Parque Estadual do Morro do Diabo e entorno, Teodoro Sampaio-sp.” GEOUSP, 26, 59-78. doi: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.2009.74128.
Bertalanffy, Ludwig von. 1950. “An Outiline of General Systems Theory.” British Journal of Philosophy of Science 1 (2): 134-165. doi: 10.1093/bjps/I.2.134.
Bertrand, Georges. 1995. “Le paysage entre la Nature et la Société.” Em La théorie du paysage en France 1974-1994, editado por Alain Roger, 88-108. Ceyzérieu: Champ Vallon.
Bertrand, Georges. 2004. “Paisagem e geografia física global: esboço metodológico.” RA’E GA: O espaço geográfico em análise 8: 141-152.
Bertrand, Georges, e Claude Bertrand. 2002. Une géographie traversière: l’environnement à travers territoires et temporalités. Paris: Arguments.
Conselho Nacional do Meio Ambiente. 1997. Resolução Conama 237 de 19 de dezembro de 1997. Acessado em 28 de agosto de 2018. http://extwprlegs1.fao.org/docs/pdf/bra25095.pdf
Escribano Bombín, María del Milagro, Mercedes de Frutos, Elena Igelsias, Carmen Mataix, e Isabel Torrencilla. 1987. Paisaje. Madri: Mopu.
Faccin, Ana Carolina Torelli Marquezini. 2018. “O complexo soja e o quadro natural de Mato Grosso do Sul: características naturais e centralidade do cultivo.” Geoambiente On-line, 31, 1-15. doi: 10.5216/revgeoamb.v0i31.54934.
Faccin, Ana Carolina Torelli Marquezini, e Ricardo Abid Castillo. 2017. “Vulnerabilidade territorial e implicações sócio-espaciais da expansão do complexo soja no Mato Grosso do Sul.” Estudos Geográficos: Revista Eletrônica de Geografia 15 (1): 133-156.
Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. 2009. Zoneamento ecológico-econômico — Mato Grosso do Sul: Contribuições técnicas, teóricas, jurídicas e metodológicas. Vol. III. Acessado em 14 de julho de 2016. http://www.semade.ms.gov.br/
Guerra, Antônio José Teixeira, e Mônica dos Santos Marçal. 2012. Geomorfologia Ambiental. 4ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). (1994) 2007. Manual Técnico em Pedologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Manuais Técnicos em Geociências.
IBGE. 2012. Manual técnico da vegetação brasileira. Rio de Janeiro: Manuais Técnicos em Geociências.
Lacerda Filho, Joffre Valmório de, Maria da Glória da Silva, e Hardy Jost. 2006. Geologia e recursos minerais do Estado de Mato Grosso do Sul: texto explicativo dos mapas geológico e de recursos minerais do Estado de Mato Grosso do Sul: escala 1:1.000.000. Campo Grande: Convênio Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).
Lamoso, Lisandra Pereira. 2011. “Dinâmicas produtivas da economia de exportação no Mato Grosso do Sul-Brasil.” Mercator: Revista de Geografia da UFC — Universidade Federal do Ceará 10 (21): 33-47. doi: 10.4215/RM2011.1021. 0002.
Lima, Bruno de Souza. 2017. “Paisagens da Serra de Maracaju e suas potencialidades para o turismo de natureza.” Dissertação de mestrado em Geografia, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados-MS.
Lima, Bruno de Souza, Charlei Aparecido da Silva, e Marcos Norberto Boin. 2017a. “Unidades de paisagens da Serra de Maracaju para o turismo de natureza, folha Nioaque-ms.” Apresentação apresentada em Anais do XII Encontro Nacional da enanpege, Porto Alegre, 12 a 15 de outubro.
Lima, Bruno de Souza, Charlei Aparecido da Silva, e Marcos Norberto Boin. 2017b. “Compatibilização de dados cartográficos na elaboração de cartas de unidades da paisagem para o turismo de natureza.” Em Geotecnologias aplicadas às questões ambientais vol. ii, editado por Marcos Norberto Boin, Patrícia Cristina Statella Martins e Maria Helena Pereira Mirante, 94-117. Tupã: Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista (Anap).
