Relação entre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e relatórios de sustentabilidade: Uma análise global
Relationship between R&D investments and sustainability reports: a global analysis
Relación entre inversiones de investigación y desarrollo (I&D) e informes de sostenibilidad: análisis global
DOI:
https://doi.org/10.15446/innovar.v29n72.77938Palabras clave:
inovação, investimentos, lucratividade, pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade (pt)Research and development, innovation, sustainability investments, profit. (en)
Innovación, inversiones, investigación y desarrollo, rentabilidad.ostenibilidad (es)
O objetivo desta pesquisa foi compreender se existem relações entre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a divulgação de relatórios de sustentabilidade das empresas que são consideradas as que mais investem em P&D no mundo. A partir de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, os dados foram coletados por meio de três relatórios: EU Industrial R&D Investment Scoreboard, Global Reporting Initiative e Environmental Performance Index, que analisam 350 empresas e consideram 25 países. Os dados foram interpretados estatisticamente. Os resultados apontaram que as empresas que mais elaboram relatórios de sustentabilidade estão situadas em países que são considerados os mais sustentáveis do mundo. Entretanto, as empresas que mais investem em P&D não são as que mais elaboram relatórios de sustentabilidade, como também não houve relação entre lucratividade dessas empresas e relatórios de sustentabilidade. Pressupõe-se que, por razões estratégicas, as organizações optem por não destacar esses dados ao mercado, a fim de não municiar a concorrência com informações que podem vir a gerar interferência na vantagem competitiva. Por fim, foram apresentadas as limitações e oportunidades de trabalhos futuros.
The objective of this research was to identify connections between research and development investments and the disclosure of sustainability reports in companies considered as the largest R&D investors in the world. Based on a descriptive research with a quantitative approach, and studying 350 companies in 25 countries, data was collected from three reports: the EU Industrial R&D Investment Scoreboard, the Global Reporting Initiative, and the Environmental Performance Index. Data was interpreted statistically. Results indicate that companies that produce the most sustainability reports are located in countries equally considered as the most sustainable. However, the number of companies that invest the most in R&D does not correspond to those producing the most reports. In addition, no relationship was identified between the profitability of these companies and the number of sustainability reports they present. Therefore, we assumed that some organizations choose not to disclose certain data to avoid information that may generate negative impacts for their competitive advantage. Finally, limitations and opportunities for future research works are presented.
El objetivo de esta investigación fue comprender si existen relaciones entre las inversiones en investigación y desarrollo (I&D) y la divulgación de informes de sostenibilidad de las empresas que son consideradas las que más invierten en I&D en el mundo. A partir de una investigación descriptiva con enfoque cuantitativo, los datos fueron recolectados a través de tres informes: EU Industrial R&D Investment Scoreboard, Global Reporting Initiative y Environmental Performance, que analizan 350 empresas y consideran 25 países. Los datos fueron interpretados estadísticamente. Los resultados apuntaron que las empresas que más elaboran informes de sostenibilidad están situadas en países que son considerados los más sostenibles del mundo. Sin embargo, las empresas que más invierten en I&D no son las que más elaboran informes de sostenibilidad, como tampoco hubo relación entre rentabilidad de esas empresas e informes de sostenibilidad. Se supone que, por razones estratégicas, las organizaciones opten por no destacar esos datos al mercado, con el fin de no municionar la competencia con informaciones que puedan generar interferencia en la ventaja competitiva. Por último, se presentaron las limitaciones y oportunidades de trabajos futuros.