Martins, Patrícia Cristina Statella. 2018. “As paisagens da faixa de fronteira Brasil-Bolívia: complexidades do Pantanal sul-matogrossense e suas potencialidades para o turismo de natureza.” Tese de doutorado em Geografia, Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados-MS.
Mateo Rodriguez, José Manuel. 2000. Geografía de los paisajes. La Habana: Universidad de La Habana.
Mateo Rodriguez, José Manuel. 2006. “La concepción sobre los paisajes vista desde la Geografía.” Boletim de Geografia 24 (1): 1-26. doi: 10.4025/bolgeogr.v24i1.12492.
Mateo Rodriguez, José Manuel, Claudio Antonio de Mauro, Iara Leme Russo, Cláudia Maria dos Santos Silva, Raquel Bovo, Mario Eduardo Perez Acurrí, e Vera Lúcia Freitas Marinho. 1995. “Análise da paisagem como base para uma estratégia de organização geoambiental: Corumbataí-sp.” Geografia 20 (1): 81-129.
Mateo Rodriguez, José Manuel, Edson Vicente Silva, e Agostino Paula Brito Cavalcanti. 2007. Geoecologia das Paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: Edições Universidade Federal do Ceará (UFC).
República Federativa do Brasil. 1934a. “Decreto 23.793 de 1934: Aprova o código florestal que com este baixa.” Acessado em 28 de agosto de 2018. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-23793-23-janeiro-1934-498279-publicacaooriginal-78167-pe.html
República Federativa do Brasil. 1934b. “Decreto 24.643 de 1934: Decreta o Código de Águas.” Acessado em 28 de agosto de 2018. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-24643-10-julho-1934-498122-publicacaooriginal-1-pe.html
República Federativa do Brasil. 1965. “Lei 4.771: As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem.” Acessado em 28 de agosto de 2018. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4771-15-setembro-1965-369026-publicacaooriginal-1-pl.html
República Federativa do Brasil. 1998. “Lei 9.605: Sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.” Acessado em 28 de agosto de 2018. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm
República Federativa do Brasil. 2012. “Lei 12.651: Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa.” Acessado em 28 de agosto de 2018. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm
Ross, Jurandyr Luciano Sanches. 1994. “Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados.” Revista do Departamento de Geografia — FFLCH/USP 8: 63-73. doi: 10.7154/RDG.1994.0008.0006.
Santos, Rosely Ferreira dos. 2004. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de Textos.
Tricart, Jean. 1977. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/Superintendência de Recursos Naturais e Meio Ambiente (IBGE/Supren).
Tsilfidis, Panagiotis Alexandro, e Adelsom Soares Filho. 2009. “O uso do Geoprocessamento para pré-delimitação de uma Unidade de Conservação: um estudo de caso na Serra de Maracajú-MS.” Apresentação apresentada em Anais do xii Encuentro de Geógrafos de América Latina, Montevidéu, de 3 a 7 de abril.
Universidade Federal da Grande Dourados. 2018. Laboratório de Geografia Física. http://www.lgf.ggf.br/lgf_institucional.php
Verdum, Roberto. 2012. “Perceber e conceber paisagem.” Em Paisagem: leituras, significados e transformação, editado por Roberto Verdum, Lucimar de Fátima dos Santos Viera, Bruno Fleck Pinto e Luís Alberto Pires da Silva, 15-22. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Vilás, Jordi Ribas. 1992. “Estudios del paisagismos.” Em Manual de ciencia del paisaje: teoría, métodos y aplicaciones, editado por Maria de Bolós e Maria del Tura Bovet Pla, 205-218. Barcelona: Masson.
Yázigi, Eduardo, org. 2002. Turismo e paisagem. São Paulo: Contexto.
Zavattini, João Afonso. 2009. As chuvas e as massas de ar no Estado de Mato Grosso do Sul: estudo geográfico com vista à regionalização climática. São Paulo: Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita de Filho.
Dimensions
PlumX
Visitas a la página del resumen del artículo
Descargas
Cómo citar
Licencia
Derechos de autor 2020 Autor - Revista

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.

Cuadernos de Geografía: Revista Colombiana de Geografía es publicada por la Universidad Nacional de Colombia y está licenciada bajo los términos de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional License.