Referencias
Abbade, E. B. (2014). Inovatividade e Performances Social, Ambiental e Econômica em MPMES: Uma Investigação Empírica. Revista Ibero-Americana de Estratégia, 13(3), 35. doi: 10.5585/riae.v13i3.2063
Alhaddi, H. (2015). Triple bottom line and sustainability: A literature review. Business and Management Studies, 1(2), 6-10. doi: 10.11114/bms.v1i2.752
Aloise, P. G., Nodari, C. H., & Dorion, E. C. H. (2016). Ecoinovações: um ensaio teórico sobre conceituação, determinantes e achados na literatura. Interações (Campo Grande), 17(2), 278-289. doi: http://dx.doi.org/10.20435/1984042X2016211
Andreassi, T., & Sbragia, R. (2002). Relações entre indicadores de P&D e de resultado empresarial. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, 37(1), 72-84. Recuperado de https://gvpesquisa.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/arquivos/an-dreassi_-_relacoes_entre_indicadores_de_pd_e_de_resultado_empresarial.pdf
Barbieri, J. C., Vasconcelos, I. F. G. de, Andreassi, T., & Vasconcelos, F. C. de (2010). Inovação e sustentabilidade: novos modelos e pro-posições/Innovation and sustainability: new models and pro-positions/Innovación y sostenibilidad: nuevos modelos y proposiciones. Revista de Administração de Empresas, 50(2), 146. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/rae/v50n2/02
Barge-Gil, A., & López, A. (2014). R&D determinants: Accounting for the differences between research and development. Research Policy, 43(9), 1634-1648. doi:10.1016/j.respol.2014.04.017
Benites, L. L. L., & Polo, E. F. (2013). A sustentabilidade como ferramenta estratégica empresarial: governança corporativa e aplicação do Triple Bottom Line na Masisa. Revista de Administração da UFSM, 6, 195-210. doi: 10.5902/198346598879
Bergenwall, A. L., Chen, C., & White, R. E. (2012). TPS's process design in American automotive plants and its effects on the triple bottom line and sustainability. International Journal of Production Economics, 140(1), 374-384. doi: 10.1016/j.ijpe.2012.04.016
Boons, F., Montalvo, C., Quist, J., & Wagner, M. (2013). Sustainable innovation, business models and economic performance: an overview. Journal of Cleaner Production, 45, 1-8. doi: 10.1016/j.jclepro.2012.08.013
Borland, H., Ambrosini, V., Lindgreen, A., Vanhamme, J. (2016). Building Theory at the Intersection of Ecological Sustainability and Strategic Management. Journal of Business Ethics, 135(2), 293-307. doi: 10.1007/s10551-014-2471-6
Brito, E. P. Z, Brito, L. A. L., Morganti, F. (2009). Inovação e o Desempenho Empresarial: Lucro ou Crescimento?. Revista de Administração Eletrônica, 8(1). Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/raeel/v8n1/a07v8n1
Campos, L., Maria, D. S., Sehnem, S., Oliveira, M. D. A. S., Rossetto, A., Coelho, A. L. D. A. L., & Dalfovo, M. S. (2013). Relatório de sustentabilidade: perfil das organizações brasileiras e estrangeiras segundo o padrão da Global Reporting Initiative. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/gp/2013nahead/aop_gp0954_ao.pdf
Carrillo-Hermosilla, J., González, P. del. R. & Könnölä, T. (2009). Eco-innovation: when sustainability and competitiveness shake hands. UK: Palgrave Macmillan.
Chun, H., Ha, J., & Kim, J. W. (2014). Firm heterogeneity, R&D, and economic growth. Economic Modelling, 36, 149-156. doi: 10.1016/j.econmod.2013.09.028
Coad, A., & Rao, R. (2006). Innovation and market value: a quantile regression analysis. Economics Bulletin, 15(13). Recuperado de http://economicsbulletin.vanderbilt.edu/2006/volume15/EB-06O10012A.pdf
Coad, A., Segarra, A., & Teruel, M. (2016). Innovation and firm growth: Does firm age play a role? Research Policy, 45(2), 387-400. doi: 10.1016/j.respol.2015.10.015
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento -CMMAD (1991). Nosso futuro comum, 2. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas.
Dehghani, T. (2015). A comparative analysis of research and development in Iran and four leading countries. International Journal of Organizational Leadership, 4(3), 254. Recuperado de https://web.a.ebscohost.com/abstract?direct=true&profile=ehost&scope=site&authtype=crawler&jrnl=23456744&AN=116326073&h=RpOsMCDl%2fqlPI98atpVJU0ux7W-VGBVxFWOdmVGWpbVkryYv5i9WqSdK84rcLF10rSUO-apm0nUfQCELgLHk2Iow%3d%3d&crl=c&resultNs=Ad-minWebAuth&resultLocal=ErrCrlNotAuth&crlhashurl=login.aspx%3fdirect%3dtrue%26profile%3dehost%26scope%3dsite%26authtype%3dcrawler%26jrnl%3d23456744%26AN%3d116326073
Del Bo, C. F. (2016). The rate of return to investment in R&D: The case of research infrastructures. Technological Forecasting and Social Change, 112, 26-37. doi:10.1016/j.techfore.2016.02.018
Dias, B.G. (2017). Sustentabilidade nas organizações: uma proposta de gestão a partir das inter-relações entre estratégia, competências organizacionais e competências humanas (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-19042017-152850/en.php
Elkington, J. (1998). Partnerships from cannibals with forks: The triple bottom line of 21st-century business. Environmental Quality Management, 8(1), 37-51. doi:10.1002/tqem.3310080106
Environmental Performance Index (EPI). Recuperado de https://epi.envirocenter.yale.edu
Froehlich, C. (2014). Sustentabilidade: dimensões e métodos de mensuração de resultados. Desenvolve Revista de Gestão do Unilasalle, 3(2), 151-168. doi: 10.18316/1316
Galpin, T. J., Whitttington, L., & Bell, G. (2015). Is your sustainability strategy sustainable? Creating a culture of sustainability, Corporate Governance: The International Journal of Business in Society, 15(1), 1-17. doi: 10.1108/CG-01-2013-0004
García-Manjón, J. V., & Romero-Merino, M. E. (2012). Research, development, and firm growth. Empirical evidence from European top R&D spending firms. Research Policy, 41(6), 1084-1092. doi: 10.1016/j.respol.2012.03.017
Gimenez, C., Sierra, V., & Rodon, J. (2012). Sustainable operations: Their impact on the triple bottom line. International Journal of Production Economics, 140(1), 149-159. doi: 10.1016/j.ijpe.2012.01.035
Global Reporting Initiative (CRI). Annual Report 2015-2016. Recuperado de: https://www.globalReporting.org/Pages/default.aspx
Guevara, H. H., Soriano, F. H., Tuebke, A., Vezzani, A., Amoroso, S., Coad, A., Gkotsis, P. & Grassano, N. (2017). The 2016 EU Industrial R&D Investment Scoreboard (No. JRC103716). Joint Research Centre (Seville site). Recuperado de https://ideas.repec.org/p/ipt/ip-twpa/jrc103716.html
Hair Jr., J., Babin, B., Money, A., & Samouel, P. (2005). Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Porto Alegre: Bookman Companhia.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2016). Pesquisa de inovação: 2014 / IBGE, Coordenação de Indústria - Rio de Janeiro. Recuperado de https://biblioteca.ibge.gov.br/visuali-zacao/livros/liv99007.pdf
Jackson, A., Boswell, K., & Davis, D. (2011). Sustainability and triple bottom line Reporting - What is it all about. International Journal of Business, Humanities and Technology, 1(3), 55-59. Recuperado de http://ijbhtnet.com/journals/Vol_1_No_3_November_2011/6.pdf
Klettner, A., Clarke, T., & Boersma, M. (2014). The Governance of Corporate Sustainability: Empirical Insights into the Development, Leadership and Implementation of Responsible Business Strategy, Journal of Business Ethics, 122(1), 145-165. doi: 10.1007/s10551-013-1750-y
Klewitz, J., & Hansen, E. G. (2014). Sustainability-oriented innovation of SMEs: a systematic review. Journal of Cleaner Production, 65, 57-75. doi: 10.1016/j.jclepro.2013.07.017
Linden, R. (2009). Técnicas de agrupamento. Revista de Sistemas de Informação da FSMA, 4, 18-36. Recuperado de http://www.fsma.edu.br/si/edicao4/FSMA_SI_2009_2_Tutorial.pdf
Longoni, A., & Cagliano, R. (2016). Sustainable innovativeness and the triple bottom line: The role of organizational time perspective. Journal of Business Ethics, 1-24. doi: 10.1007/s10551-016-3239-y.
Marôco, J. (2011). Análise estatística com o SPSS Statistics. Report-Number, Lda.
Mattioda, R. A., Fernandes, P. T., Detro, S. P., Casela, J. L., & Junior, O. C. (2013). Principle of triple bottom line in the integrated development of sustainable products. Chemical Engineering, 35. doi: 10.3303/CET1335033
Melane-Lavado, A., Álvarez-Herranz, A., & González-González, I. (2017). Foreign direct investment as a way to guide the innovative process towards sustainability. Journal of Cleaner Production, 172, 3578-3590. doi: 10.1016/j.jclepro.2017.03.131
Moncada-Paternò-Castello, P., Ciupagea, C., Smith, K., Tübke, A., & Tubbs, M. (2010). Does Europe perform too little corporate R&D? A comparison of EU and non-EU corporate R&D performance. Research Policy, 39(4), 523-536. doi:10.1016/j.respol.2010.02.012
Neves, P. J. C. (2015). A estratégia de desenvolvimento tecnológico da China: do "Made in China" ao "Designed in China" (Dissertação de Mestrado). Universidade de Lisboa. Lisboa, Portugal. Recuperado de http://hdl.handle.net/10400.5/8399
Ogbodo, C. O. (2015). A stakeholder approach to triple bottom line accounting: Nigerian experience. International Journal of Academic Research in Business and Social Sciences, 5(6), 1-19. doi: 10.6007/IJARBSS/v5-i6/1663
Perez, F., & Sanchez, L. E. (2009). Assessing the evolution of sustaina-bility reporting in the mining sector. Environmental management, 43(6), 949-961. Doi: 10.1007/s00267-008-9269-1
Perovano, D. (2016). Manual de metodologia da pesquisa científica. [SI]. InterSaberes.
Porter, M., & Kramer, M. R. (2011). Creating shared value. How to reinvest capitalism - and unleash a wave of innovation and growth. Harvard Business Review, 62(1/2), 62-77. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/272576546_Creating_Shared_Value_How_to_Reinvent_Capitalism_-_and_Unle-ash_a_Wave_of_Innovation_and_Growth
Rocha, L. A., Dal Poz, M. E., de Almeida, C. A. S., & Oliveira, D. M. de (2015). O Impacto dos esforços inovativos no desempenho eco-nômico-financeiro das empresas. RAI Revista de Administração e Inovação, 12(3), 82-108. doi: 10.11606/rai.v12i3.101240
Sampieri, R. H., Collado, C. F., & Lucio, P. B. (1991). Metodología de la investigación. México: McGraw-Hill.
Schumpeter, J. A. (1982). Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural.
Silveira, M. A., Kikuchi, L. S., & Policeno, C. A. (2013). Inovação e Aprendizagem organizacional para a Sustentabilidade: desenvolvimento de competências na indústria de equipamentos eletro-médicos. Revista Gestão & Conexões, 2(1), 76-93. doi: 10.13071/regec.2317-5087.2013.2.1.4116.76-93.
Tidd, J.; Bessant, J.; & Pavitt, K. (2008) Gestão da inovação. Porto Alegre: Bookman.
Thomé, A. M. T., Scavarda, A., Ceryno, P. S., & Remmen, A. (2016). Sustainable new product development: a longitudinal review. Clean Technologies and Environmental Policy, 18(7), 2195-2208. doi: 10.1007/s10098-016-1166-3
Wang, H. W., & Wu, M. C. (2012). Business type, industry value chain, and R&D performance: Evidence from high-tech firms in an emerging market. Technological Forecasting and Social Change, 79(2), 326-340. doi: 10.1016/j.techfore.2011.05.008
Weissbrod, I., & Bocken, N. M. (2017). Developing sustainable business experimentation capability. A case study. Journal of Cleaner Production, 142, 2663-2676. doi:10.1016/j.jclepro.2016.11.009.
Cómo citar
APA
ACM
ACS
ABNT
Chicago
Harvard
IEEE
MLA
Turabian
Vancouver
Descargar cita
Licencia
Derechos de autor 2019 Innovar

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual 3.0.
Todos los artículos publicados por Innovar se encuentran disponibles globalmente con acceso abierto y licenciados bajo los términos de Creative Commons Atribución-No_Comercial-Sin_Derivadas 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
Una vez seleccionados los artículos para un número, y antes de iniciar la etapa de cuidado y producción editorial, los autores deben firmar una cesión de derechos patrimoniales de su obra. Innovar se ciñe a las normas colombianas en materia de derechos de autor.
El material de esta revista puede ser reproducido o citado con carácter académico, citando la fuente.
Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons:








